Uma embalagem, um preço competitivo e a promessa de bons resultados não são suficientes para garantir que um produto de limpeza profissional seja adequado para uso. A identificação de saneantes irregulares pela Anvisa, que proibiu nesta sexta-feira (23) a fabricação e a comercialização de diferentes produtos, coloca em evidência a importância da origem, dos controles de produção e da regularização sanitária.
As irregularidades identificadas incluem itens sem registro ou notificação e produtos fabricados por empresas que não atendem às exigências de regularização. Para estabelecimentos comerciais e industriais, o episódio reforça a necessidade de incorporar critérios técnicos à seleção dos produtos químicos utilizados no dia a dia.
Andréa Stacco, responsável pela gestão e pelo relacionamento com clientes da Veneza, chama a atenção para os fatores que devem ser considerados antes da aquisição. “Quando uma empresa compra um produto de limpeza profissional, não está comprando apenas um líquido dentro de uma embalagem. Existe uma responsabilidade por trás: quem fabrica, como fabrica, quais controles existem e se aquele produto está regularizado para a finalidade proposta. Preço e rendimento são importantes, mas não podem ser os únicos critérios”, afirma.
A regularização depende da classificação sanitária de cada produto. A Anvisa enquadra os saneantes em duas categorias de risco: a primeira abrange, por exemplo, determinados detergentes e limpadores de uso geral, que precisam ser notificados antes da comercialização. A segunda reúne itens com maior potencial de toxicidade, ação antimicrobiana ou finalidades específicas e exige registro.
A qualidade do processo produtivo também interfere na resposta obtida durante a limpeza. Segundo Valdir Stacco, responsável pelo desenvolvimento técnico das formulações, a escolha dos ingredientes e o controle das etapas de fabricação são determinantes para a previsibilidade do desempenho. “Um produto profissional precisa entregar resultado dentro de parâmetros conhecidos. Formulação, matéria-prima e controle de produção interferem no comportamento da química e, consequentemente, no resultado obtido na operação.”
Antes de fechar uma compra, o consumidor profissional deve verificar quem fabrica o produto, para qual finalidade ele é indicado, como deve ser aplicado e diluído e se atende às exigências sanitárias pertinentes. Essas informações podem ser confrontadas com a consulta pública de saneantes regularizados disponibilizada pela Anvisa, que também publica alertas sobre produtos irregulares.
O cuidado é importante porque os saneantes clandestinos não passaram pela avaliação sanitária da Agência. Conforme o alerta da Anvisa, o uso desses produtos pode estar associado a irritações, queimaduras, dificuldades respiratórias e intoxicações.
A experiência no setor é um dos aspectos da atuação de Andréa e Valdir Stacco, que trabalham há mais de 33 anos no desenvolvimento de soluções para limpeza profissional. Na Veneza, eles contam com laboratório próprio para formular produtos voltados às necessidades específicas de operações comerciais e industriais.