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Exagerou no churrasco? Especialistas da Afya mostram 11 maneiras de prevenir os sintomas de desconforto

O churrasco é um dos grandes protagonistas dos encontros sociais, especialmente nos fins de semana e feriados. No entanto, o consumo excessivo de carnes, aliado a acompanhamentos gordurosos e bebidas alcoólicas, pode transformar um momento de lazer em desconforto, com sintomas como azia, refluxo e sensação de estufamento.

De acordo com Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, o principal problema não está no churrasco em si, mas na forma como ele é consumido. “Na maioria das vezes, os sintomas não são causados pela carne isoladamente, mas pelo conjunto de fatores: grande volume de comida, cortes gordurosos, álcool, bebidas gaseificadas e longos períodos de jejum antes da refeição”, explica. Segundo o nutricionista, refeições ricas em gordura permanecem mais tempo no estômago, o que favorece desconfortos como sensação de peso, náusea e refluxo, especialmente em pessoas mais sensíveis.

Dra. Ana Clara Amaral, médica e professora de pós-graduação em Gastroenterologia na Afya Brasília, alerta que esses desconfortos podem ser ainda mais intensos em pessoas com condições gastrointestinais pré-existentes. “Indivíduos com doença do refluxo gastroesofágico, dispepsia, popularmente chamada de gastrite, ou síndrome do intestino irritável tendem a sentir os efeitos de forma mais acentuada”, afirma.

De acordo com a médica, isso ocorre por mecanismos fisiológicos bem estabelecidos. “A gordura e o álcool podem relaxar o esfíncter esofagiano inferior, favorecendo episódios de refluxo. Além disso, o álcool irrita a mucosa gástrica, podendo causar dor em quem já apresenta sensibilidade”, explica.

No caso da síndrome do intestino irritável, a combinação típica dessas refeições também pode acelerar o funcionamento intestinal. “A gordura e o álcool estimulam o reflexo gastrocólico, o que pode provocar vontade de evacuar logo após a alimentação, além de favorecer episódios de diarreia”, completa. O consumo frequente de cerveja, comum nesses contextos, também pode intensificar sintomas como gases e distensão abdominal.

Outro ponto de atenção é o tempo de exposição dos alimentos. Em churrascos, é comum que as carnes permaneçam por longos períodos fora da refrigeração adequada, o que favorece a proliferação de bactérias. “A manipulação e o armazenamento inadequados aumentam o risco de infecções alimentares, que podem causar náuseas, vômitos e diarreia”, destaca a Dra. Ana. Ela também faz um alerta para pessoas que utilizam medicamentos conhecidos como protetores gástricos, como omeprazol, pantoprazol ou esomeprazol. “Esses medicamentos reduzem a acidez do estômago, que é uma importante barreira de defesa contra micro-organismos. Com isso, o risco de infecções alimentares pode ser maior”, finaliza.

Dicas dos especialistas para evitar desconfortos após o churrasco:

  1. Priorize cortes de carne mais magros e intercale com opções como frango e peixe

  2. Evite longos períodos em jejum antes do churrasco para não exagerar na primeira refeição

  3. Prefira comer em pequenas quantidades ao longo do tempo, em vez de grandes volumes de uma só vez

  4. Mastigue bem os alimentos e coma mais devagar

  5. Consuma fibras ao longo do dia (saladas, legumes), mantendo um padrão alimentar equilibrado

  6. Beba líquidos com moderação e evite grandes volumes durante as refeições

  7. Alterne bebidas alcoólicas com água e evite ingestão excessiva de álcool

  8. Modere o consumo de bebidas gaseificadas, que podem aumentar gases e estufamento

  9. Observe a procedência e conservação dos alimentos

  10. Respeite os sinais de saciedade do corpo

  11. Evite deitar-se logo após comer para reduzir o risco de refluxo

Apesar dos riscos, especialistas reforçam que não é necessário abrir mão do churrasco. O segredo está no equilíbrio e em algumas estratégias simples para preservar a saúde digestiva. “É possível aproveitar sem exageros. Pequenas mudanças fazem grande diferença na forma como o corpo reage”, conclui Dra. Ana.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.

Médicos em Movimento

No mês em que se celebra o Dia Mundial da Saúde, a Afya promove a campanha Médicos em Movimento, iniciativa que incentiva o autocuidado entre médicos e estudantes de medicina. Em 2026, a campanha está estruturada em três frentes: conteúdo, com publicações sobre bem-estar e qualidade de vida; engajamento, com desafios de atividade física no aplicativo Strava; e experiências presenciais em todo o Brasil. A programação inclui o patrocínio de corridas em diferentes regiões, a primeira delas em Salvador, além de atividades nas unidades de graduação ao longo do mês, ampliando a mobilização e incentivando hábitos saudáveis entre profissionais da saúde e toda a comunidade. Saiba mais em: https://institucional.afya.com.br/dia-mundial-da-saude-2026/

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