Brinde que não vai para a gaveta: itens úteis ganham espaço no marketing corporativo
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Todo mundo já recebeu um: o brinde que ganha um sorriso educado, uma volta pela mesa e um destino certo, o fundo da gaveta. E toda empresa, em algum momento, já pagou por ele. A boa notícia é que o mercado aprendeu. A compra de brindes corporativos passa por uma virada silenciosa, em que a pergunta central deixou de ser “o que dar” e virou “o que o cliente vai usar de verdade”. Itens de utilidade real, como guarda-chuvas, garrafas térmicas e mochilas, vêm tomando o espaço das quinquilharias com logotipo, e os motivos vão de retorno financeiro a reputação ambiental.

Para explicar a tendência, este artigo responde às perguntas que gestores de marketing, compradores e donos de negócio mais fazem sobre o assunto.

O que caracteriza, afinal, um “brinde de gaveta”?

É o objeto que não resolve nada na vida de quem recebe. Ele pode até ser simpático no momento da entrega, mas não tem função na rotina, então some: vai para a gaveta, para o armário ou para o lixo na primeira arrumação. Os sinais clássicos são utilidade duvidosa, qualidade frágil, tema datado (o enfeite natalino que só faria sentido em dezembro) e aquela sensação de que o item foi escolhido pelo preço unitário, não pelo destinatário.

O problema do brinde de gaveta não é só o desperdício do valor pago. É que ele comunica. O objeto entregue é uma amostra física da marca, e a mensagem da quinquilharia é “você vale pouco para nós”. Nenhuma empresa assinaria essa frase num e-mail, mas muitas ainda a despacham em caixas, todo fim de ano.

Por que os itens úteis ganharam tanto espaço agora?

Por uma soma de três pressões que amadureceram ao mesmo tempo.

A primeira é financeira. O marketing aprendeu a calcular o custo por exposição do brinde: o valor pago pelo item dividido pela quantidade de vezes que a marca estampada nele será vista. Sob essa régua, o objeto de uso diário esmaga o decorativo. Um item que sai de casa com o cliente trabalha pela marca centenas de vezes por ano, durante anos, sem custo adicional. O enfeite trabalha uma semana.

A segunda é a reputação ambiental. Sustentabilidade virou critério formal de compras em boa parte das empresas, e o brinde que vira lixo em janeiro passou a ser um constrangimento duplo: desperdiça orçamento e desmente o discurso ESG do relatório anual. O item durável resolve as duas pontas.

A terceira é a saturação digital. Com a atenção online cada vez mais cara e disputada, o objeto físico bem escolhido virou um dos poucos canais em que a marca ocupa espaço na vida do cliente sem pagar de novo a cada exibição. O brinde útil é, na prática, mídia própria de longa duração.

Quais itens lideram essa tendência?

Os que combinam três atributos: uso frequente, vida útil longa e adequação a qualquer perfil de destinatário. Garrafas térmicas e copos reutilizáveis surfam o hábito da hidratação e do café. Mochilas e necessaires acompanham a rotina de trabalho e viagem. Canecas de boa qualidade dominam o home office.

E há um item que reúne os três atributos e ainda soma um quarto, exclusivo dele: o guarda-chuva personalizado. Além de útil, durável e universal (serve do estagiário ao diretor, em qualquer região do país), ele é o único brinde de uso pessoal com exposição pública. Aberto, exibe a marca na rua, acima da linha dos olhos, nos dias em que todos estão olhando para o tempo. A garrafa térmica fica na mesa do dono; o guarda-chuva faz a marca circular pela cidade. É essa característica de “outdoor ambulante” que o colocou no topo das listas de compras recentes.

Brinde útil não sai muito mais caro?

O custo unitário costuma ser maior que o da quinquilharia, sim. Mas a comparação certa não é entre preços de unidade, e sim entre custos por exposição, e nessa conta o item útil quase sempre vence com folga. Um brinde barato que vai para o lixo entrega a marca zero vezes depois da primeira semana; o custo por exposição dele tende ao infinito. Um item de qualidade usado por três anos dilui seu preço em milhares de visualizações.

Há ainda o custo oculto do brinde ruim: o dano de imagem. O guarda-chuva que vira do avesso na primeira ventania, com o logotipo da empresa bem visível, cobra um preço que não aparece na planilha. Na categoria de brindes, o barato que quebra é o item mais caro do catálogo.

Como saber se o fornecedor entrega a qualidade prometida?

Com verificações objetivas, antes de fechar o lote. Peça amostra física e teste o produto de verdade. Pergunte pelo processo de personalização: fornecedores com equipamento industrial próprio garantem uniformidade entre a primeira e a milésima peça, o ponto em que a personalização terceirizada costuma falhar. Verifique se há inspeção de qualidade declarada, idealmente peça a peça. E olhe a carteira de clientes: marcas grandes e exigentes no portfólio indicam que o fornecedor já sobreviveu a processos de compra rigorosos.

No segmento de guarda-chuvas, um exemplo do padrão a procurar é o da Florença, fabricante especializada em guarda-chuvas personalizados para empresas, com mais de um milhão de unidades entregues, mais de cinco mil clientes em todo o Brasil, inspeção individual de cada peça e uma carteira que inclui companhias aéreas, redes de hotéis e cooperativas financeiras. É esse tipo de lastro verificável que separa a fábrica consolidada do intermediário improvisado.

Pequenas empresas conseguem entrar nessa tendência?

Conseguem, e essa é uma das novidades mais importantes do mercado. Durante muito tempo, o brinde de qualidade parecia coisa de grande anunciante, porque os pedidos mínimos eram de milhares de unidades. Isso mudou: há fabricantes trabalhando com lotes a partir de trinta unidades, o que coloca escritórios, clínicas, contabilidades e pequenos varejos no jogo, com o mesmo padrão de produto das grandes marcas. Para o pequeno negócio, cujo relacionamento com o cliente é mais próximo e pessoal, o brinde bem escolhido rende proporcionalmente até mais: trinta clientes bem presenteados podem significar a carteira inteira encantada.

Quais erros ainda são comuns na hora de comprar?

Quatro aparecem com frequência. Escolher o item pelo gosto de quem compra, e não pela rotina de quem recebe. Decidir em cima da hora, abrindo mão da amostra, da negociação e do lugar na fila de produção, um erro clássico das compras de fim de ano. Economizar na personalização, com arte pequena demais para a distância de visualização do produto, cores fora do manual da marca ou técnica inadequada ao material. E ignorar a logística, esquecendo de confirmar por escrito prazo, embalagem e responsabilidade por avarias.

Por onde começar?

Pelo destinatário, sempre: liste o que a rotina do seu cliente realmente pede. Depois, defina o orçamento pela lógica do custo por exposição, não do preço unitário. Escolha dois ou três itens candidatos, peça amostras físicas e teste. Selecione o fornecedor pelos critérios de qualidade e histórico, não pela menor planilha. E planeje o calendário de trás para frente a partir da data de entrega, com folga para aprovação de arte e produção.

Para quem quer visualizar na prática o que a tendência significa, o catálogo de modelos, cores e opções de personalização está disponível no site da Florença Guarda-Chuvas, com orçamento direto da fábrica.

No fim das contas, a régua que o mercado adotou cabe numa pergunta única, que vale a pena fazer diante de qualquer catálogo de brindes: daqui a um ano, este objeto ainda estará na vida do meu cliente, ou na gaveta dele? Se a resposta for a gaveta, o dinheiro tem destino melhor. Se for a vida, a marca acabou de comprar o espaço de mídia mais barato e mais duradouro que existe.

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