Com a chegada do Carnaval o alerta para a prevenção ganha força como parte essencial do cuidado com a saúde sexual. Em um período marcado por maior circulação de pessoas e aumento das relações ocasionais, a informação se torna uma aliada fundamental.
Entre as opções disponíveis, o preservativo feminino ainda é pouco conhecido, apesar de oferecer proteção eficaz contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez não planejada. Utilizado internamente, ele funciona como um método de barreira que se ajusta ao canal vaginal e também protege a região externa da genitália. “Quando usado corretamente, o preservativo feminino é tão eficaz quanto o masculino e, em alguns casos, pode oferecer uma proteção adicional por cobrir a vulva”, explica a professora de ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira.
Outro diferencial é a autonomia. O método pode ser colocado horas antes da relação sexual, evitando interrupções, e não é feito de látex, o que o torna uma alternativa segura para pessoas com alergia ao material. “É uma opção confortável, segura e que amplia o protagonismo da mulher na prevenção”, destaca a especialista.
Mitos e desinformação ainda dificultam a adesão ao método. Segundo Madalena, não há evidências de que o preservativo feminino cause infecções, corrimentos ou alterações no pH vaginal quando utilizado de forma adequada. O método também pode ser associado a outros anticoncepcionais e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
8 das pPrincipais dúvidas sobre o preservativo feminino respondidas pela ginecologista
- “O preservativo feminino protege tanto quanto o masculino?”
Sim. Quando usado corretamente, ele é tão eficaz quanto o masculino e pode oferecer proteção adicional ao cobrir a região externa da genitália.
- “Pode ser usado junto a outro método anticoncepcional?”
Sim. Ele pode ser associado a métodos hormonais ou ao DIU, garantindo dupla proteção: contra ISTs e contra a gravidez.
- “ Ele pode ser colocado antes da relação sexual?”
Sim. O preservativo feminino pode ser inserido horas antes do contato sexual, o que facilita o uso e evita interrupções.
- “ É indicado mesmo para quem tem alergia ao látex?”
Sim. O método é feito de poliuretano, não de látex, sendo indicado para pessoas com sensibilidade ao material.
- “Ele pode causar infecção ou alterar o pH vaginal?”
Não é comum. Quando utilizado corretamente, o preservativo feminino não provoca infecções nem alterações no pH.
- “Existe risco dele falhar?”
Como todo método contraceptivo, existe risco, especialmente em casos de uso inadequado. Por isso, a orientação profissional é importante.
- . “Ele protege contra todas as ISTs?”
Protege contra as ISTs transmitidas por contato sexual, reduzindo significativamente o risco de transmissão.
- “Quem usa DIU pode utilizar o preservativo feminino?”
Sim. Não há contraindicação. O método pode ser usado como proteção adicional contra ISTs.
Em datas simbólicas como o Carnaval e o Dia Internacional do Preservativo, a atenção se volta para um ponto essencial: prevenção, informação e escolhas conscientes são fundamentais para uma vida (não apenas sexual) mais segura.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.