Convidado do Charla Podcast, Ney Franco fala que desentendimento com Rogério Ceni é coisa do passado: “Já resolvemos essa situação”
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Com passagens
por Flamengo, São Paulo e Botafogo, entre outros clubes do futebol brasileiro, o
técnico Ney Franco foi o convidado da última terça-feira (18) do Charla Podcast,
programa que conta com o patrocínio da Melitta. Com apresentação dos jornalistas
Bruno Cantarelli e Beto Júnior, o entrevistado comentou ainda sobre seu
trabalho na CBF e o desentendimento que teve Rogério Ceni nos tempos de
comandante do Tricolor.

Livre no
mercado desde a sua passagem pelo futebol da Jordânia, o treinador falou sobre
a sua experiência no tricolor do Morumbi, entre elas o famoso desentendimento
com Rogério Ceni: “Resolvemos a situação, pois foi um problema de jogo e no
vestiário solucionamos. O que aconteceu ali é que tinha sido mandado embora
depois do primeiro jogo da Recopa, e estava em casa vendo a segunda partida e
quando termina o jogo, um repórter disse que o legado do Ney era zero no clube.
Depois disso, o clube estava embarcando para o Japão e o Rogério disse que
agora a equipe tinha comando. Eu me posicionei sobre o assunto e acabou ali”,
disse o convidado.

Apesar do
ocorrido, Ney Franco destacou que a relação com Ceni, hoje treinador do Bahia é
de respeito: “Temos uma relação comum, de respeito. Já o encontrei diversas
vezes em cursos de treinadores e sempre nos cumprimentamos. Ele está fazendo um
trabalho bacana e terá uma carreira vitoriosa”.

Mesmo com o
problema solucionado, o entrevistado acredita que essa questão atrapalhou o seu
trabalho nos tempos de São Paulo. “Infelizmente isso me atrapalhou muito no São
Paulo, porque meus números foram espetaculares e são bons. Olha o nosso
campeonato de 2012 e esse episódio deixou tudo mascarado”, concluiu.

Entre as
diversas histórias no mercado da bola, o treinador confidenciou a forma
inusitada de como foi parar no Botafogo. “Era 2008 e o Cuca tinha saído do
clube. O Bebeto de Freitas me ligou para assumir. Jantamos, saí do Rio e voltei
para arrumar as coisas em BH, mas quando chego na minha casa, eles ligaram
novamente falando que o contrato estava encerrado e tinham contratado o
Geninho. Passou um tempo, o trabalho não deu certo e eles ligaram novamente. O
engraçado que eu estava na cadeira do dentista e sai correndo para o Rio”,
relembrou Ney Franco, que guarda com carinho as memórias em General Severiano: “Foi
um trabalho de recuperação, que chegamos até a terceira colocação, mas por
conta de alguns problemas terminamos abaixo do G4. Apesar disso, foi muito
legal essa passagem pelo clube”, finalizou.

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