BNCC da Computação: três desafios das escolas públicas para colocar as diretrizes em prática em 2027
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Com a aproximação do ano letivo de 2027, as redes públicas de ensino enfrentam o desafio de transformar as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Computação em práticas efetivas nas escolas. Levantamento divulgado pela Fundação Telefônica Vivo, em setembro de 2026, aponta que 82% das 73 maiores redes de ensino analisadas já haviam adequado seus referenciais curriculares às novas orientações. O avanço abre uma nova etapa para estados e municípios: garantir que as competências previstas nos documentos cheguem às salas de aula.

Aprovada em 2022 pelo Conselho Nacional de Educação, a BNCC da Computação estabelece competências e habilidades organizadas em três eixos: pensamento computacional, mundo digital e cultura digital. Sua implementação exige planejamento pedagógico e estratégias que considerem as diferentes realidades escolares.

“Para 2027, é importante que os municípios façam um diagnóstico do que já conseguiram implementar e identifiquem as lacunas que ainda precisam ser enfrentadas. Cada rede tem uma realidade diferente, e esse planejamento deve considerar tanto as condições das escolas quanto às necessidades dos professores. A partir desse levantamento, é possível definir prioridades e transformar as diretrizes em experiências concretas de aprendizagem”, explica João Moacir, diretor da Fazer Educação, empresa especializada em soluções educacionais.

Um dos principais desafios é a formação dos professores, já que as competências previstas na BNCC da Computação envolvem conhecimentos que nem sempre integram a formação inicial dos educadores. As redes precisam investir em formação continuada e acompanhamento pedagógico para preparar os profissionais a trabalhar essas habilidades em diferentes etapas de ensino.

A disponibilidade de recursos pedagógicos também merece atenção. Segundo a pesquisa TIC Educação 2025, realizada pelo Cetic.br, 77% das escolas que ainda não desenvolvem iniciativas de educação digital, midiática e para a cidadania digital apontam a falta de materiais pedagógicos como obstáculo. Nesse contexto, jogos, materiais manipuláveis e atividades desplugadas podem contribuir para o desenvolvimento do pensamento computacional, inclusive em escolas com infraestrutura tecnológica limitada.

Outro desafio está na adaptação das metodologias de ensino. Na educação infantil, atividades lúdicas podem explorar sequências e padrões, enquanto, no ensino fundamental, projetos interdisciplinares podem estimular a resolução de problemas e a compreensão das tecnologias presentes no cotidiano. Para isso, as redes precisam integrar essas competências ao planejamento curricular e estabelecer formas de acompanhar a aprendizagem dos estudantes.

Como os municípios podem se preparar para 2027?

Para avançar na implementação da BNCC da Computação, uma das decisões das redes municipais é definir como as competências serão incorporadas à organização curricular. As diretrizes permitem diferentes formas de integração, o que exige estabelecer responsabilidades, distribuir as habilidades entre os anos escolares e garantir que os conteúdos sejam desenvolvidos de maneira progressiva.

Outro ponto é definir como avaliar essas aprendizagens. Diferentemente de atividades centradas no uso de ferramentas digitais, o pensamento computacional envolve habilidades como decompor problemas, reconhecer padrões e construir soluções. Por isso, o acompanhamento dos estudantes deve considerar experiências práticas e critérios de avaliação relacionados a essas competências.

As secretarias também precisam estabelecer orientações comuns para as escolas, evitando que a implementação dependa exclusivamente da iniciativa individual dos professores. A definição de sequências pedagógicas, objetivos por etapa de ensino e espaços de troca entre educadores pode contribuir para dar continuidade ao trabalho ao longo do ano letivo.

Sobre a Fazer Educação

A Fazer Educação é uma empresa especializada na distribuição e na implementação de inovações pedagógicas e tecnologias educacionais para o setor público. A marca atua em parceria com empresas nacionais e internacionais, focadas em soluções personalizadas, que ajudam as instituições educacionais públicas a melhorar seu processo de ensino. Ao longo dos anos, mais de 4 milhões de estudantes foram beneficiados pelos recursos pedagógicos completos, cerca de 500 municípios atendidos pelos materiais educativos e mais de 160 mil docentes formados com as novas tecnologias.

https://fazereducacao.com.br/.

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