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Projetos que Decolam — A Engenharia Espacial em Prática e Alta Performance
A engenharia aeroespacial é, por natureza, um campo onde precisão, inovação e multidisciplinaridade se encontram para transformar teoria em tecnologia de ponta. Neste universo desafiador, Pedro Cupertino vem se consolidando como uma referência emergente, combinando visão analítica, domínio técnico e criatividade aplicada ao design e à simulação de sistemas aeroespaciais complexos.
Projetar sistemas para ambientes extremos, sejam eles a 35 mil pés de altitude ou fora da órbita terrestre, exige mais do que fórmulas e cálculos. É preciso compreender profundamente como cada componente interage com forças aerodinâmicas, térmicas, estruturais e de propulsão. A atuação de Pedro Cupertino nesse cenário mostra como a engenharia espacial vai além da sala de aula e se concretiza em projetos reais, de motores avançados a aeronaves voltadas para transporte de satélites.
Motores V12 e Wankel com 3DEXPERIENCE
Pedro projetou individualmente dois motores completos, um V12 e um Wankel rotativo, utilizando o 3DEXPERIENCE, simulando o funcionamento interno com conexões cinemáticas e resolvendo interferências em mais de 70 componentes no total. Esses projetos demonstram seu domínio em modelagem 3D, montagem funcional e validação de sistemas mecânicos complexos.
Digital Twin de Drones para a Força Aérea dos EUA
No laboratório de UAVs do National Institute for Aviation Research (NIAR), Pedro colaborou com a Dassault Systèmes no desenvolvimento de variantes de drones para o programa USAF Digital Twin. Ele modelou mais de 100 peças, criou dicionários de configuração e aplicou parâmetros e relações para simular diferentes configurações operacionais, alinhando engenharia digital a requisitos do Departamento de Defesa.
Avaliação Aerodinâmica de Perfis de Asa
Em estudo realizado na Wichita State University, Pedro participou da análise de desempenho de perfis aerodinâmicos com simulações em JavaFoil e aplicação de teorias clássicas. O projeto avaliou coeficientes de sustentação, arrasto e momento, gerando visualizações técnicas para 10 ângulos de ataque, dados essenciais para o projeto de asas e superfícies de controle. Esses dados são cruciais para o desempenho e estabilidade de veículos aéreos, sejam drones, planadores ou aeronaves espaciais reutilizáveis.
Projeto de Aeronave para Transporte de Satélites
Durante sua passagem pela Embry-Riddle, Pedro Cupertino integrou a equipe que projetou uma aeronave capaz de transportar 6 satélites e até 11 passageiros, com alcance de 2.850 milhas náuticas. Ele utilizou MATLAB para otimizar variáveis críticas de projeto, conciliando carga útil, consumo de combustível e desempenho aerodinâmico. Este projeto exigiu a conciliação entre engenharia orbital e de voo atmosférico, um marco em sua trajetória educacional e técnica.
Design Aerodinâmico de Planadores
Em mais um trabalho de aplicação direta, Pedro liderou a criação da asa e do estabilizador de um planador. Utilizando dados experimentais, simuladores de voo e modelagem no Microsoft Excel e PowerPoint, sua equipe conquistou a segunda maior distância em voo de teste, validando na prática a eficiência do projeto.
Resultados Reais e Impacto Acadêmico
Todos esses projetos não foram apenas exercícios acadêmicos, foram experiências aplicadas que simularam demandas reais da indústria aeroespacial, com exigência de excelência técnica, pensamento crítico e entrega mensurável. Pedro se destacou por sua capacidade de resolver problemas complexos de engenharia com autonomia; simular e otimizar sistemas com precisão digital e comunicar e documentar seus projetos de forma clara, técnica e estratégica.
Pedro Cupertino não apenas domina os fundamentos da engenharia espacial, ele os aplica de forma prática, precisa e orientada para a inovação. Seus projetos revelam um engenheiro preparado para os desafios técnicos da nova corrida espacial, da mobilidade aérea avançada e da revolução digital na aviação.
Com esse histórico, Pedro representa uma nova geração de engenheiros aeroespaciais prontos para elevar a engenharia além da estratosfera, com os pés na tecnologia e os olhos no futuro.
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Brasileira é eleita para comando do Programa Hidrológico da Unesco
A engenheira Cristiane Collet Battiston, diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), foi eleita nesta sexta-feira (28) presidenta do Conselho do Programa Hidrológico Intergovernamental (PHI) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

É a primeira vez, em cinco décadas de existência do programa, que uma mulher assume a presidência do colegiado — marco considerado histórico para a hidrologia e para a própria Unesco.
O PHI é a principal plataforma de cooperação internacional da agência para temas relacionados à água, reunindo países-membros em iniciativas que estimulam políticas públicas baseadas em evidências científicas.
A eleição ocorre em um momento em que a gestão dos recursos hídricos ganha destaque nas discussões globais, especialmente após a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, onde foi reiterada a importância da água para estratégias de mitigação e adaptação à emergência climática.
Cristiane Battiston tem trajetória reconhecida na área. Engenheira civil, com mestrado e doutorado em hidrologia, atuou no Ministério do Planejamento e Orçamento e na Casa Civil da Presidência da República. Em setembro, assumiu vaga na Diretoria Colegiada da ANA. Seu mandato à frente do Conselho do PHI vai até 2027.
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Jovens negros chegam à universidade, mas não ao mercado de trabalho
Pesquisa Juventudes Negras e Empregabilidade mostra que, embora o acesso de jovens negros à educação tenha aumentado, esse aumento não tem se refletido, na mesma proporção, na inclusão profissional. A pesquisa, divulgada nesta semana na 4ª Conferência Empresarial ESG Racial, em São Paulo, foi elaborada pelo Pacto de Promoção da Equidade Racial em parceria com a Fundação Itaú.

O Índice ESG de Equidade Racial da Juventude Negra (IEERJN), utilizado no estudo, em 2023, era de aproximadamente -0,38 para Pós-Graduação e -0,29 para Ensino Superior. Quanto menor o índice, maior o descolamento entre educação e inclusão profissional. Já o Ensino Fundamental Completo registrava -0,01 (próximo à equidade) e o Fundamental Incompleto, cerca de +0,15.
“O Brasil está formando uma geração de jovens negros altamente qualificados, mas o mercado ainda não os absorve com equidade. Isso representa não apenas uma injustiça social, mas também uma perda econômica: estamos desperdiçando produtividade e inovação”, afirmou Gilberto Costa, diretor-executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial.
Segundo a pesquisa, a exclusão racial é mais acentuada nas profissões de maior remuneração, especialmente em engenharia, direito e tecnologia. Os dados mostram que jovens negros com ensino fundamental incompleto ou completo permanecem mais próximos da equidade racial ao longo dos anos, enquanto aqueles com maior escolaridade enfrentam barreiras maiores. O padrão detectado reforça a segregação ocupacional, que mantém pessoas negras predominantemente em cargos de baixa hierarquia e remuneração.
“O acesso à educação é fundamental para reduzir desigualdades. Porém, ainda que um profissional negro tenha a mesma formação de um profissional branco, esbarra em barreiras como o racismo no ambiente corporativo. A educação, sozinha, não é suficiente para promover equidade racial. É necessário enfrentar o racismo estrutural”, acrescentou Costa.
Jovens negras
O estudo mostra que a desigualdade é ainda maior sob a perspectiva de gênero. Mulheres jovens negras ocupam a base da hierarquia dos salários, e estão entre as que mais realizam trabalho doméstico não remunerado e são mais expostas à gravidez em idade precoce.
O IEERJN das mulheres jovens negras por escolaridade (RAIS) era, em 2023, -0,33 na Pós-Graduação; -0,31 no Ensino Superior; e -0,37 no Ensino Médio. No entanto, o índice aponta que, quando superam as barreiras de acesso à universidade, as jovens negras com ensino superior completo possuem melhores resultados em relação aos outros níveis analisados, com um histórico mais consistente de crescimento.
“Historicamente, as mulheres negras recorrem ao empreendedorismo como forma de sustentar as suas famílias, diante das dificuldades encontradas no mercado formal. Mesmo quando elas conseguem concluir o ensino superior e conquistar maior mobilidade social, não necessariamente estão em uma situação favorável. Muitas vezes, ainda precisam lidar com salários menores e dificuldade de acesso a cargos de liderança”, destacou Costa.
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Cartórios fazem neste sábado mobilização por proteção à pessoa idosa
Cartórios em várias capitais e cidades do país promovem neste sábado (29) a Jornada Notarial 2025 – Proteger o Futuro é Planejar o Presente, uma ação nacional de cidadania voltada à proteção das pessoas idosas e à conscientização sobre a importância do planejamento pessoal e patrimonial. A iniciativa é do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) e suas seccionais estaduais.

Durante a jornada, tabeliães de todo o país estarão em locais públicos oferecendo orientação jurídica gratuita sobre escrituras de autocuratela, escrituras declaratórias de manifestação de vontade e atos de planejamento sucessório, como testamento e doação em vida de bens imóveis com usufruto para conscientizar a sociedade sobre a importância dos atos que garantam autonomia e segurança na terceira idade.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil, a campanha nasce amparada pelo Provimento nº 206/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reforça a relevância desses instrumentos para evitar conflitos e assegurar que a vontade do cidadão seja respeitada mesmo em situações de eventual incapacidade.
Autocuratela
A escritura de autocuratela, feita em cartório, no qual o idoso estipula quem deverá responder pelos cuidados de sua saúde e de seus bens, deverá ser obrigatoriamente consultada pelos juízes ao julgarem casos de incapacidade de idosos e nomeação de eventual curador – pessoa responsável por administrar o patrimônio e cuidar da saúde destas pessoas. Os atos ficarão armazenados na Central Notarial dos Cartórios de Notas (Censec).
Na jornada, os interessados poderão deixar registrado seu interesse em realizar as escrituras, que por sua vez poderão ser feitas presencialmente nos cartórios de notas ou pela plataforma digital e-Notariado. Os tabeliães lançarão o ato em campo específico na CENSEC, que passa a ser referência obrigatória para os magistrados na definição do curador, medida que impede que pessoas idosas sejam entregues ao cuidado de alguém que não escolheram.
“Importante destacar que, apesar deste novo regramento, permanece válida a regra do artigo 1.775 do Código Civil brasileiro, que determina que o cônjuge ou companheiro não separado é o curador do outro. Caso falte o cônjuge ou companheiro, considera-se curador legítimo o pai ou a mãe e, na falta destes, o descendente que se demonstre mais apto. Entre os descendentes, o de grau mais próximo precede ao mais remoto. Não havendo nenhum dos enumerados acima, a escolha do curador competirá ao juiz, que deverá considerar e observar a vontade expressada pela pessoa em cartório”, acrescenta o Colégio Notarial do Brasil – seção Rio de Janeiro (CNB/RJ).
Para o CNB/RJ, a nova regra do CNJ vem em um momento de crescimento da população idosa e de aumento das violações.
“Entre 2020 e 2023, foram mais de 408 mil notificações de maus-tratos, além de outras 150 mil denúncias registradas pelo Disque 100 nos três primeiros meses deste ano”, diz o CNB/RJ.
A presidente do CNB/RJ, Edyanne Moura da Frota Cordeiro, explica que a escritura de curatela é feita perante um tabelião ou seu substituto legal. “Será feita uma entrevista com o médico, vai ter uma ata notarial de constatação do estado mental da pessoa. Essa entrevista com o médico será gravada em vídeo, geralmente geriatra, psiquiatra ou neurologista. Também serão ouvidos familiares como cônjuges, filhos, irmãos, sobrinhos. Um juiz vai homologar essa ata para certificar que foram cumpridos todos os requisitos. Fazendo em cartório, é muito mais rápido que entrar na Justiça”, disse Edyanne.
Já a escritura declaratória de vontade, também conhecida como testamento vital, serve para a pessoa que está em plena capacidade mental e quer controlar seu futuro escolher os cuidados paliativos em uma doença terminal, se quer ficar respirando por aparelhos, escolher seu curador, entre outros atos.
No Rio, a jornada será na Praça Saens Peña, na Tijuca, das 9h às 14h. A iniciativa em São Paulo ocorrerá das 8h às 15h, no Shopping Metrô Santa Cruz, loja 217 (próximo ao Lavoisier, no piso Passarela). Em Brasília, a ação ocorrerá no Venâncio Shopping, das 10h às 16h.



