Menopausa precoce e qualidade de vida: por que o tema ganha espaço no debate sobre saúde feminina

Menopausa precoce e qualidade de vida: por que o tema ganha espaço no debate sobre saúde feminina

Fernanda Leite
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A menopausa especialmente quando ocorre de forma precoce vem sendo cada vez mais discutida por especialistas e pacientes como uma questão central de saúde e qualidade de vida. O assunto deixou de ser tratado apenas como uma etapa inevitável do envelhecimento e passou a ser encarado sob a ótica do cuidado integral, que envolve aspectos hormonais, emocionais e sociais. Esse movimento acompanha uma geração de mulheres que vive mais, permanece ativa por mais tempo e busca informação para atravessar essa fase com autonomia.

Entre os desafios mais frequentes estão sintomas como ondas de calor, alterações no sono, ansiedade, mudanças metabólicas e impacto na sexualidade. Em casos de menopausa induzida por tratamentos médicos como após o câncer de mama as mudanças podem ser ainda mais intensas, exigindo acompanhamento especializado e individualizado. Nesse cenário, profissionais que unem experiência clínica e sensibilidade ao tema ganham relevância na orientação das pacientes.

A ginecologista Fabiane Araújo, médica e empresária com atuação voltada às mulheres acima dos 40 anos, destaca que a compreensão da menopausa precisa ir além dos sintomas visíveis. Ela própria enfrentou o câncer de mama aos 39 anos e entrou em menopausa precoce, experiência que influenciou seu olhar profissional. “A mulher precisa ser acolhida e orientada de forma clara. A menopausa não é apenas hormonal, ela envolve identidade, rotina e bem-estar”, afirma.

À frente do Instituto AVA de Saúde da Mulher, em Feira de Santana, na Bahia, Fabiane também atua na ampliação do acesso à informação e ao cuidado especializado para mulheres que atravessam a menopausa precoce. O instituto tem como proposta oferecer acompanhamento individualizado, integrando orientação médica, suporte emocional e estratégias voltadas à qualidade de vida, especialmente para pacientes que já enfrentaram o câncer de mama.

Segundo a especialista que compartilha conteúdos e orientações em seu perfil no Instagram @drafabianearaujo, mulheres que passaram pelo câncer de mama frequentemente enfrentam dúvidas e inseguranças nessa fase, principalmente em relação a tratamentos e qualidade de vida. “Existe uma necessidade real de cuidado seguro e personalizado para quem já enfrentou a doença. Essas mulheres não podem ser tratadas com protocolos genéricos”, explica.

Ela ressalta que a escuta ativa e o acompanhamento contínuo são fundamentais para reduzir impactos físicos e emocionais, além de ajudar na tomada de decisões informadas. “Quando a paciente entende o que está acontecendo, ela se sente mais confiante para viver essa fase com equilíbrio”, diz.

O aumento das discussões sobre menopausa também reflete uma mudança cultural. Cada vez mais mulheres falam abertamente sobre o tema, compartilham experiências e buscam apoio profissional. Para especialistas, isso contribui para quebrar estigmas históricos que associavam a menopausa apenas a perdas ou limitações.

Fabiane observa que o cuidado deve considerar a individualidade de cada mulher. “Não existe uma forma única de viver a menopausa. O importante é olhar para a história de cada paciente e construir um plano que faça sentido para ela”, afirma.

Com maior acesso à informação e avanços na medicina, a menopausa passa a ser tratada como parte de um ciclo que pode ser vivido com saúde e qualidade. A presença de especialistas dedicados ao tema reforça a importância de ampliar o debate e oferecer suporte adequado às mulheres que atravessam essa transição.

“A menopausa pode ser uma fase de redescoberta e força, desde que a mulher tenha orientação e apoio”, conclui Fabiane Araújo.

Para mais informações, a especialista compartilha conteúdos educativos em seu perfil: https://www.instagram.com/drafabianearaujo

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