Com apoio da ABVO, equipes brasileiras marcam a disputa da Buenos Aires-Rio, que largou no dia 14/02, e da Rio de La Plata-Rio Grande, em 11/03
A vela oceânica sul-americana inicia a temporada em alto nível, com duas das mais emblemáticas travessias do continente. E o Brasil conta com representantes de peso, tanto na tradicional Regata Buenos Aires-Rio, que largou no último dia 14, como na Rio de La Plata-Rio Grande, que retorna ao calendário após cinco décadas, com largada prevista para 11 de março. A Associação Brasileira de Veleiros de Oceano está no apoio aos velejadores e aos clubes organizadores.
Uma das regatas mais emblemáticas da América Latina, a Regata Buenos Aires-Rio é realizada a cada três anos desde 1947, em uma conexão entre o Yacht Club Argentino e o Iate Clube do Rio de Janeiro. A edição deste ano tem 13 equipes, apenas uma brasileira: o clássico Áries III de Marcos Soares Pereira. O comandante fará sua terceira tentativa de concluir o percurso de 1.200 milhas náuticas, que exige estratégia, resistência e leitura apurada das condições meteorológicas do Atlântico Sul.
Já no dia 11 de março será a vez da Rio de la Plata–Rio Grande, regata que retorna ao cenário competitivo após 50 anos. A prova liga as águas do estuário do Rio da Prata ao litoral do Rio Grande do Sul, passando por Buenos Aires, e carrega um forte simbolismo histórico para a vela oceânica regional. Seu retorno marca não apenas a retomada de uma tradição, mas também o fortalecimento da integração entre os países do Cone Sul por meio do esporte.
Nesta edição, um expressivo grupo de brasileiros estará na flotilha, reforçando o protagonismo nacional nas competições offshore da região. O destaque é a presença do veleiro Esperança de Márcio Lima, medalha de bronze na edição deste ano da Cape2Rio. Além dele, estão confirmados o Guga Buy, o Huka Huka, o João das Botas e o Sterna.
A Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano) tem desempenhado papel fundamental nesse cenário, oferecendo apoio técnico aos clubes organizadores e aos velejadores brasileiros nas competições. A entidade atua na orientação sobre regras internacionais, medição e rating das embarcações, além de promover o alinhamento técnico necessário para garantir competitividade e segurança nas provas.
Para o comodoro da ABVO, Bayard Neto, o momento é emblemático para o esporte. “Estamos vivendo um período muito especial para a vela oceânica na América do Sul. Ver o retorno de uma regata histórica como a Rio de la Plata–Rio Grande e, ao mesmo tempo, ter o Brasil representado em provas tão exigentes como a Buenos Aires–Rio mostra a força do nosso esporte. A presença de tantos brasileiros nessas competições é resultado de um trabalho técnico consistente e da paixão dos nossos velejadores pelas grandes travessias”, afirma.
Com brasileiros nas duas travessias e o apoio institucional da ABVO, a vela oceânica nacional reafirma sua relevância no cenário sul-americano, iniciando o ano com protagonismo, tradição e novos capítulos na história das grandes regatas do continente.
Sobre a ABVO
Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO é responsável pela organização, regulamentação e desenvolvimento da vela de oceano no Brasil. Reconhecida por sua atuação na organização e promoção de campeonatos, rankings e eventos nacionais, a ABVO tem como missão fortalecer a modalidade e contribuir para o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.
A ABVO tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro, e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º vice-Comodoro.
Dentre os objetivos da atual gestão, estão promover a otimização e a racionalização do calendário nacional, estreitar o relacionamento com os clubes para viabilizar eventos e agregar um maior número de barcos participantes das diversas flotilhas regionais, oferecer suporte técnico em todos os níveis para as competições, otimizar a apuração instantânea dos resultados e articular com o Governo Federal incentivos tributários e melhores condições para a importação de embarcações, entre outros.