Com cerca de 45 mil novos casos anuais no país, Março Azul-Marinho reforça a prevenção do câncer colorretal

Com cerca de 45 mil novos casos anuais no país, Março Azul-Marinho reforça a prevenção do câncer colorretal

Beatriz Felicio
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Divulgação

Especialistas alertam para fatores de risco da doença e listam 7 sinais que muita pessoas ignoram

O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado no mundo e a segunda principal causa de morte por câncer, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, também representa um importante problema de saúde pública, com cerca de 45 mil novos casos registrados por ano, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença geralmente se desenvolve de forma lenta e, nas fases iniciais, pode não apresentar sintomas. Quando surgem, os sinais mais comuns incluem presença de sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, como diarreia ou constipação, dor abdominal, anemia e perda de peso inexplicada.

A tendência de aumento está relacionada, entre outros fatores, ao envelhecimento da população e a mudanças no estilo de vida. Dietas pobres em fibras, consumo frequente de carnes processadas, sedentarismo, obesidade, tabagismo e ingestão excessiva de álcool aumentam o risco de desenvolvimento do tumor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica alimentos como salsicha, bacon, presunto e linguiça como carcinogênicos, enquanto o consumo elevado de carnes vermelhas é considerado provavelmente carcinogênico.

Em contrapartida, hábitos saudáveis ajudam a reduzir esse risco. Segundo o Dr. Enilton Monteiro Machado, médico e professor de coloproctologia no curso de Medicina da Afya Centro Universitário Itaperuna, o câncer colorretal está significativamente associado ao ambiente e ao estilo de vida “Uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais, aliada à prática regular de atividade física, por exemplo, pode diminuir de forma importante a probabilidade de desenvolver o câncer colorretal”, afirma o especialista.

De acordo com o Dr. Luciano Souza, médico e professor de oncologia da Afya Ipatinga, esse cenário reforça a importância do rastreamento mesmo em pessoas aparentemente saudáveis. “Os tumores iniciais geralmente não causam sintomas. Por isso, recomenda-se iniciar os exames de rastreamento a partir dos 45 anos para indivíduos sem fatores de risco adicionais”, destaca. O médico também destaca que a maioria dos tumores colorretais se desenvolve a partir de pólipos adenomatosos, pequenas lesões benignas que surgem na parede do intestino.

“Esse processo de transformação para o câncer costuma ser lento e pode levar cerca de cinco anos. Por isso, quando identificamos e retiramos esses pólipos durante exames como a colonoscopia, conseguimos interromper essa no”, explica.


Existem também síndromes hereditárias raras, como a Síndrome de Lynch e a Polipose Adenomatosa Familiar, que aumentam significativamente o risco de desenvolvimento da doença e exigem monitoramento específico. Nesses casos, o acompanhamento médico costuma começar mais cedo e pode incluir exames periódicos e avaliação genética, permitindo identificar alterações precocemente e reduzir o risco de evolução para estágios mais avançados do câncer.

Embora a maioria dos casos seja considerada esporádica, cerca de 25% têm relação com histórico familiar ou predisposição genética. Pessoas que têm parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer colorretal, especialmente antes dos 60 anos, devem iniciar o rastreamento mais cedo e com acompanhamento médico.

7 sinais precoces de câncer colorretal que muitas pessoas ignoram

1. Mudança persistente no hábito intestinal
Alterações como diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois, especialmente quando duram várias semanas sem motivo aparente.

2. Presença de sangue nas fezes
Pode aparecer como sangue vermelho vivo ou fezes mais escuras. Muitas pessoas associam apenas a hemorroidas e acabam não investigando.

3. Fezes mais finas que o habitual
Quando o calibre das fezes fica mais estreito por um período prolongado, pode indicar que algo está interferindo na passagem das fezes pelo intestino.

4. Sensação de evacuação incompleta
Mesmo após ir ao banheiro, a pessoa continua com a sensação de que o intestino não foi totalmente esvaziado.

5. Desconforto abdominal frequente
Cólica, inchaço, gases ou dor abdominal que se repetem com frequência e não melhoram com mudanças simples na alimentação.

6. Cansaço constante ou fraqueza
Pode ocorrer devido à anemia causada por pequenos sangramentos intestinais, muitas vezes imperceptíveis.

7. Perda de peso sem causa aparente
Emagrecimento involuntário, sem mudança na dieta ou aumento da atividade física.

A presença desses sintomas não significa necessariamente câncer, mas, quando persistem por mais de duas ou três semanas, devem ser avaliados por um médico. Para os especialistas, campanhas como o Março Azul-Marinho são fundamentais para ampliar a conscientização da população. “O câncer colorretal é uma das poucas neoplasias em que podemos agir antes mesmo que a doença se desenvolva. Quando a população entende a importância dos hábitos saudáveis e dos exames de rotina, conseguimos reduzir significativamente os casos e salvar vidas”, reforça Dr. Luciano. Nesse contexto, informação, prevenção e diagnóstico precoce, aliados a consultas médicas regulares e à realização dos exames recomendados, podem fazer toda a diferença no enfrentamento da doença.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.


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