Empresário que quer comprar a Bamin é investigado pela Polícia Federal

Empresário que quer comprar a Bamin é investigado pela Polícia Federal

Guilherme Vito
Atualizado: 30/04 13:22
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https://www.brasilmineral.com.br/noticias/bamin-mostrara-projeto-de-r-20-bilhoes-na-bahia

A novela da possível venda da Bamin, empresa com projetos bilionários de minério de ferro na Bahia, ganhou um novo capítulo: um dos interessados em comprar a empresa está sendo investigado pela Polícia Federal. Trata-se de Lucas Kallas, o poderoso empresário à frente da Cedro Participações, um império com atuação em diversos negócios, incluindo a recente arrematação de um porto no Rio de Janeiro.

O que aconteceu?
Lucas Kallas está sendo investigado pela PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) por conta de um grande esquema de extração ilegal de minério de ferro em plena Serra do Curral, na região de Belo Horizonte. A operação, deflagrada no final de março – e que foi anunciada recentemente pela revista Veja – resultou na apreensão de documentos no bloqueio de mais de R$ 800 milhões em bens ligados ao caso, o que teria causado um prejuízo milionário aos cofres públicos.

A investigação aponta que Kallas e seus sócios teriam entrado no negócio de uma mineradora já atuante na Serra do Curral e, a partir de 2014, análises da PF e de auditorias independentes confirmaram um aumento significativo na extração de minério que ia contra um plano de recuperação ambiental da área, tombada como patrimônio histórico desde 1990. A PF suspeita que servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) teriam recebido algum tipo de benefício para “fechar os olhos” à exploração irregular.

Agora, o nome de Lucas Kallas surge como um dos interessados em adquirir a Bamin, justamente a empresa que pretende construir e operar um complexo logístico de minério de ferro na Bahia, incluindo um trecho da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e o Porto Sul, a ser construído em Ilhéus. Essa possível ligação entre um empresário investigado por exploração ilegal de minério e a Bamin levanta ainda mais questionamentos sobre o futuro desses importantes projetos baianos.

Apesar de a defesa de Kallas negar qualquer irregularidade e afirmar que sua ligação com a mineradora investigada foi indireta e encerrada em 2018, a PF mantém a apuração, já que as supostas ilegalidades coincidem com o período em que o empresário esteve envolvido no negócio. O desfecho dessa investigação pode trazer novos elementos para a polêmica em torno da mineração e, quem sabe, influenciar os rumos da Bamin na Bahia.

Investigação coloca em xeque possível parceria com BNDES e Vale
Como foi amplamente noticiado pela imprensa, a Cedro Participações, empresa de Lucas Kallas, busca adquirir a Bamin em consórcio com a Vale e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além disso, a história de Kallas ser investigado pela Polícia Federal pode complicar ainda mais as coisas para ele conseguir o apoio do BNDES para comprar a Bamin.

Em 2008, Lucas Kallas, que era dono de uma construtora, foi preso na Operação João de Barro, da Polícia Federal, que investigou o desvio de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

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