A nova pirâmide alimentar representa uma mudança significativa na forma de orientar a alimentação. O modelo deixa de focar apenas em grupos e porções e passa a priorizar a qualidade dos alimentos, o grau de processamento e o padrão alimentar como um todo, em resposta ao avanço da obesidade, do diabetes e das doenças cardiovasculares.
Para a nutricionista Marina Levy, da Sellene MegaDiet, a principal mudança é conceitual. “Dois alimentos do mesmo grupo podem ter efeitos metabólicos completamente diferentes. A ciência mostrou que qualidade pesa mais do que a simples contagem de porções.”
A nova abordagem se alinha ao Guia Alimentar para a População Brasileira e valoriza alimentos in natura e minimamente processados. A recomendação deixa de ser “quanto comer” e passa a ser “de onde vem o alimento”. Carboidratos integrais, frutas, leguminosas e tubérculos ganham destaque por sua densidade nutricional, enquanto produtos refinados e ultraprocessados ficam no topo da pirâmide, associados a maior risco de doenças crônicas.
“Padrões alimentares baseados em comida de verdade reduzem o risco cardiovascular, independentemente das calorias totais”, explica.
O grau de processamento é central nesse novo modelo. Alimentos naturais promovem maior saciedade e melhor controle metabólico, enquanto ultraprocessados concentram açúcar, gorduras refinadas e sódio, sendo relacionados ao aumento da mortalidade.
Nesse contexto, os suplementos não substituem a alimentação. “O suplemento ajuda em uma dieta incompleta. Em caso de dúvida, o indicado é procurar um especialista para a melhor orientação”, afirma Marina.