Duas embarcações que protagonizaram a disputa pelo título do Super 40 em Ilhabela agora estarão sob a mesma bandeira. O Onda, anteriormente comandado por Eduardo Souza Ramos, foi adquirido pelo projeto Phytoervas 4Z e passa a se chamar Onda Phytoervas. A novidade marca uma nova etapa para a equipe, que reúne o campeão e o vice da competição realizada durante a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela de 2026 e se prepara para o Brasileiro de Oceano.
A próxima prova será a 76ª Santos–Rio, com largada em 22 de outubro. O Phytoervas 4Z chega à disputa como atual campeão, assim como ao Circuito Rio, previsto para ocorrer entre 30 de outubro e 2 de novembro. A equipe tem co-patrocínio da Galápagos Capital e da Raff Infra.
A aquisição do Onda acrescenta uma nova alternativa ao projeto, que tem no 4Z um de seus principais barcos. Tricampeão do Super 40 em Ilhabela, o Phytoervas 4Z também venceu a Santos–Rio e o Circuito Rio em 2025.
Marcelo Bellotti, integrante da equipe, afirma que será necessário avaliar como os velejadores se adaptam à nova configuração. “Vamos ver como nos adaptamos. Afinal, temos também um grande barco, que é o 4Z. É até difícil afirmar qual fórmula é melhor”, afirma.
O potencial da união ficou evidente nos resultados mais recentes. Na Semana Internacional de Vela de Ilhabela de 2026, o Onda conquistou o primeiro lugar no Campeonato Super 40, deixando o Phytoervas 4Z com o vice-campeonato. A incorporação permite que os dois barcos sigam no mesmo projeto esportivo.
A experiência por trás do Onda
Antes de integrar a estrutura do Phytoervas, o Onda esteve ligado à trajetória de Eduardo Souza Ramos, que participou da idealização da classe Soto40. Criada para favorecer disputas entre veleiros de projeto padronizado, a categoria teve seu desenho naval desenvolvido pelo argentino Javier Soto Acebal.
O modelo foi construído pelo estaleiro argentino MBoats e concebido para a vela de competição. De acordo com as especificações originais, o Soto40 tem cerca de 40 pés, 12,30 metros de comprimento, 3,75 metros de largura e deslocamento de 4.200 quilos. As dimensões dizem respeito ao projeto de série e não necessariamente refletem a configuração atual das embarcações que disputam provas da ORC.
Bellotti atribui parte da qualidade competitiva do Onda ao trabalho realizado por Eduardo de Souza Ramos na preparação do veleiro. Para ele, o conhecimento do antigo proprietário sobre o projeto e os detalhes técnicos da embarcação representa um diferencial.
“Ele sabe trazer pequenos grandes detalhes que fazem a diferença. Na vela oceânica, para além de velejar, o projeto é muito importante, e o Eduardo sabe orquestrar isso muito bem”, explica Bellotti.
A chegada do novo barco também amplia as alternativas estratégicas do grupo. Depois de construir uma trajetória de resultados com o Phytoervas 4Z, a equipe terá pela frente o desafio de conhecer melhor o Onda Phytoervas e integrar a embarcação à sua rotina competitiva. Na avaliação do velejador, a movimentação consolida a presença do time no cenário nacional. “Aumenta nosso protagonismo na vela oceânica do Brasil”, resume.
Preparação no Guarujá e estreia em outubro
Os primeiros trabalhos com a nova embarcação estão programados para o Guarujá, onde a equipe realizará um treino de reconhecimento nos dias 17 e 18 deste final de semana. Depois dessa etapa, o Onda Phytoervas fará sua estreia oficial na 76ª Santos–Rio, em 22 de outubro.
A meta é repetir o resultado de 2025, quando o Phytoervas 4Z venceu a regata. A sequência de competições será completada pelo Circuito Rio, entre 30 de outubro e 2 de novembro. Nas duas provas, a equipe defenderá o status de atual campeã.
Oito barcos e títulos em três classes
O Phytoervas reúne oito barcos nas classes Star, Snipe e ORC e mantém participação em eventos olímpicos, sul-americanos e de vela oceânica. O projeto é apontado como o mais longo e consistente da vela brasileira.
Na temporada de 2025, conquistou o vice-campeonato geral da Semana Internacional de Vela de Ilhabela e o tricampeonato no Soto40. Também venceu a tradicional Regata Santos–Rio e o Circuito Rio, além de acumular títulos individuais em campeonatos nacionais e sul-americanos nas classes Star e Snipe.
Sobre a Phytoervas
Criada em 1986, a Phytoervas nasceu com a proposta de oferecer beleza natural para os cabelos. A marca segue o conceito de Cosmética Integral, que envolve a extração de ativos da natureza em sua forma mais pura, com responsabilidade e respeito ao meio ambiente.
Pioneira na criação do shampoo sem sal, a empresa mantém uma trajetória de inovação e desenvolveu um portfólio totalmente vegano e cruelty-free, sem parabenos, sulfatos ou corantes. Sua atuação ultrapassa o segmento capilar e inclui produtos para cuidados corporais e para a casa. Os itens são comercializados no e-commerce www.phytoervas.com.br.
Sobre a Galápagos Capital
A Galápagos Capital é uma companhia global de investimentos que disponibiliza soluções financeiras interconectadas para pessoas, famílias e negócios. Criada em 2019 por executivos seniores com vasta experiência de mercado, possui um grupo econômico com mais de 400 profissionais, distribuídos em onze escritórios no Brasil e unidades em Miami, Genebra e Abu Dhabi. A empresa conta com mais de 50 mil investidores e cerca de R$ 40 bilhões sob gestão.
Sobre a Raff Infra
A RAFF Infra é uma empresa brasileira do setor de infraestrutura dedicada à energia limpa e a soluções sustentáveis. Seus investimentos estratégicos envolvem o desenvolvimento e a operação de ativos que contribuem para diversificar a matriz energética e estimular o crescimento socioeconômico do país.