Árbitro brasileiro explica diferenças entre juiz e árbitro no MMA e no boxe

Árbitro brasileiro explica diferenças entre juiz e árbitro no MMA e no boxe

Samantha Di Khali
3 min de leitura 74
Imprensa

No universo das artes marciais e dos esportes de combate, muitas pessoas ainda confundem duas funções fundamentais dentro das lutas: o árbitro e o juiz. Embora ambos sejam
responsáveis por garantir que o combate aconteça dentro das regras, suas atribuições são bastante diferentes. Quem explica essa distinção é o experiente árbitro
e juiz brasileiro Júlio César Ferreira Catarino, profissional com atuação em alguns dos maiores eventos de MMA do mundo.

Com carreira consolidada no cenário nacional e internacional, Catarino é membro da Comissão Atlética Brasileira de MMA e também do grupo All Blaks MMA Officials.
Ele ainda possui formação pelo curso do lendário árbitro Big John McCarthy, referência global na arbitragem de artes marciais mistas.

Ao longo da carreira, Catarino participou de eventos importantes como Ultimate Fighting Championship, Legacy Fighting Alliance, Shooto Brasil, Brave Combat Federation, Black Kombat e SFT MMA,
onde atuou tanto como árbitro quanto como juiz em lutas de grande importância, incluindo disputas de cinturão internacional.

Segundo ele, entender a diferença entre as funções é essencial para compreender como uma luta é conduzida com segurança e justiça.

“Ser juiz e ser árbitro são papéis completamente diferentes. O juiz analisa a luta de fora do cage, avaliando e pontuando cada round com base nos critérios oficiais. Já o árbitro atua dentro da área de combate, conduzindo a luta e garantindo
a segurança e a integridade dos atletas.”, explica Catarino.

O árbitro é o profissional que atua dentro do ringue ou do octógono, sendo responsável por acompanhar de perto cada movimento dos lutadores. Seu principal objetivo
é proteger a integridade física dos atletas e garantir que as regras sejam respeitadas.

No MMA, essa função exige conhecimento técnico amplo, já que o esporte reúne diferentes modalidades, como Muay Thai, kick Boxing, Boxe, Jiu Jitsu e wrestling. O árbitro precisa decidir quando separar um clinch, levantar lutadores do chão ou interromper
o combate em caso de risco excessivo.

“No MMA o árbitro precisa entender todas as fases da luta. É preciso saber quando a luta no chão está ativa e quando ela se torna perigosa ou improdutiva”,
afirma Catarino.

Já no boxe, o foco do árbitro é mais específico. Como o esporte é baseado apenas em golpes de soco, o trabalho envolve separar clinches rapidamente e realizar
a contagem de nocaute quando um lutador cai.

Enquanto isso, os juízes atuam fora da área de combate, analisando cada round para determinar quem venceu a disputa. A pontuação geralmente segue o sistema de dez
pontos.

No MMA, os critérios incluem grappling efetivo, golpes efetivos, controle da área de luta e agressividade. No boxe, os juízes observam principalmente a eficácia
dos golpes, o domínio do ringue e a consistência dos ataques.

“Ser juiz exige uma visão analítica do combate. Cada detalhe da luta precisa ser observado para que a pontuação seja justa”, destaca Catarino.

Outro ponto importante está na segurança. Como o MMA envolve finalizações, estrangulamentos e chaves articulares, o árbitro precisa agir rapidamente para
evitar danos graves aos atletas.

“Dentro do octógono, o árbitro funciona como um escudo humano. Ele precisa intervir no momento exato para proteger o lutador”, explica.

Faixa marrom de kickboxing pela Confederação Brasileira de Kickboxing, Catarino também se dedica à formação de novos profissionais da arbitragem. Ele
ministra cursos e workshops sobre regras e conduta em competições de artes marciais.

Para o árbitro brasileiro, a evolução do MMA no país depende diretamente da qualificação desses profissionais.

“Quanto mais preparados forem árbitros e juízes, mais seguro e profissional se torna o esporte”, conclui.

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