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Com a tecnologia integrada ao coração da gestão, o desafio dos executivos agora é transformar dados isolados em estratégia de sobrevivência e crescimento

Atualmente, cerca de 80% das médias e grandes empresas no Brasil já utilizam algum nível de automação inteligente em suas rotinas. O dado, que marca o início de 2026, revela uma verdade incômoda: ter tecnologia de ponta não é mais um diferencial, é o básico para estar no jogo. O verdadeiro divisor de águas agora não é “o que” a empresa usa, mas como ela faz o RH, o financeiro e a logística conversarem entre si sem ruídos.

Após anos de investimentos em ferramentas que nem sempre se falavam, o mercado brasileiro chegou a uma fase de amadurecimento. O foco saiu da experimentação e entrou na era da consolidação. Para os gestores, o grande nó a ser desatado em 2026 é transformar o sistema de gestão (ERP) de um simples arquivo digital em um cérebro capaz de antecipar problemas antes que eles apareçam no caixa.

Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil, consultoria referência em soluções tecnológicas, observa que o clima nas empresas mudou da euforia para a estratégia pura. Segundo ele, o mercado percebeu que inovar por impulso pode criar uma “bagunça tecnológica” difícil de consertar se não houver uma base sólida de sustentação por trás.

Medeiro destaca que a maior tendência de 2026 é a busca pela visão única do negócio. Muitas companhias cresceram usando vários softwares diferentes e agora sofrem para unificar tudo. Ele defende que o papel do líder de tecnologia evoluiu: hoje, ele é o guardião que garante que a operação não pare e que os dados ajudem a empresa a crescer com segurança.

Para entender o que move os negócios este ano, é preciso olhar para três pilares:

·         Sustentação em primeiro lugar: Mais do que instalar novos sistemas, o foco é manter o que já existe rodando com performance máxima. Uma hora de sistema parado hoje custa muito mais caro do que custava há dois anos.

·         RH e Finanças no mesmo barco: A gestão de pessoas finalmente se conectou aos números financeiros. Agora, as empresas conseguem enxergar exatamente como a performance de cada equipe impacta diretamente no lucro.

·         Gestão que prevê o futuro: Os sistemas deixaram de apenas registrar o que aconteceu ontem para sugerir o que deve ser feito amanhã, ajudando a ajustar estoques e fluxos de caixa em tempo real.

Para o especialista da EPI-USE Brasil, o maior risco para as empresas não é a falta de computadores modernos, mas o vício de rodar processos antigos em máquinas novas. Ele reforça que a tecnologia precisa de um propósito humano. Afinal, não faz sentido ter o melhor software do mundo se ele não facilitar a vida de quem trabalha ou a experiência de quem compra.

O recado para 2026 é claro: quem não organizar a casa e integrar suas frentes de negócio agora terá muita dificuldade para acompanhar a velocidade de um mercado que não aceita mais a falta de informação.

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