Escassez de mão de obra qualificada desafia a construção civil brasileira, avalia Cláudio De Souza Cruz

Escassez de mão de obra qualificada desafia a construção civil brasileira, avalia Cláudio De Souza Cruz

Redação ImprensaBR
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Divulgação

A construção civil brasileira vive, em 2024 e 2025, um paradoxo que tem impactado diretamente o ritmo de crescimento do setor. Ao mesmo tempo em que segue como um dos principais motores de geração de empregos formais no país, com mais de 3 milhões de vagas ativas, enfrenta uma grave escassez de mão de obra qualificada. Dados recentes apontam que entre 70 por cento e 90 por cento das construtoras relatam dificuldades para contratar profissionais especializados, como pedreiros, serventes, encanadores e eletricistas.

 

Para Cláudio De Souza Cruz, empreendedor da construção civil com 14 anos de experiência consolidada, esse cenário é resultado de fatores estruturais que se acumularam ao longo dos anos. Nascido na capital de São Paulo, ele construiu uma trajetória sólida na execução e gestão de obras residenciais, atuando desde pequenos projetos até empreendimentos de maior porte, como casas, condomínios e prédios. “Hoje existe obra, existe investimento, mas falta gente preparada para executar com qualidade”, afirma.

 

Segundo Cláudio, o envelhecimento da força de trabalho é um dos pontos mais críticos. A média de idade dos trabalhadores do setor gira em torno de 41 anos, enquanto os jovens demonstram pouco interesse em ingressar na construção civil, muitas vezes em busca de ambientes de trabalho considerados mais confortáveis. “A nova geração não vê a construção civil como uma carreira atrativa, e isso precisa ser repensado pelo setor”, observa.

 

O impacto da escassez vai além da contratação. Levantamentos mostram que 76 por cento das construtoras precisaram rever prazos de entrega recentemente, comprometendo cronogramas e elevando custos. Nos últimos 12 meses, até abril de 2025, os gastos com salários e encargos subiram quase 10 por cento. “Quando falta mão de obra, o prazo estoura e o custo sobe, não tem mágica”, destaca Cláudio.

 

Com vivência que vai da execução direta à gestão completa de projetos, Cláudio De Souza Cruz aposta na profissionalização e no planejamento como caminhos para enfrentar o problema. Ele aplica técnicas modernas de planejamento físico e financeiro, com controle rigoroso de custos, medições constantes e cronogramas detalhados. “Planejar bem não elimina a falta de mão de obra, mas reduz desperdícios e falhas que pesam ainda mais nesse cenário”, explica.

 

Outra tendência que ganha força é a adoção de novas tecnologias construtivas, como parede de concreto e construção a seco, que reduzem a dependência de grandes equipes no canteiro. “Os métodos industrializados vieram para ficar, eles exigem menos pessoas e trazem mais previsibilidade”, avalia.

Além disso, Cláudio defende o investimento em capacitação interna. Muitas empresas têm criado verdadeiras escolas dentro das obras, formando ajudantes e estruturando planos de carreira. “Se o mercado não forma, a própria obra precisa formar, senão o setor trava”, conclui.

 

Diante de uma mão de obra cada vez mais cara, escassa e envelhecida, a construção civil brasileira se vê obrigada a acelerar sua modernização. Para profissionais como Cláudio De Souza Cruz, o futuro do setor passa pela combinação entre tecnologia, gestão eficiente e valorização do trabalhador como peça central do desenvolvimento.

 

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