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Livro de Lucas Lucco propõe um mergulho emocional na poesia
Repleta de sentimentos, obra será lançada em novembro pela editora Planeta de Livros
O cantor e compositor Lucas Lucco vai lançar seu primeiro livro de poesias. Intitulado “Emoccionado”, a obra tem previsão de chegar às livrarias em novembro deste ano pela editora Planeta de Livros.
Conhecido por suas letras românticas e sua conexão emocional com o público, Lucas mergulha agora no universo literário com uma coletânea de poemas escritos ao longo dos anos. Segundo o artista, muitos dos seus versos nascem antes mesmo das melodias – e nem todos acabam se transformando em canções. “Quase sempre, minhas composições musicais começam como poemas. Mas nem sempre os poemas se tornam músicas”, revela.
“Emoccionado” surgiu da necessidade de expressar sentimentos profundos e de dar voz a dores, amores e reflexões que o cantor não conseguiu traduzir em música. “Esse livro nasceu também do excesso. Do que eu senti e não consegui cantar, nem guardar”, conta.
Com textos que falam sobre o amor, a perda, o tempo e a distância, Lucas afirma que a obra vai além de um livro romântico. “Muita gente vai achar que é um livro de amor. Mas é mais que isso. É um livro sobre sentir demais. Sobre ser chamado de emocionado e aceitar isso como identidade. Porque foi isso que me disseram que eu era, e foi isso que me salvou”, afirma Lucas.
Para o artista, a escrita foi uma forma de cura e autoconhecimento – e ele espera que os leitores também se sintam tocados pela sinceridade das palavras. “Se um texto desses tocar alguém do jeito que me tocou ao escrever… então já valeu.”
O lançamento de “Emoccionado” marca um novo capítulo na trajetória de Lucas Lucco, agora também como autor. Mais do que uma estreia na literatura, o livro é um reflexo do artista que o público já conhece – sensível, intenso e guiado por emoções verdadeiras, traços que conquistaram milhares de fãs ao longo de sua carreira.
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Márcio Moreira é o convidado do programa “Conversa com o Autor”
O cantor, poeta e compositor Márcio Moreira é o convidado da jornalista Katy Navarro no programa Conversa com o Autor. Considerado uma das vozes mais sensíveis da nova geração artística paraense, o artista transita entre a música e a literatura, explorando em sua obra a força da floresta Amazônica, a vivência urbana, o afeto e o pertencimento.
Moreira revisita temas como identidade, memória e cotidiano, elementos que vêm marcando sua trajetória e construção artística, seja nos palcos, nas letras ou nos livros.
Trajetória musical com grandes parcerias
Em 2022, Márcio lançou seu primeiro álbum de carreira, “REpartir”, que contou com participações de grandes nomes da música brasileira, como Roberto Menescal, Lia Sophia e Laila Garin, além de parcerias com Michael Sullivan e Delia Fischer. Suas composições também já foram gravadas por vozes consagradas, como Ney Matogrosso e João Cavalcanti, confirmando seu talento como letrista e compositor.
Com sonoridades que dialogam com sua terra e com os ecos da floresta, o artista vê na música um caminho poético de resistência, identidade e reinvenção.
Estreia literária em 2024
Em 2024, o artista estreou na literatura com o livro “Amanhecimento íntimo ou Princípio das Jornadas” (Editora Autografia). A obra reúne 100 poemas divididos em quatro capítulos, que percorrem temas como Belém do Pará, viagens pelo mundo, memórias afetivas, amores, desamores e ausências.
O livro é um convite ao mergulho interno, refletindo sobre o tempo, as travessias humanas e a busca por sentido no cotidiano. Moreira compartilha ainda, na entrevista, detalhes do processo criativo e de como a construção literária dialoga diretamente com sua música.
Experiência no mercado musical moldou o poeta
Antes de lançar o livro, Márcio reuniu uma sólida experiência no mercado fonográfico. Ele integrou o time de marketing da gravadora Som Livre por quase 10 anos, participando do desenvolvimento de projetos de artistas como Novos Baianos, Erasmo Carlos e João Bosco.
A convivência com grandes nomes da música brasileira, segundo o autor, foi essencial para amadurecer sua sensibilidade artística e consolidar seu estilo, tanto musical quanto literário.
Com o lançamento do álbum e agora da obra literária, Márcio Moreira se firma como uma voz plural, contemporânea e representativa de um Brasil que ainda se reconhece pouco. Entre melodias e versos, o artista reafirma sua capacidade de transformar percurso, identidade e Amazônia em palavra viva.
A entrevista completa pode ser acompanhada no programa Conversa com o Autor.
https://www.youtube.com/watch?v=eaByRJ_7dM4
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Livro “Reconstrução Poética” chega a Niterói pelas mãos de Ananda Falcão
A psicanalista e escritora Ananda Falcão lança o livro ‘Reconstrução Poética’, publicado pela Vira-Tempo Editora, no dia 05/12 às 17h, na Biblioteca Central do Gragoatá, dentro da Universidade Federal Fluminense, em Niterói.
O livro aborda a inquietação da vida e fala da reconstrução poética e sua exigência criativa. “Por isso, escrever e publicar esse livro demandou coragem. Nele me permiti vivenciar a experimentação, o acaso, o acato à palavra em suas mais variadas formas de expressão”, comentou Ananda.
Fernanda Louzada Sampaio, conhecida no meio literário com o Ananda Falcão, tem 51 anos e é moradora de Niterói. Estudou psicologia na Universidade Federal Fluminense (UFF) e atua na área da psicanálise há mais de 25 anos. Ocupa a cadeira 31 da Academia Niteroiense de Letras.
A Biblioteca Central do Gragoatá fica na Rua Prof. Marcos Waldemar de Freitas Reis, s/n, em São Domingos.
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AVEC Editora celebra dois prêmios no Odisseia de Literatura Fantástica e reforça protagonismo na cena nacional
A AVEC Editora iniciou a semana em clima de festa após conquistar dois dos principais reconhecimentos do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2025, uma das premiações mais relevantes do país dedicadas ao horror, fantasia e ficção científica. Os autores Iza Artagão e Fábio Fernandes garantiram o primeiro lugar em suas respectivas categorias, consolidando a força do catálogo da editora e reafirmando o compromisso da casa com a literatura nacional.
Na categoria Narrativa Longa – Horror, o destaque foi para “Legítima Defesa”, de Iza Artagão. A autora, conhecida por sua escrita capaz de tensionar realidade e horror psicológico, comemorou a vitória com emoção.
“Foi um ‘uau’ imediato. É a coroação de mais de dois anos de trabalho e o reconhecimento da potência dessa trama, que aborda a violência doméstica em uma época ainda mais sombria para as mulheres”, afirma.
Acompanhando a premiação por uma transmissão ao vivo, ela conta que a notícia a derrubou de emoção: “A minha primeira reação foi chorar. Depois veio essa felicidade gigante pela conquista inédita. Já havia sido finalista em 2021 e 2022, mas agora a história encontrou seu lugar.”
Sobre o processo criativo, Iza destaca o desafio central do livro: “Escrever uma protagonista que vive todo o ciclo da violência doméstica exigiu muita sensibilidade. Eu precisava que a Vilma fosse fiel à vida real, mas, ao mesmo tempo, tinha que manter o leitor dentro da história.”
A recepção do público, segundo ela, tem sido surpreendente: “Achei que, por a trama se passar nos anos 80, muitos leitores estranhariam as atitudes dos personagens. Mas a ambientação ajudou a mostrar como eram os costumes daquela época — isso tem sido muito gratificante.”
Na categoria Narrativa Longa – Ficção Científica, quem brilhou foi Fábio Fernandes, que celebra o prêmio como um marco pessoal e profissional.
“A conquista do Odisseia é muito importante para mim e para este livro. É um sinal de reconhecimento necessário, não só pelo ego, mas porque ajuda a obra a atravessar fronteiras”, afirma.
Para ele, a vitória chega em um momento especial: “Esse é um dos três prêmios mais importantes do Brasil no fantástico, e completa perfeitamente minhas quatro décadas de carreira. É um reconhecimento que vem em ótima hora.”
Fernandes também relembra o árduo processo de escrita: “O trabalho foi enorme, e equilibrar todas as referências não foi simples. Mas foi um processo muito gratificante. Escrever, para mim, sem referências, seria mais difícil ainda.”
E celebra o retorno dos leitores: “No começo eles acham tudo meio confuso, mas quando embarcam e deixam as coisas se revelarem aos poucos, a alegria deles é maravilhosa. Essas conversas têm sido um presente.”
Para a AVEC, as duas vitórias reforçam o impacto do trabalho realizado ao longo de mais de uma década. O editor da casa, Artur Vecchi, destaca o significado do reconhecimento:
“A literatura nacional é potente, diversa e inovadora. Ver Iza e Fábio brilhando no Odisseia mostra que estamos cumprindo nossa missão: apostar em autores que transformam o fantástico brasileiro em algo vivo, emocional e memorável.”
Ele acrescenta: “Esses prêmios não são apenas conquistas individuais; são provas de que nosso ecossistema literário está crescendo. E a AVEC segue comprometida em ser parte ativa desse movimento.”



