Especialistas alertam para possibilidade de casos importados e defendem mobilização da sociedade para evitar novos surtos
A condição de país livre do sarampo conquistada pelo Brasil nas últimas décadas não elimina a necessidade de vigilância constante. Com a realização da Copa do Mundo e o aumento da circulação internacional de pessoas, a Sociedade Cearense de Pediatria (SOCEP) alerta para o risco de reintrodução da doença no território nacional.
A preocupação tem fundamento nos surtos registrados em países como Estados Unidos, Canadá e México, que vêm contabilizando milhares de casos nos últimos meses. O intenso fluxo de visitantes entre continentes aumenta a possibilidade de importação do vírus, especialmente em um cenário global de desafios relacionados à cobertura vacinal.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode provocar complicações severas, incluindo hospitalizações, sequelas permanentes e até mortes. Crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da infecção.
Para discutir os desafios relacionados à prevenção da doença, a Sociedade Cearense de Pediatria promoverá uma mesa de discussão reunindo profissionais de saúde, gestores públicos, especialistas e representantes da imprensa. O objetivo é fortalecer o debate sobre vigilância epidemiológica, vacinação e comunicação responsável como instrumentos fundamentais para impedir a volta da circulação do vírus no Brasil.
A entidade lembra que a vacina contra o sarampo pode ser aplicada em pessoas de um a 59 anos de idade e segue sendo a principal forma de prevenção.
Segundo o presidente da SOCEP, Dr. João Borges, manter a caderneta de vacinação atualizada continua sendo a medida mais segura e eficiente para proteger a população e preservar os avanços conquistados pela saúde públic
a brasileira.