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O excesso de exercício, quando desprovido de estratégia e organização, pode comprometer a adaptação do organismo e acelerar o desgaste físico e psicológico.

A ideia de que treinar mais significa, necessariamente, melhores resultados continua a ser uma das premissas mais enraizadas no universo do fitness. No entanto, essa lógica raramente se traduz em ganhos reais de saúde — e, em muitos casos, produz precisamente o efeito inverso.

Segundo Nilton Bala, referência no treino em Portugal e na Europa, o excesso de exercício, quando desprovido de estratégia e organização, tem conduzido um número crescente de praticantes a estados persistentes de desgaste físico e psicológico, frequentemente acompanhados por frustração decorrente da ausência de progressão.

“Existe hoje uma cultura de intensidade sem direção. As pessoas aumentam o volume de treino, mas não melhoram a qualidade do estímulo — e, por isso, evoluem menos.”

Num contexto em que o acesso ao treino se democratizou de forma significativa, assiste-se igualmente à proliferação de abordagens desestruturadas. Treinos aleatórios, falta de método e uma estrutura comprometida contribuem para práticas contínuas, mas desprovidas de eficácia adaptativa.

Nilton Bala, que mantém colaborações com marcas internacionais como a Puma e Erakulis e a marca de suplementação Zumub , sublinha que o problema não reside na dedicação, mas na ausência de um racional metodológico que sustente o processo.

“O treino exige critério. Sem uma estratégia devidamente estruturada, o organismo não adapta — acumula fadiga e reduz a sua capacidade de resposta.”

A abordagem defendida por Nilton Bala enquadra-se numa perspetiva contemporânea do treino, orientada para a longevidade, privilegiando não apenas a performance imediata, mas a capacidade de sustentar saúde, funcionalidade e resiliência ao longo do tempo.

Num cenário ainda amplamente dominado por objetivos estéticos, impõe-se uma reconfiguração do papel do treino enquanto instrumento de promoção de saúde a longo prazo.

“Hoje, a questão já não é quanto se treina, mas com que critério, com que intenção e com que horizonte.”

“Sem enquadramento estratégico, o treino deixa de ser um vetor de longevidade e transforma-se, progressivamente, num processo cumulativo de desgaste fisiológico e frustração.

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