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Especialista fornece 8 estratégias eficazes e sustentáveis além das canetas emagrecedoras 

Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras” ganharam destaque nas redes sociais e nos consultórios, impulsionadas pela promessa de perda de peso rápida. O Brasil, por exemplo, vive um”boom” entre 2025 e o início de 2026, com crescimento significativo nas vendas, importações e no impacto econômico geral, movendo cerca de R$ 10 bilhões e com um aumento de 88% no uso em 2025 segundo dados de um relatório publicado pelo Itaú BBA.

No entanto, o emagrecimento saudável e duradouro não depende de soluções isoladas  e que existem outras estratégias eficazes, com respaldo científico, que muitas vezes são negligenciadas. Segundo a Dra. Diana Sá, médica e professora da pós-graduação em Endocrinologia da Afya Brasília, as medicações podem até ter um papel importante em alguns casos, mas não substituem uma abordagem integral. “Não existe solução mágica. A medicação pode ajudar, mas precisa estar inserida em um contexto de cuidado integral, individualizado e baseado em evidências”, afirma.

A endocrinologista explica que as canetas atuam reduzindo o apetite e aumentando a saciedade, mas reforça que elas não são indicadas para todos. “Esses medicamentos não devem ser encarados como um atalho para o emagrecimento nem como solução estética. Eles têm indicações específicas e exigem avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo”, destaca.

Nesse cenário, cresce a preocupação também do ponto de vista da saúde pública. O uso indiscriminado dessas medicações,  inclusive por pessoas sem indicação clínica, pode desviar o foco de estratégias mais acessíveis, sustentáveis e fundamentais no enfrentamento da obesidade, uma doença crônica e multifatorial.

Entre as principais abordagens, estão mudanças no estilo de vida e o acompanhamento multiprofissional. A reeducação alimentar, a prática regular de atividade física e o cuidado com aspectos emocionais e comportamentais seguem como pilares do tratamento. “Muitas pessoas comem por ansiedade, estresse ou hábito. Por isso, olhar para o comportamento alimentar e para a saúde mental é parte essencial do processo”, explica Dra. Diana.

Além disso, fatores como qualidade do sono e controle do estresse têm impacto direto no peso. Dormir mal e viver sob estresse constante alteram hormônios ligados ao apetite, favorecendo o ganho de peso e dificultando o emagrecimento. Para a especialista, o caminho mais eficaz continua sendo o das mudanças sustentáveis. “Pequenas mudanças consistentes, como melhorar a alimentação, se movimentar mais e cuidar da saúde mental, tendem a gerar resultados mais duradouros do que soluções rápidas”, conclui.

Embora os medicamentos injetáveis para perda de peso tenham ganhado grande popularidade, existem outras estratégias eficazes e cientificamente reconhecidas para o controle do peso. Algumas alternativas apontadas pela endocrinologista são:

1. Reeducação alimentar com orientação profissional
A reeducação alimentar com orientação de nutricionista ou médico é uma estratégia eficaz para promover saúde e controle do peso. Priorizar uma dieta equilibrada, rica em alimentos in natura, com boa ingestão de proteínas e fibras e menor consumo de ultraprocessados favorece a saciedade, o equilíbrio metabólico e o controle da glicemia, além de ajudar a reduzir episódios de compulsão alimentar. O planejamento das refeições, com horários regulares e sem longos períodos de jejum, também contribui para evitar exageros e picos de fome.

2. Prática regular de atividade física
Exercícios aeróbicos combinados com treinamento de força ajudam na redução de gordura corporal e na preservação da massa muscular, além de melhorar a sensibilidade à insulina e o gasto energético.

3. Tratamento do comportamento alimentar
Muitas pessoas comem por ansiedade, estresse ou hábito. A terapia cognitivo-comportamental e o acompanhamento psicológico podem ajudar a identificar gatilhos e desenvolver uma relação mais equilibrada com a comida.

4. Melhora da qualidade do sono
Dormir mal altera hormônios relacionados ao apetite, como grelina e leptina, aumentando a fome e a preferência por alimentos calóricos.

5. Controle do estresse
O estresse crônico eleva o cortisol, hormônio que pode favorecer o acúmulo de gordura abdominal e estimular a alimentação emocional.

6. Uso de medicamentos orais quando indicado
Em alguns casos, endocrinologistas podem indicar medicamentos aprovados para obesidade que não são injetáveis, sempre após avaliação clínica.

7. Acompanhamento médico contínuo
A perda de peso saudável envolve avaliação metabólica, investigação de doenças associadas (como resistência à insulina, hipotireoidismo ou síndrome metabólica) e acompanhamento a longo prazo.

8. Mudanças sustentáveis no estilo de vida
Pequenas mudanças consistentes, como cozinhar mais em casa, reduzir bebidas açucaradas e aumentar o nível de atividade diária, tendem a gerar resultados mais duradouros do que soluções rápidas.

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br. 

 

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