Em resumo

Com 12 anos de experiência, Bárbara Freitas cria roteiros para mulheres que valorizam segurança, pertencimento, autonomia e experiências além do destino.

Bárbara Freitas transforma viagens em experiências de conexão e autonomia para mulheres
Bárbara Freitas

À frente de roteiros voltados ao turismo feminino, profissional aposta em segurança, pertencimento e vivências que vão muito além do destino.

O trabalho de Bárbara Freitas com turismo começou há 12 anos, movido por uma paixão antiga por Minas Gerais e por tudo aquilo que existe por trás de uma viagem: histórias, cultura, gastronomia, encontros e experiências capazes de permanecer na memória muito depois do retorno para casa.

Mineira, Bárbara iniciou sua trajetória trabalhando com turismo regional e excursões pela Estrada Real. O foco, desde o início, nunca foi simplesmente levar pessoas de um ponto a outro, mas criar experiências mais completas, com momentos de contemplação, bem-estar, contato com a cultura local e uma relação mais afetiva com cada destino.

Ao longo do tempo, os roteiros foram se ampliando até completar a Estrada Real, de Diamantina a Paraty, com algumas cidades visitadas diversas vezes em busca de novas possibilidades e novos olhares.

Foi também nesse caminho que Bárbara percebeu algo importante: entre 80% e 90% do público das viagens era formado por mulheres.
A partir daí, os roteiros começaram a ser pensados cada vez mais a partir das necessidades desse público, valorizando acolhimento, segurança, troca, cuidado e experiências com significado.
“Foi uma construção muito orgânica. Eu percebi que não estava apenas organizando viagens para mulheres. Estava criando espaços para que elas pudessem viver, experimentar, descobrir e, muitas vezes, se redescobrir através da viagem”, conta.

Viajar sozinha não precisa significar estar sozinha

Entre as inseguranças mais frequentes de quem deseja viajar sem companhia estão questões relacionadas à língua, à cultura, ao dinheiro, à rotina fora de casa e à própria sensação de vulnerabilidade.
Mas, para Bárbara, existe um obstáculo que aparece ainda mais: a falta de companhia.
Muitas mulheres têm família, amigos e uma vida social ativa, mas nem sempre encontram pessoas próximas que compartilhem o mesmo desejo de viajar.
O resultado é que acabam adiando experiências que gostariam muito de viver.
É nesse ponto que as viagens em grupo ganham outra dimensão.
Bárbara acredita que os grupos femininos acabam formando verdadeiras comunidades, reunindo mulheres que muitas vezes não se conheciam antes da viagem, mas que passam a compartilhar histórias, risadas, medos, conquistas e novas experiências.
“Viajar sozinha não significa estar sozinha”, resume.

Existe, segundo ela, uma segurança operacional, que envolve organização, deslocamentos, passeios e assistência da agência, mas existe também uma segurança emocional que nasce da conexão entre as próprias viajantes.

Ao final, muitas deixam de ser apenas participantes de um mesmo roteiro e se tornam companheiras de novas viagens.
A transformação começa quando a mulher percebe que pode
Para Bárbara, uma das mudanças mais marcantes acontece quando a mulher descobre que é capaz de realizar aquilo que antes parecia distante.

Viajar envolve planejamento financeiro, organização da rotina, tomada de decisões e, muitas vezes, enfrentamento de medos.
Quando esse primeiro passo acontece, outras possibilidades também começam a surgir.
“Ela percebe que pode realizar, pode planejar, pode se organizar e encontrar um caminho para tornar aquele desejo possível”, explica.
Segundo Bárbara, muitas mulheres chegam às viagens carregando limitações construídas ao longo da vida por opiniões familiares, expectativas culturais ou pela repetição de frases como “isso não é para você”, “não é a hora” ou “você não vai conseguir”.

Quando conseguem atravessar essa primeira barreira, passam a enxergar novas possibilidades também fora do turismo.
A mudança pode aparecer na vida profissional, nos relacionamentos, na autonomia financeira ou na forma como se posicionam.

Para Bárbara, a maior transformação nem sempre está no destino conhecido.
“Ela está na mulher que elas descobrem que são capazes de ser quando se permitem ir.”

Planejar uma viagem exige mais do que encontrar o menor preço
Com a facilidade das compras online, organizar uma viagem parece cada vez mais simples. Mas, segundo Bárbara, essa praticidade também pode esconder riscos.

Ela observa que muitas pessoas fecham hospedagens, passeios ou serviços sem conhecer completamente regras, condições, limitações ou particularidades do destino.
Em alguns casos, a diferença de preço parece vantajosa no início, mas pode resultar em reservas inadequadas, serviços que não correspondem às expectativas ou gastos extras durante a viagem.
Para Bárbara, a principal questão não é rejeitar a tecnologia ou a compra online, mas entender o nível de risco envolvido.

Há viajantes que conhecem esses riscos e sabem como lidar com eventuais problemas. Outras preferem ter acompanhamento e assistência para evitar surpresas.

Por isso, o trabalho da agência parte de uma pergunta diferente: “O que você deseja viver nessa viagem?”
A partir dessa resposta, o roteiro é construído buscando equilibrar experiência, segurança e investimento.

“A economia real acontece ao final da viagem, quando existe planejamento, acompanhamento e consciência sobre aquilo que foi contratado”, afirma.

Turismo feminino como pertencimento e possibilidade

Apesar de o turismo feminino estar cada vez mais em evidência, Bárbara destaca que esse público faz parte de seu trabalho desde o início.
Ao longo dos anos, ela passou a perceber que as viagens podiam provocar mudanças relacionadas a pertencimento, confiança, autonomia e realização.
Mas considera essa transformação uma via de mão dupla.

Ao mesmo tempo em que cria experiências para outras mulheres, Bárbara reconhece que também foi transformada pelas viagens, pelos encontros e pelas histórias que passou a acompanhar.

“Existe algo muito pessoal nesse processo. Eu ofereço aquilo que também transborda do meu coração: meus desejos, minha criatividade e a vontade de criar experiências que façam sentido para cada grupo.”

Novos destinos, mas também um retorno às origens

Os próximos passos do trabalho incluem fortalecer o senso de comunidade do “Viagem”, grupo voltado às viagens femininas, ampliar o número de roteiros ao longo do ano e criar experiências cada vez mais personalizadas.
Hoje, o trabalho já contempla destinos pelo Brasil e pela América Latina, enquanto novos horizontes começam a entrar no planejamento.

Mas existe também um desejo especial de retornar ao ponto de partida.
Bárbara quer ampliar as experiências em Minas Gerais, criando roteiros premium para mulheres que valorizem a riqueza histórica, cultural, gastronômica e afetiva do estado.

Mais do que aumentar o número de destinos, o objetivo é ampliar possibilidades.
“Quero que cada mulher encontre, através de uma viagem, novas formas de se enxergar, de se conectar com outras pessoas e, principalmente, de viver.”

Para Bárbara, uma viagem realmente marcante não termina no desembarque.
Ela continua na memória, nos vínculos criados e, muitas vezes, na forma como a mulher passa a enxergar a própria vida.

 

Siga Barbara Freitas no Instagram  @barbarafreitasviagens

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