A dor é uma das principais queixas dos pacientes em tratamento oncológico, independentemente do estágio da doença. Nos quadros mais avançados, essa dor tende
a se intensificar, impactando diretamente a qualidade de vida, o estado emocional e até a capacidade funcional do paciente.
Nesses cenários, é comum o uso contínuo de múltiplos medicamentos analgésicos, incluindo opioides potentes como a morfina, muitas vezes em doses elevadas.
Embora eficazes, esses medicamentos podem trazer efeitos colaterais importantes, além de riscos relacionados a interações medicamentosas e dependência.
O que muitos pacientes ainda desconhecem é que, com acompanhamento especializado, existem alternativas além do tratamento medicamentoso. A medicina da dor, especialmente na interface
com a neurocirurgia, tem evoluído para oferecer abordagens mais direcionadas e, em muitos casos, menos invasivas.
Grande parte dos tratamentos intervencionistas da dor é realizada com agulhas ou pequenas incisões, permitindo abordagens precisas e recuperação rápida. Em
alguns casos, podem incluir procedimentos cerebrais minimamente invasivos. Muitas vezes, o alívio da dor é imediato.
Entre essas técnicas, destaca-se a cordotomia percutânea, tema de estudo e atuação do neurocirurgião Marcus Vinicius de Morais. Nesse procedimento, uma agulha
é introduzida na região cervical da coluna, guiada por imagem, até alcançar a medula espinhal. Por meio de radiofrequência, o médico realiza uma lesão controlada nas vias nervosas
responsáveis pela transmissão da dor, impedindo que o sinal chegue ao cérebro. Trata-se de uma intervenção precisa, indicada principalmente para dores intensas e localizadas, com potencial
de proporcionar alívio significativo e reduzir a necessidade de opioides.
Neste estudo publicado no European Journal of Surgical Oncology, intitulado “Cordotomy for pain control and opioid reduction in cancer patients: A cancer center 11-year experience”, foi analisado a eficácia dessa técnica ao longo de 11 anos.
Os resultados demonstraram uma redução expressiva da dor, além de diminuição significativa no uso de opioides. Esses achados reforçam o papel das intervenções
neurocirúrgicas como ferramentas importantes no manejo da dor oncológica, especialmente em casos refratários ao tratamento convencional.
Destaque na medicina da dor: Dr. Marcus Vinicius de Morais
Entre os autores do estudo está Marcus Vinicius de Morais, médico neurocirurgião, mestre e professor de pós-graduação médica, reconhecido por sua atuação no tratamento clínico e cirúrgico das dores
crônicas, incluindo aquelas associadas ao câncer.
Ao longo de sua trajetória, Dr. Marcus Vinicius de Morais consolidou-se como referência na área de neurocirurgia da dor, com uma carreira marcada pelo compromisso em reduzir
o sofrimento dos pacientes e melhorar sua qualidade de vida.
Sua atuação vai além da prática clínica. Ele também tem papel relevante na formação de novos médicos, atuando como professor e
coordenador de módulo na Pós-Graduação de Intervenção em Dor do Cetrus (Faculdade Sanar Cetrus), considerado o maior centro de especialização médica do Brasil.
No Norte do Paraná, contribuiu diretamente para a estruturação de serviços especializados no tratamento da dor crônica, ampliando o acesso tanto na rede pública
quanto privada de saúde.
Dr. Marcus Vinicius de Morais também se destaca por sua produção acadêmica, com publicações em revistas médicas nacionais e internacionais de
relevância, abordando temas como dor oncológica, uso de canabinoides e doenças neurológicas raras.
Além disso, é autor de capítulos de livros em obras importantes da área médica, incluindo:
Tratamento da dor oncológica
Etiologia da dor neuropática
Estratégias de farmacoterapia antálgica
Seu compromisso com a disseminação do conhecimento se estende à participação ativa em congressos médicos, programas de televisão e atividades
educacionais, sempre com o objetivo de ampliar o acesso a tratamentos eficazes e qualificar a prática médica.
Segundo o Dr. Marcus, o controle adequado da dor em pacientes oncológicos vai muito além do alívio físico. Reduzir a dor permite diminuir o uso de medicamentos,
minimizar efeitos adversos, reduzir visitas ao pronto-socorro e melhorar significativamente o bem-estar geral.
Mais do que isso, representa devolver ao paciente uma sensação de dignidade, autonomia e qualidade de vida em momentos particularmente delicados.
A evolução das técnicas intervencionistas, aliada ao trabalho de especialistas como o Dr. Marcus Vinicius de Morais, reforça um princípio essencial da medicina:
o paciente deve estar sempre no centro do cuidado.