Durante anos, Beto Umbuzeiro dividiu o convés com a família a bordo do Inaê 50tão. Em 2026, a cena mudou: o caçula dos Umbuzeiro assumiu o leme de sua própria embarcação e passou a conduzir uma campanha independente dentro de um projeto que também se tornou maior.
Irmão de Bayard Umbuzeiro Neto e filho de Bayard Umbuzeiro Filho, Beto passou a comandar o Rainha Inaê, um Ranger 26 da classe Bra-RGS. Além de assumir a embarcação, formou sua própria tripulação.
A nova experiência rapidamente trouxe um resultado importante. Em julho, na 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, o Rainha Inaê ficou com o vice-campeonato da classe Bra-RGS C.
O desempenho de Beto resume uma transformação que ganhou força ao longo da temporada. O Inaê, que ampliou sua estrutura para quatro barcos em 2026, deixou de concentrar diferentes gerações em uma única tripulação e passou a permitir que seus integrantes construíssem caminhos próprios dentro da vela.
Hoje, fazem parte do projeto o Inaê Soto40 Transbrasa, o Rainha Inaê, o Inaê 50tão e o Inaê Jr.
No Soto40 Transbrasa, Bayard Neto lidera a campanha na classe ORC. A embarcação passou a contar em 2026 com o apoio do Porto de Santos, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e representa a frente de alta performance do projeto.
Antes da parada para manutenção, o barco vinha apresentando evolução. Na segunda etapa da Copa Mitsubishi, a equipe conquistou o vice-campeonato. Depois das duas primeiras etapas do circuito, o Soto40 também havia assumido a liderança da ORC Performance.
Em outra ponta do projeto está o Inaê 50tão, que continua ligado à história construída por Bayard Umbuzeiro Filho. O veleiro mantém a presença de familiares e amigos nas regatas e preserva uma forma de competir relacionada às origens do Inaê na vela oceânica.
A nova configuração permite que diferentes integrantes da família estejam em barcos distintos sem deixar de compartilhar o mesmo projeto. Pai e filhos podem competir em classes diferentes, assumir suas próprias responsabilidades e seguir construindo uma trajetória comum.
“Quando ampliamos o projeto, a ideia nunca foi simplesmente colocar mais barcos na água. Queríamos criar espaço para que mais pessoas assumissem responsabilidades, formassem suas tripulações e levassem essa história adiante. O Beto velejou muitos anos com o nosso pai e, agora, assumiu o próprio barco. Logo na primeira experiência como comandante, conseguiu um vice-campeonato na Semana de Vela. Isso representa muito do que queremos para o Inaê: uma tradição que não fica parada no passado, mas que continua se renovando”, afirma Bayard Umbuzeiro Neto.
Uma estrutura para diferentes gerações
A divisão das embarcações também ampliou a presença do Inaê em diferentes segmentos da modalidade. O Soto40 disputa a ORC em alta performance; o Rainha Inaê está na Bra-RGS; o 50tão segue na RGS-Cruiser; e o Inaê Jr participa da classe HPE25 nos monotipos.
Cada barco passou a ocupar um espaço específico dentro do projeto. Ao mesmo tempo em que há uma frente dedicada à alta performance, a estrutura contempla a vela em família, a formação de tripulações e a chegada de novos comandantes.
A história por trás dessa expansão tem raízes antigas. A família Umbuzeiro acumula décadas de ligação com o mar e com os esportes náuticos, primeiro em outras modalidades e, posteriormente, na vela oceânica.
A configuração de 2026 amplia essa trajetória. O Soto40 representa a busca por evolução competitiva, o 50tão preserva a conexão com as origens e o Rainha Inaê abre espaço para que nomes como Beto construam suas próprias experiências.
Assim, a renovação acontece sem romper com a história. A família permanece no mar, mas agora dividida entre diferentes embarcações, classes e gerações.
Sobre o Inaê Soto40 Transbrasa
Com apoio do Porto de Santos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, o Inaê Soto40 Transbrasa integra a estrutura competitiva do projeto. O Porto de Santos é o maior complexo portuário da América Latina e referência nacional em desenvolvimento, logística e conexão do Brasil com o mundo.