FIV se consolida como principal técnica de reprodução humana assistida em 2026, aponta especialista

FIV se consolida como principal técnica de reprodução humana assistida em 2026, aponta especialista

Gabriel Menezes
3 min de leitura 60
Pixabay
Procedimento, que une óvulo e espermatozoide em laboratório, seguirá  sendo a esperança
para milhares de casais que sonham em ter filhos;  entenda as etapas 
 
 
A Fertilização In Vitro (FIV) continuará a ser o procedimento de reprodução humana assistida mais comum e eficaz em 2026, representando uma luz no fim do túnel para inúmeras pessoas com dificuldades para engravidar. A técnica, que consiste na fertilização do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial para posterior transferência ao útero, evoluiu ao longo dos anos, tornando-se mais segura e com taxas de sucesso crescentes. 
 
O tratamento é meticulosamente dividido em quatro etapas principais, que visam otimizar as chances de uma gravidez bem-sucedida. Segundo o Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana da Clínica Mãe, “a jornada da FIV é um processo de esperança e ciência caminhando juntas. Cada etapa é cuidadosamente planejada e executada para oferecer aos nossos pacientes a melhor oportunidade possível de realizar o sonho de construir uma família. A tecnologia avançou, mas o cuidado humanizado e individualizado continua sendo o pilar do nosso trabalho.” 
 
 
As etapas da Fertilização In Vitro 
 
Segundo o médico, o processo de FIV é complexo e envolve uma sequência de fases bem definidas, desde a preparação do corpo da mulher até a confirmação da gravidez. 
 
 
Indução da ovulação: O tratamento começa com a administração de medicamentos hormonais, geralmente por via subcutânea, para estimular os ovários a produzirem um número maior de óvulos. Esta fase dura, em média, de 9 a 12 dias e é acompanhada de perto por meio de ultrassonografias transvaginais e exames de sangue para monitorar o crescimento dos folículos. Ao final, uma última medicação é aplicada para a maturação final dos óvulos. 
 
 
Coleta de óvulos e espermatozoides: Após a última medicação, os óvulos são coletados em um procedimento guiado por ultrassom, sob anestesia. Uma agulha de aspiração suga os óvulos, que são imediatamente entregues ao embriologista. No mesmo dia, é realizada a coleta de espermatozoides, geralmente por masturbação. Em casos específicos, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos para a obtenção dos gametas masculinos. 
 
 
Fertilização em laboratório: Com os gametas em mãos, a fertilização ocorre em laboratório. Existem duas técnicas principais: a FIV convencional, onde os espermatozoides fertilizam os óvulos espontaneamente em uma placa de cultura, e a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), na qual um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo com o auxílio de um microscópio, sendo esta a mais utilizada atualmente por sua alta precisão. 
 
 
Transferência embrionária: Após a fertilização, os embriões se desenvolvem em uma incubadora. A transferência para o útero é um procedimento simples e geralmente indolor, guiado por ultrassom abdominal. Um cateter fino é usado para depositar o(s) embrião(ões) na cavidade uterina. Após a transferência, um exame de sangue (beta-HCG) é realizado para confirmar a gravidez. 
 
 
“A FIV não é apenas uma técnica, é um conjunto de possibilidades. O avanço contínuo dos protocolos e da tecnologia laboratorial nos permite personalizar cada vez mais o tratamento, aumentando as taxas de sucesso e a segurança para os pacientes”, conclui Dr. Massaguer. 
 
 
Sobre Dr. Alfonso Massaguer – CRM 97.335 / RQE 42794 
 
É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) , Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. Dr. Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e no Canadá.   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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