Especialista Afya explica causas, sinais de alerta e medidas simples de prevenção
Os furúnculos são lesões dolorosas e relativamente comuns na pele, mas que ainda geram muitas dúvidas. Caracterizados por nódulos inflamados, avermelhados e, em alguns casos, com presença de pus, eles vão além de uma simples “espinha inflamada”, tratando-se de infecções mais profundas que exigem atenção adequada.
De acordo com Dra. Bruna de Paula Cunha, médica, professora de pós-graduação em Dermatologia da Afya Goiânia, os furúnculos são infecções profundas que se originam no folículo piloso, geralmente causadas pela bactéria Staphylococcus aureus. Segundo a especialista, a infecção desencadeia um processo inflamatório intenso. “Essa bactéria pode produzir toxinas que levam à necrose do tecido e a uma inflamação exacerbada, formando nódulos grandes, como abscessos, que são muito dolorosos. Esses nódulos costumam apresentar vermelhidão, calor local e sensibilidade acentuada, e nem sempre drenam espontaneamente”, explica.
O tratamento do furúnculo depende da avaliação clínica, mas costuma seguir uma abordagem bem definida. “Uma das principais medidas é a drenagem do local, para retirar o conteúdo acumulado, reduzir a dor, a vermelhidão e o desconforto”, explica Dra. Bruna. Além disso, o uso de antibióticos pode ser indicado, especialmente quando há sinais de infecção mais intensa ou recorrente. “Os antibióticos geralmente vêm associados a técnicas de descolonização, que ajudam a reduzir a presença da bactéria no organismo e evitar novos episódios”, complementa.
A especialista também faz um alerta importante: embora a higiene seja fundamental, o surgimento de furúnculos não está necessariamente ligado à falta de limpeza. “Existem outros fatores envolvidos, como colonização bacteriana, histórico de internações ou maior exposição a ambientes hospitalares, que também precisam ser considerados”, destaca.
A prevenção envolve medidas simples do cotidiano, mas que fazem diferença. Um ponto importante é a higienização adequada das mãos e a atenção à região nasal, que costuma concentrar maior presença dessa bactéria”.Também é fundamental evitar contato direto com secreções de pessoas que apresentam lesões de pele. De acordo com a médica, cutâneas podem ser transmitidas com facilidade pelo toque, então este cuidado reduz bastante o risco de contágio.
Quando os episódios são frequentes, a avaliação médica se torna ainda mais importante. “Nesses casos, podemos adotar um protocolo de descolonização, que inclui desde antibióticos tópicos, como os nasais, até medicações sistêmicas, conforme a gravidade e a recorrência”, detalha Dra. Bruna.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.