Especialistas do IBDOR esclarecem um dos principais mitos sobre a doença e anunciam a criação do Ambulatório de Saúde Óssea em Brasília
“Mas doutor, a osteoporose dói?”
A pergunta é frequente nos consultórios e revela uma das maiores dúvidas da população sobre a doença. Embora esteja associada ao enfraquecimento dos ossos e ao aumento do risco de fraturas, a osteoporose, por si só, não provoca dor. O alerta é do Instituto Brasileiro de Dor (IBDOR), que em breve inaugurará o Ambulatório de Saúde Óssea em sua unidade da Asa Norte, em Brasília.
A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo caracterizada pela perda progressiva da densidade e da qualidade dos ossos. De forma silenciosa, o organismo passa a reabsorver mais tecido ósseo do que consegue formar, tornando o esqueleto mais frágil e suscetível a fraturas.
Segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF), uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos sofrerão pelo menos uma fratura relacionada à fragilidade óssea ao longo da vida.
“O maior equívoco é acreditar que a osteoporose causa dor diretamente. A doença evolui de forma silenciosa e, muitas vezes, o primeiro sinal é justamente uma fratura. O que dói são as consequências da fragilidade óssea, especialmente quando ocorrem fraturas vertebrais, de quadril ou de punho”, explica o médico especialista em dor, Dr. Carlos Gropen.
As chamadas fraturas por fragilidade podem ocorrer em situações simples do dia a dia, como uma queda da própria altura, uma torção leve ou até mesmo durante movimentos rotineiros, como abaixar-se para pegar um objeto.
Além da dor, as fraturas relacionadas à osteoporose podem comprometer significativamente a qualidade de vida, especialmente entre os idosos. Fraturas de quadril, por exemplo, estão associadas à perda de autonomia, redução da mobilidade e aumento do risco de complicações clínicas.
Para a reumatologista Dra. Patrícia Noronha, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais.
“A osteoporose é uma doença silenciosa, que normalmente não apresenta sintomas antes da primeira fratura. Por isso, é essencial identificar precocemente os fatores de risco e iniciar medidas preventivas que envolvem acompanhamento médico, alimentação adequada, atividade física e, quando necessário, tratamento medicamentoso”, destaca.
Novo Ambulatório de Saúde Óssea
Com o objetivo de ampliar o cuidado especializado aos pacientes com osteoporose e outras condições relacionadas à saúde óssea, o IBDOR lançará em breve o Ambulatório de Saúde Óssea na unidade da Asa Norte.
O serviço contará com uma equipe interdisciplinar formada por reumatologista, nutrólogo, enfermagem e educadora física, oferecendo uma abordagem integrada para prevenção, diagnóstico e tratamento da fragilidade óssea.
“A proposta é olhar para o paciente de forma completa. A saúde dos ossos depende não apenas de medicamentos, mas também de nutrição adequada, prática de exercícios, prevenção de quedas e acompanhamento contínuo. Nosso objetivo é evitar que a primeira fratura aconteça”, reforça Dra. Patrícia Noronha.
Segundo Dr. Carlos Gropen, conscientizar a população sobre a doença é um dos principais desafios.
“Quando conseguimos diagnosticar a osteoporose antes da ocorrência de uma fratura, temos uma oportunidade valiosa de preservar qualidade de vida, independência e funcionalidade. Esse é o grande propósito do novo ambulatório”, conclui.
Sobre o IBDOR
O Instituto Brasileiro de Dor (IBDOR) é referência em atendimento multidisciplinar para diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes com dor crônica e condições associadas. A instituição reúne especialistas de diversas áreas da saúde para oferecer cuidado integral e personalizado.