Mais do que tecnologia, fatores como
instalação correta, qualidade da porta e certificação do equipamento
influenciam na proteção do imóvel
A busca por mais segurança dentro de casa
nunca esteve tão em alta. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, o número de domicílios conectados
à internet segue crescendo no Brasil e já supera 90% das residências,
impulsionando também a adoção de dispositivos inteligentes para o dia a dia.
Nesse cenário, as fechaduras digitais deixaram de ser exclusividade de imóveis
de alto padrão e passaram a despertar o interesse de quem busca praticidade sem
abrir mão da proteção.
Mas, antes de trocar a fechadura
convencional por um modelo eletrônico, especialistas alertam que a decisão deve
considerar aspectos que vão muito além da tecnologia. Compatibilidade com a
porta, qualidade da instalação e recursos de segurança são fatores que impactam
diretamente no desempenho do equipamento.
Segundo Pedro HS Rocha, diretor de Vendas e
Marketing da Aliança Metalúrgica, o erro mais comum é acreditar que apenas a
troca da fechadura será suficiente para tornar um imóvel mais seguro.
“A fechadura digital oferece conforto e
facilita a rotina, mas ela faz parte de um conjunto de elementos responsáveis
pela segurança da residência. Porta, batente, dobradiças, cilindro e a
instalação precisam estar em boas condições para que o sistema funcione da
maneira esperada. Não existe tecnologia capaz de compensar uma estrutura
inadequada”, afirma.
Antes de escolher um modelo, o especialista recomenda
observar alguns pontos que costumam passar despercebidos pelos consumidores.
Verifique se a
fechadura é compatível com a porta
Cada modelo possui especificações
relacionadas à espessura, ao material e ao tipo de abertura da porta. Escolher
um equipamento incompatível pode comprometer a instalação e reduzir sua
eficiência.
Analise
quais funções realmente serão úteis
Biometria, senha, cartão de proximidade,
aplicativo e reconhecimento facial são recursos disponíveis em diferentes
modelos. Nem sempre a opção com mais funcionalidades é a mais adequada para a
rotina da família.
Prefira
produtos certificados
Equipamentos desenvolvidos conforme normas
técnicas oferecem maior confiabilidade, além de passarem por testes
relacionados à resistência, durabilidade e desempenho.
Observe
como funciona a alimentação
A maioria das fechaduras digitais utiliza
pilhas e conta com alertas de bateria fraca. Também é importante verificar se
existe uma alternativa para abertura em situações de emergência.
Considere
quem fará a instalação
Uma instalação inadequada pode comprometer o
funcionamento do equipamento, gerar desgaste prematuro e até reduzir o nível de
segurança oferecido pela fechadura.
Tecnologia ajuda, mas não substitui
os cuidados básicos
Embora as fechaduras digitais representem um
avanço para quem busca praticidade, elas não eliminam hábitos importantes de
segurança, como manter portas e janelas bem conservadas, realizar manutenção
periódica das ferragens e escolher produtos de qualidade.
“Mais do que investir em tecnologia, o
consumidor precisa entender que segurança é resultado de um conjunto de
decisões. Escolher uma boa fechadura, garantir uma instalação correta e
realizar manutenções preventivas são medidas que ajudam a aumentar a proteção
do imóvel e evitam problemas no futuro”, conclui.
Com
a oferta cada vez maior de modelos no mercado, a tendência é que as fechaduras
digitais se tornem ainda mais comuns nos próximos anos. Para quem pretende
fazer esse investimento, a melhor escolha não é necessariamente a mais
tecnológica, mas aquela que atende às necessidades do imóvel e oferece
segurança, confiabilidade e durabilidade.