Material de campanha chamou atenção durante ato do presidente e repercutiu nas redes na reta final da eleição
Uma situação inusitada chamou atenção durante o ato de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva na Avenida Paulista, em São Paulo, neste sábado, 3 de outubro. Uma “colinha” eleitoral ligada à campanha do presidente apareceu no meio da movimentação e acabou viralizando nas redes sociais, provocando comentários em meio à reta final das Eleições 2026.
A cena ganhou destaque justamente no momento em que a campanha de Lula concentra esforços para o primeiro turno, marcado para este domingo, 4 de outubro. A chamada “colinha” é utilizada pelos eleitores para registrar previamente os números das candidaturas que pretendem votar, facilitando a consulta antes de entrar na cabine de votação.
A distribuição de materiais desse tipo ganhou importância durante a campanha deste ano. No primeiro turno, o eleitor precisará votar para deputado federal, deputado estadual, duas vagas para o Senado, governador e presidente da República. Por isso, a Justiça Eleitoral orienta que os números sejam anotados em papel para consulta durante a votação.
O episódio ocorrido na Paulista repercutiu em um contexto de forte movimentação política. O ato de Lula foi o último grande evento de rua do presidente antes da votação e reuniu apoiadores, integrantes da campanha e aliados políticos.

Segundo informações divulgadas sobre a campanha petista, a presença do nome de Lula nos materiais eleitorais passou a ser tratada como uma questão estratégica pelo partido. Em setembro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, orientou que candidaturas proporcionais incluíssem o nome de Lula e dos demais candidatos majoritários apoiados pela legenda em seus materiais de campanha.
A orientação ocorreu após integrantes do partido compartilharem modelos de “colinhas” que não apresentavam o nome do presidente. O episódio provocou discussões internas sobre a organização dos materiais de campanha e sobre a necessidade de reforçar a presença dos candidatos majoritários nas peças distribuídas aos eleitores.
Em São Paulo, uma das versões divulgadas pela campanha de Edinho Silva apresenta uma sequência com os números de candidatos apoiados pela composição. O modelo indica Edinho Silva para deputado federal, além de candidatos ao governo, Senado e Presidência. Lula aparece com o número 13.
A repercussão da “colinha” ocorre também em um momento de aumento do interesse dos eleitores por informações sobre como votar. Dados divulgados recentemente apontaram crescimento nas buscas relacionadas às eleições e às chamadas colinhas eleitorais, indicando maior procura por informações práticas para o dia da votação.

O material também ganhou espaço nas redes sociais por causa da forma como apareceu durante a movimentação na Paulista. O episódio foi associado à intensa circulação de materiais de campanha no local e acabou se transformando em um dos assuntos comentados durante o ato.
Além da repercussão envolvendo a colinha, o evento deste sábado foi marcado por uma discussão sobre o trajeto da caminhada de Lula na Avenida Paulista. A realização do ato foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, após uma disputa envolvendo a utilização da avenida.
Durante o discurso, Lula falou sobre temas da campanha, incluindo o fim da escala 6×1, as apostas esportivas e a defesa da democracia. O presidente também pediu a participação dos eleitores com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo.
Com a eleição marcada para este domingo, materiais como a “colinha” passaram a ocupar espaço relevante na comunicação das campanhas e na rotina dos eleitores. O episódio na Paulista mostra como até mesmo uma situação aparentemente simples pode ganhar grande repercussão nas redes sociais durante a reta final de uma disputa eleitoral.