Especialista avalia casos de celebridades como Anitta e explica por que procedimentos corporais e faciais vêm sendo associados a estratégias de saúde, prevenção e longevidade
A associação entre procedimentos estéticos e medicina preventiva tem ganhado espaço no debate público, impulsionada pela visibilidade de celebridades como Kim Kardashian, Anitta, Giovanna Ewbank e Grazi Massafera, que já relataram rotinas de autocuidado ligadas ao bem-estar. O movimento reflete uma mudança de percepção sobre a estética, que passa a ser observada não apenas sob o aspecto da aparência, mas também da saúde, da longevidade e da qualidade de vida, tendência acompanhada por centros médicos no Brasil e no exterior.
Segundo o médico Dr. Thiago Arico, especialista em procedimentos corporais e faciais, a estética contemporânea deixou de ter um papel exclusivamente embelezador e passou a integrar estratégias de prevenção em saúde, desde que conduzida com critérios médicos e científicos. De acordo com o especialista, determinados procedimentos podem contribuir para a melhora da qualidade dos tecidos, da microcirculação, do metabolismo celular e para a redução de processos inflamatórios de baixo grau, além de estimular mecanismos regenerativos, como a produção de colágeno e elastina, fatores que se relacionam diretamente com o envelhecimento saudável.
Ainda conforme o Dr. Arico, avaliações estéticas bem conduzidas também podem auxiliar na identificação precoce de sinais de envelhecimento acelerado, alterações hormonais ou metabólicas e hábitos de vida prejudiciais, funcionando como um complemento à abordagem clínica tradicional e permitindo intervenções antecipadas.
Para que esses tratamentos sejam seguros e apresentem benefícios reais, o médico reforça a necessidade de uma avaliação clínica individualizada, com análise do histórico de saúde, hábitos de vida, uso de medicamentos e, quando indicado, a solicitação de exames laboratoriais, além do alinhamento adequado das expectativas do paciente. A conduta ética, destaca o especialista, é um dos pilares da prática médica na estética. A indicação responsável, a contra indicação quando necessária, o consentimento informado e o acompanhamento do paciente no curto e no longo prazo são aspectos considerados indispensáveis.
Em relação ao início de protocolos preventivos, o Dr. Arico afirma que não existe uma idade fixa, mas diferentes fases biológicas. Estratégias mais leves podem ser adotadas na vida adulta jovem, enquanto, a partir dos 30 ou 35 anos, período em que processos degenerativos tendem a se tornar mais evidentes, a prevenção passa a ter maior relevância.
Dr. Thiago Arico, especialista em procedimentos corporais e faciais (Foto: Arquivo pessoal)
“Prevenção, na estética, significa intervir antes da perda estrutural significativa, e não apenas corrigir danos já instalados. O foco deve ser manutenção, equilíbrio e envelhecimento saudável”, pontua. Com a popularização de procedimentos nas redes sociais, o especialista alerta ainda para a necessidade de diferenciar protocolos com respaldo científico de tendências sem comprovação médica. Segundo ele, métodos seguros são sustentados por estudos clínicos, mecanismos de ação conhecidos e resultados reprodutíveis, ao contrário de modismos que prometem efeitos rápidos e universais.
Nesse cenário de forte influência de celebridades e influenciadores, Dr. Thiago Arico reforça que o papel do médico é atuar como referência técnica e educativa. “Cabe ao profissional traduzir a ciência, esclarecer riscos e contextualizar aquilo que é divulgado nas redes. Protocolos feitos por celebridades não consideram individualidade biológica. A verdadeira autoridade médica está no embasamento científico e no compromisso com a longevidade”, conclui.
Com atuação voltada à prevenção de doenças, saúde integrativa e cuidado estético responsável, o especialista integra uma nova geração de médicos brasileiros alinhados às práticas internacionais que enxergam a estética como parte de um modelo mais amplo de medicina preventiva.