Big River lança clipe de “A Presa” e reforça identidade entre o rústico, o folclórico e o independente

Big River lança clipe de “A Presa” e reforça identidade entre o rústico, o folclórico e o independente

Redação ImprensaBR
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Tommy Bellone

O duo Big River, formado por Julio Camelo e Alex Nunes, lançou o clipe da faixa “A Presa” nesta semana, marcando uma nova fase na trajetória da banda e antecipando o disco de estreia, previsto ainda para este ano. O trabalho já está disponível no YouTube e nas plataformas de streaming, e carrega a assinatura de uma proposta autoral que une rock, folk, blues e referências do imaginário nordestino.

“A Presa” é um mergulho em uma narrativa crua e instintiva. A composição, segundo Julio, começou como uma canção romântica, mas logo tomou outros rumos, assumindo tons mais sombrios e selvagens. “Contamos a história de um ser-lobisomem, que objetiva devorar o outro, não reconhecendo como pessoas”, explica o músico, que também dirige conceitualmente o clipe. A inspiração vem de mitologias populares, como as histórias urbanas do “Recife Assombrado”, e do gosto do grupo por narrativas que misturam o fantástico com o cotidiano.

A Big River é fruto do encontro entre dois universos: a musicalidade capixaba de Alex Nunes, com sua percussão construída em latas e timbres não convencionais, e a formação pernambucana de Julio Camelo, que traz à tona guitarras distorcidas e letras que flertam com o folclore. Com influências que vão de Johnny Cash a Alceu Valença, o duo constrói uma linguagem própria, fortemente enraizada no popular, mas aberta ao experimental.

O clipe, dirigido por Tommy Bellone, mantém a estética de faroeste psicodélico que o grupo vem desenvolvendo e valoriza a narrativa visual com cenas que evocam o confronto entre instinto e humanidade. É mais uma peça que compõe o quebra-cabeça artístico da banda, que já passou por festivais como Mangue Negro, Orla Festival, Prainha Vive e Blues de Inverno, sempre reafirmando seu lugar na cena alternativa nacional.

Para quem acompanha a produção musical independente no Brasil, especialmente aquela que pulsa fora dos grandes centros, a Big River representa um movimento importante: o de artistas que criam com os pés no território e os olhos no simbólico, rompendo padrões sem perder as raízes.

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