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Especialista alerta que métricas de vaidade mascaram a falta de gestão sobre resultados

Curtidas, seguidores e visualizações continuam sendo usados como indicadores de sucesso por muitas pequenas empresas no ambiente digital. O problema é que esses números raramente estão conectados a indicadores de venda, o que cria uma percepção distorcida de crescimento.

Na prática, muitas empresas investem em marketing digital sem acompanhar dados fundamentais do próprio negócio. Isso faz com que o empreendedor saiba quantas pessoas curtiram uma publicação, mas não consiga responder quantos clientes foram gerados a partir daquela ação.

Com a digitalização acelerada das operações, a presença online se tornou praticamente obrigatória para qualquer empresa. Ainda assim, grande parte dos pequenos negócios opera sem domínio das próprias métricas comerciais, o que compromete a eficiência das estratégias digitais.

Para Gustavo Teixeira Ignácio, especialista em alavancagem tecnológica e negócios, esse é um dos principais gargalos do marketing atual. “A maioria das empresas tem acesso a muitos dados, mas não sabe quais realmente importam. Existe uma confusão enorme entre engajamento e resultado. Curtida não paga conta. O que sustenta o negócio é venda”, afirma.

Segundo ele, o erro começa quando o desempenho é medido apenas por métricas superficiais, como alcance e número de seguidores, sem acompanhamento de indicadores que mostram a real performance da estratégia, como taxa de conversão, custo de aquisição de cliente e retorno sobre investimento.

“Visibilidade é importante, mas não é resultado. Se a empresa não consegue transformar atenção em receita, ela está construindo audiência, não um negócio sustentável”, explica.

A popularização das redes sociais e das ferramentas de marketing digital criou a impressão de que basta estar presente online para gerar vendas. No entanto, a ausência de planejamento estratégico e de leitura de dados costuma levar ao desperdício de tempo e recursos.

Muitos pequenos negócios entram no ambiente digital sem definir público-alvo, posicionamento ou jornada de compra. Sem essas definições, as campanhas até geram tráfego e interação, mas apresentam baixa conversão.

Outro efeito comum é a busca por conteúdos virais ou tendências momentâneas que geram alcance, mas não atraem o cliente ideal para a empresa.

Para Gustavo Ignácio, o marketing digital eficiente depende de três pilares: dados, posicionamento e conversão.

“Não adianta gerar tráfego se você não entende quem está chegando e como transformar esse interesse em venda. O marketing precisa estar conectado ao processo comercial da empresa”, diz.

Isso inclui estruturar funis de venda, acompanhar métricas financeiras e ajustar estratégias com base no comportamento do consumidor. Também exige uma mudança de mentalidade do empreendedor, que precisa sair da lógica da visibilidade e passar a olhar para indicadores de negócio.

 

“O empresário precisa parar de perguntar quantas curtidas teve e começar a perguntar quanto faturou a partir daquela ação. Quando a empresa aprende a ler os próprios dados, o marketing deixa de ser aposta e passa a ser gestão”, conclui.

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