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Com cerca de 700 mil mulheres à frente de negócios no estado, especialistas alertam para a importância do registro de marcas como ferramenta de segurança e valorização empresarial

O empreendedorismo feminino segue em expansão na Bahia e tem transformado a economia local, especialmente em Salvador, onde milhares de mulheres lideram pequenos e médios negócios nos setores de serviços, comércio, moda, alimentação e beleza. Dados divulgados pelo Sebrae Bahia em 2026 apontam que cerca de 700 mil mulheres comandam empreendimentos no estado, consolidando a força feminina no cenário econômico baiano.

O levantamento também mostra que muitas dessas empresárias enfrentam desafios ligados à gestão financeira, acesso ao crédito, posicionamento de marca e competitividade no mercado digital. Entre as empreendedoras entrevistadas, 51% afirmaram ter dificuldades na gestão financeira e 33% relataram obstáculos no uso de tecnologias e ferramentas online para crescimento dos negócios.

Diante desse cenário, cresce também a necessidade de proteger juridicamente marcas e identidades empresariais. Especialistas em propriedade intelectual alertam que muitos negócios femininos ainda operam sem registro de marca, o que pode gerar riscos como cópias, perda de identidade comercial e até impedimentos legais para utilização do nome da empresa futuramente. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável pelos registros no Brasil, reforça que o registro garante exclusividade e segurança para atuação no mercado.

Em Salvador, empresas como a Santos & Coutinho Marcas e Patentes têm ampliado o atendimento voltado especialmente para mulheres empreendedoras da Bahia e do Nordeste. A proposta é oferecer consultoria especializada para empresárias que desejam transformar seus negócios em marcas protegidas, valorizadas e reconhecidas no mercado.

“Muitas mulheres investem tempo, esforço e sonhos em seus negócios, mas ainda desconhecem a importância de proteger juridicamente suas marcas. O registro traz segurança, credibilidade e garante que todo esse trabalho tenha respaldo e exclusividade no mercado”, afirmou Áurea Santos, do setor comercial da Santos & Coutinho Marcas e Patentes.

A pauta ganha ainda mais relevância diante do crescimento da formalização feminina no estado. Segundo o Sebrae Bahia, houve aumento de 6% no número de mulheres que deixaram a categoria MEI para se tornarem microempresárias, demonstrando amadurecimento dos negócios liderados por mulheres.

Além da proteção jurídica, o registro de marca passou a ser visto como ativo estratégico para expansão empresarial, fortalecimento da credibilidade e aumento do valor da empresa no mercado. Em um ambiente cada vez mais competitivo e digital, especialistas destacam que proteger a marca significa proteger sonhos, investimentos e a história construída por milhares de mulheres empreendedoras.

“Mulher empreendedora, sua marca está realmente protegida?” O avanço do empreendedorismo feminino na Bahia acende o alerta sobre a importância do registro de marcas para garantir segurança e crescimento dos negócios.

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