Minha Casa, Minha Vida 2026: Novas regras, valores de imóveis e tudo o que mudou

Minha Casa, Minha Vida 2026: Novas regras, valores de imóveis e tudo o que mudou

Aldair dos Santos
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Divulgação

O programa Minha Casa, Minha Vida 2026 inivia com atualizações significativas que prometem facilitar o acesso à casa própria para milhões de brasileiros. Com o reajuste das faixas de renda e novos tetos para o valor dos imóveis, o programa agora abrange desde famílias de baixa renda até a classe média alta.

Confira as principais mudanças e como elas impactam quem planeja financiar um imóvel este ano.

Novas Faixas de Renda Familiar

O governo federal atualizou os critérios de participação. A principal novidade é a consolidação da Faixa 4, voltada para famílias com rendimentos mais elevados, ampliando o leque de beneficiários:

  • Faixa 1: Renda mensal bruta de até R$ 2.850.

  • Faixa 2: Renda entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700.

  • Faixa 3: Renda entre R$ 4.700,01 e R$ 8.600.

  • Faixa 4: Renda entre R$ 8.600,01 e R$ 12.000.

Qual o valor máximo do imóvel em 2026?

Para acompanhar a valorização do mercado imobiliário, os limites de venda das unidades foram elevados. Agora, é possível encontrar imóveis financiados pelo programa com valores mais competitivos em grandes capitais:

  1. Imóveis para Faixas 1 e 2: O teto varia entre R$ 255 mil e R$ 275 mil, dependendo da região e do tamanho do município.

  2. Imóveis para Faixa 3: O limite subiu para R$ 350 mil.

  3. Imóveis para Faixa 4: Unidades de até R$ 500 mil agora podem ser enquadradas nas condições de juros do programa.

Isenção para beneficiários do Bolsa Família e BPC

Uma das regras mais importantes que permanece em vigor em 2026 é a quitação total do imóvel para famílias da Faixa 1 que recebem o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesses casos, o beneficiário recebe a chave do imóvel sem precisar pagar as prestações mensais, desde que o contrato seja via recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial).

Taxas de Juros e Subsídios

As taxas de juros do MCMV continuam sendo as menores do mercado, começando em 4% ao ano para famílias de baixa renda nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, o subsídio (parte do valor do imóvel paga pelo governo) pode chegar a R$ 55.000, funcionando como um desconto direto no valor da entrada.

Como se inscrever?

Para as famílias das Faixas 2, 3 e 4, o processo é feito diretamente com a construtora ou em agências da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Já para a Faixa 1, é necessário manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e aguardar a abertura de inscrições na prefeitura da sua cidade.

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