Livro sobre Anísio Teixeira será lançado

Livro sobre Anísio Teixeira será lançado

Luana Souza
Atualizado: 20/02 10:10
3 min de leitura 84

Com organização do professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenador-geral do Fórum Estadual de Educação do RJ (FEE/RJ) e presidente do Fórum Nacional de Gestão Democrática da Educação (FORGEDE), Waldeck Carneiro, será lançado nesta segunda-feira (23/02), às 18h, na Livraria Blooks, em Botafogo, mais um título da Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”. O homenageado da vez é o gestor, professor e estadista da educação Anísio Teixeira com a obra “Educação e Democracia em Anísio Teixeira”, com dezoito autores, prefácio do sociólogo e filósofo Luiz Antônio Cunha, pósfácio da professora titular da UERJ e da UFF Nilda Alves e com depoimento de Clarice Nunes, Doutora em Ciências Humanas, dedicada à História da Educação.

Sobre a Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”

Publicada pela Nitpress, a coleção reúne estudos aprofundados sobre grandes nomes da educação no Brasil. Com forte base acadêmica, a coleção foca em figuras centrais, incluindo Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Anísio Teixeira, visando revisitar e atualizar suas obras. A coleção, que também se prepara para destacar pensadoras da educação, é descrita como uma coletânea de alto nível intelectual.

Volumes e Destaques da Coleção:

• Vol. 1 - Diálogos com Paulo Freire (2021/2022): Lançado no centenário de Freire, analisa o patrono da educação com textos de diversos pesquisadores;

• Vol. 2 - Tributo ao Centenário de Darcy Ribeiro (2022/2023): Foca no educador e antropólogo como pensador, político e gestor;

• Vol. 3 - Florestan Fernandes: Volume dedicado ao sociólogo e pensador da educação;

• Vol. 4 - Educação e Democracia em Anísio Teixeira (2025/2026): Analisa o pensador, gestor e estadista da educação.

Sobre Anísio Teixeira

Oficialmente reconhecido, no dia 15 de outubro de 2024, Dia do Professor, como “Patrono da Escola Pública Brasileira”, Anísio Teixeira esteve, durante doze anos, à frente de uma instituição que tem hoje o seu nome: o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O educador foi um dos criadores da escola pública no Brasil e defensor da democratização do ensino e da transformação social por meio da educação. Sempre defendeu a criação de uma rede de ensino que atendesse a todos, desde os primeiros anos nas escolas até a formação universitária.

Nascido em 1900, em Caetité (BA), Anísio Teixeira formou-se em direito pela Universidade do Rio de Janeiro, estado do qual foi secretário de Educação. Jurista, intelectual e escritor, foi muito atuante na década de 1930, quando o país vivia o auge de um debate em prol da universalização da escola pública, laica, gratuita e obrigatória. Na época, integrou o grupo de educadores responsáveis pelo Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que propunha a reforma do sistema de ensino brasileiro.

Defendia uma educação construtivista, na qual os alunos atuariam como agentes transformadores da sociedade. Manifestava constantemente preocupação com uma educação que fosse “livre de privilégios”, e se dizia contra a educação como “processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância”, motivo pelo qual se dizia inconformado com a alta taxa de analfabetismo do país.

Entre o seu legado, está a criação da Universidade do Distrito Federal, em 1935, durante sua passagem pela Secretaria de Educação da Bahia, em 1950; e a fundação da Escola Parque (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), em Salvador – instituição considerada pioneira por trazer, em sua gênese, a proposta revolucionária de educação profissionalizante e integral, voltada para as populações mais carentes.

Foi também foi um dos idealizadores do projeto que resultou na criação da Universidade de Brasília (UnB), inaugurada em 1961, da qual veio a ser reitor em 1963. Foi convidado para assumir o Inep após a morte prematura de Murilo Braga em acidente aéreo. Para assumir o novo cargo, deixou a Campanha de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.

Durante o Regime Militar, em 1964, foi para os Estados Unidos, para lecionar nas universidades de Colúmbia e da Califórnia. De volta ao Brasil, em 1966, tornou-se consultor da Fundação Getúlio Vargas.

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