A artista plástica Marcela Schmidt amplia sua trajetória ao unir arte visual, literatura e espiritualidade em um projeto autoral de forte carga simbólica. A artista escreveu o livro e também assina a criação da capa, enquanto a obra foi psicografada por Mari Santos, consolidando um encontro sensível entre palavra, imagem e espiritualidade.
Reconhecida nacional e internacionalmente pela coleção “A Dança das Garças”, Marcela traduz agora essa simbologia para o universo literário, conectando sua pesquisa estética à narrativa espiritual do livro. As garças, elemento recorrente em sua produção artística, surgem como fio condutor visual da obra, representando elevação da consciência, travessia espiritual e transformação interior.
O livro apresenta reflexões profundas sobre emoções reprimidas, julgamentos humanos e processos de aprendizado espiritual. Um dos trechos revela o tom íntimo e confessional da narrativa:
“Hoje percebo o quanto me fez mal esconder os meus próprios sentimentos… aos poucos foram adoecendo e me transformando em uma mulher rancorosa.”
Inspirada por esse conteúdo, Marcela desenvolveu uma capa que dialoga diretamente com sua trajetória nas artes plásticas. A imagem não apenas ilustra o livro, mas amplia sua mensagem, funcionando como uma extensão visual da experiência espiritual proposta ao leitor.
Segundo a artista, o processo criativo foi guiado pela intuição e pela conexão espiritual. “As garças representam estados de consciência. Elas falam sobre silêncio, amadurecimento e libertação”, afirma Marcela.
O projeto marca um novo momento em sua carreira, reafirmando sua capacidade de transformar sentimentos, espiritualidade e narrativas humanas em arte. Mais do que um livro ilustrado, a obra constrói uma ponte entre arte, emoção e transcendência, convidando o público a uma experiência sensível e reflexiva.