Rio Branco - 15/10/2026 - Foto feita em 14/09/2026 - O preço do querosene de aviação (QAV) acumula alta de 74% desde o início de março, pressionado pelas tensões no Oriente Médio. Em outubro, a Petrobras reajustou o combustível em 11,76%, elevando o preço médio para R$ 6,24 por litro. O aumento pressiona os custos das companhias aéreas, com reflexos nas passagens, no turismo e no bolso da população.
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Isso corresponde a um aumento de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior.A Petrobras anunciou reajuste médio de 7,2% no querosene de aviação vendido às distribuidoras, a partir deste domingo (1°).

Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76%, ou 0,65 centavos por litro.

A estatal tem participação de cerca de 85% na produção do QAV nacional, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

De acordo com a companhia, o reajuste se deve ao aumento da cotação internacional do combustível, "em um cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países." 

desde o início do conflito no Oriente Médio. Aqui, o valor é reajustado mensalmente. A Petrobras ressalvou, em nota, que as variações acumuladas no Brasil são menores do que as observadas no mercado internacional, onde os reajustes chegam a ser diários,

A companhia disse também que segue uma "fórmula paramétrica prevista em contrato", que vem amortecendo as oscilações de curto prazo, "resultando em reajustes mais moderados do que os observados internacionalmente." 

Apesar disso, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do QAV nos custos operacionais das companhias brasileiras subiu de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio. 

Com informações do site: Agência Brasil.

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