Blindagem de veículos: quais são os níveis e o que muda na proteção

Blindagem de veículos: quais são os níveis e o que muda na proteção

Thais Hott
3 min de leitura 60
Crédito:Kukurund/iStock

Classificação por níveis, tipos de materiais e critérios técnicos mostra como a blindagem automotiva é estruturada para aumentar a segurança no uso urbano

 

A blindagem de veículos reúne técnicas e materiais desenvolvidos para aumentar a resistência do automóvel contra disparos de armas de fogo. Trata-se de uma solução de segurança que ganhou espaço em grandes centros urbanos, nos quais a preocupação com violência e exposição a riscos faz parte da rotina de muitas pessoas.

 

Em vez de transformar o automóvel em algo “à prova de tudo”, a blindagem automotiva trabalha com níveis de resistência balística testados em laboratório. Cada nível indica quais calibres e tipos de munição o conjunto é capaz de suportar.

 

O processo envolve mudanças estruturais importantes. Vidros originais são substituídos por versões multilaminadas e mais espessas. Partes da carroceria recebem mantas de fibras sintéticas ou chapas de aço balístico. O resultado é um carro blindado mais pesado, porém projetado para manter dirigibilidade e conforto dentro de padrões seguros.

 

A padronização por níveis surgiu justamente para organizar o mercado e dar referência técnica sobre o grau de proteção do carro. Assim, a escolha não depende apenas de percepção de segurança, mas de critérios objetivos.

 

Níveis de blindagem de veículos: o que cada categoria suporta

 

Os níveis de blindagem mais conhecidos no mercado civil seguem parâmetros internacionais de balística. Eles variam conforme o tipo de arma e a energia do projétil.

 

  • Nível II

Hoje menos utilizado, oferece proteção mais limitada.

 

  • Resistência a calibres de menor potência.
  • Estrutura mais leve.
  • Menor impacto no peso total do veículo.
  • Indicado para cenários de risco reduzido.

 

  • Nível III-A (3A)

Considerado referência no segmento civil.

 

  • Proteção contra armas curtas de alta energia.
  • Capacidade de suportar disparos de pistolas 9 mm e calibre .44 Magnum.
  • Uso de vidros espessos e mantas balísticas em áreas críticas.
  • Aumento de peso relevante, mas compatível com uso cotidiano.

 

No contexto urbano brasileiro, a blindagem nível 3A é vista como um padrão eficiente, pois responde às ameaças mais recorrentes sem tornar o veículo inviável para o dia a dia.

 

Quais materiais compõem a blindagem automotiva?

 

A qualidade da blindagem de veículos está diretamente ligada aos materiais empregados e ao cuidado na instalação. Não basta apenas ter bons insumos, pois a aplicação correta é determinante. Os principais componentes incluem:

 

  • Vidros blindados: formados por camadas de vidro e polímeros, projetados para segurar projéteis e conter estilhaços.
  • Mantas de aramida: fibras sintéticas de alta resistência, aplicadas em portas, laterais e teto.
  • Aço balístico: utilizado em pontos estratégicos, como colunas e sobreposições de portas.
  • Fechamentos e sobreposições: evitam frestas que poderiam se tornar áreas vulneráveis.

 

Também são comuns ajustes em suspensão e freios, já que o peso adicional altera a dinâmica do veículo.

 

Optar por um carro blindado é uma decisão que envolve análise de contexto, rotina de deslocamento e custos de manutenção. A blindagem não elimina totalmente os riscos, mas eleva o nível de proteção. Compreender os níveis existentes, os materiais utilizados e os limites reais da tecnologia permite tomar decisões mais conscientes.

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