Obesidade vai além da balança e envolve fatores genéticos, emocionais e comportamentais
Quanto o assunto é saúde, muito se fala sobre a epidemia de obesidade no Brasil e no mundo. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, de 2019, o número de pessoas com mais de 20 anos e com obesidade no Brasil mais que dobrou, passando de 12% para 26% entre 2003 e 2019, o que representa cerca de 41 milhões de pessoas, ou 1 a cada 4 adultos no Brasil.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a obesidade é a segunda maior causa evitável de mortes no mundo, sendo superada apenas pela desnutrição.
Mas, afinal, o que é obesidade?
A obesidade pode ser definida como um quadro clínico estabelecido por uma série de características, em especial relacionadas ao acúmulo excessivo de gordura corporal, com potencial prejuízo à saúde do corpo.
Para fins clínicos, é utilizado o cálculo de IMC (Índice de Massa Corporal), que estabelece uma relação entre a altura do paciente e o seu peso total. Em adultos, um IMC igual ou superior a 30 kg/m² é considerado obesidade, enquanto valores entre 25 e 29,9 indicam sobrepeso.
O cálculo de IMC é utilizado como uma base, pois não leva em conta alguns parâmetros, como porcentagem de gordura e peso da massa muscular. Por esse motivo, os profissionais da saúde utilizam outros índices, como circunferência abdominal e bioimpedância, em conjunto com o IMC, para definir o quadro geral.
A obesidade também pode ser classificada em graus: obesidade grau I (IMC entre 30 e 34,9); grau II (de 35 a 39,9); e grau III (acima de 40). Este último nível é conhecido como obesidade mórbida, por estar associada a riscos elevados à saúde.
Principais causas da obesidade
Justamente por ser um quadro clínico geral da saúde do paciente, as causas da obesidade são multifatoriais. Entre as principais condições, está uma alimentação desbalanceada, rica em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras, especialmente frituras e salgadinhos industrializados.
Aliado à má alimentação, o sedentarismo é um dos fatores que mais influenciam na causa da obesidade. Passar longos períodos sentado, com pouca movimentação e nenhuma atividade física, contribui fortemente para o quadro de obesidade.
Estresse e outros aspectos emocionais, como falta de sono, ansiedade e depressão, também favorecem a obesidade. Por fim, fatores genéticos e hormonais, embora menos presentes no número total de pessoas com obesidade no mundo, como no caso da obesidade monogênica, que abarca cerca de 3% a 5% dos casos mundiais, também não podem ser descartados.
Sinais de alerta e tratamento
Além do aumento de peso corporal e da concentração de gordura na região da barriga, das costas, dos braços e das pernas, a obesidade possui outros sintomas relacionados a energia e sistemas respiratório, cardiovascular e articular.
Sintomas como cansaço, falta de ar, coração acelerado, dores no peito, dores nas articulações, falta de disposição e apneia do sono são indicativos contundentes para um quadro de obesidade.
O tratamento da obesidade deve ser multifatorial, tal qual suas causas. O primeiro passo é se consultar com profissionais da saúde para realizar exames e saber exatamente como estão os níveis de colesterol, glicemia, saúde do coração, articulações, etc.
O segundo passo é investigar as possíveis causas emocionais, através de acompanhamento psicológico profissional. Em conjunto, deve ser feita uma avaliação nutricional, além de realizar atividades físicas.
Em situações de desequilíbrios hormonais, médicos endocrinologistas devem ser consultados, para que possam ser administrados medicamentos para regular e reverter o desequilíbrio. Em alguns casos, quando a perda de peso deve ser maior, os médicos podem recomendar medicamentos inibidores de apetite de forma a acelerar o processo de perda de gordura e auxiliar a reeducação alimentar, considerando o contexto econômico de cada paciente e opções mais indicadas, equilibrando, por exemplo, a indicação do Monjauro e o preço estabelecido.