Com aumento da demanda por melhorias em residências, cresce a procura por materiais de qualidade e profissionais especializados
O setor de reformas residenciais vive um momento de aquecimento no Brasil. Impulsionado por mudanças no estilo de vida, trabalho remoto e valorização do lar como espaço de bem-estar, o número de obras em residências aumentou significativamente nos últimos anos. Essa movimentação aquece a cadeia da construção civil e da decoração, com impactos diretos no comércio de materiais, serviços técnicos e tendências de consumo.
De acordo com dados recentes da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o setor registrou crescimento constante desde 2020, mesmo em meio a instabilidades econômicas. Um dos principais impulsionadores desse movimento foi a maior permanência das pessoas em casa durante a pandemia, o que levou muitas famílias a identificar e priorizar melhorias em seus imóveis. Ambientes mais funcionais, confortáveis e esteticamente agradáveis se tornaram prioridade.
Com isso, aumentou também a busca por profissionais autônomos, pequenas empresas de reforma, arquitetos e designers de interiores. O planejamento de ambientes deixou de ser restrito a grandes obras e passou a incluir intervenções menores, como repaginar um cômodo, trocar revestimentos ou pintar paredes com cores que reflitam mais personalidade.
Nesse cenário, o segmento de acabamentos ganhou força, especialmente na escolha de tintas. A variedade de cores, texturas e acabamentos disponíveis atualmente é muito maior, e consumidores estão mais exigentes quanto à qualidade, durabilidade e sustentabilidade dos produtos. Isso ampliou a visibilidade das melhores marcas de tintas, que passaram a investir em tecnologia, selos ecológicos e soluções personalizadas para diferentes ambientes.
Marcas tradicionais reforçaram suas linhas premium, enquanto fabricantes emergentes têm ganhado espaço com propostas inovadoras, como tintas antimofo, antialérgicas, laváveis ou com acabamento fosco acetinado. O consumidor de hoje pesquisa, compara e exige desempenho, o que eleva o padrão do mercado como um todo.
Além disso, o crescimento das reformas impulsionou as vendas no varejo de materiais de construção, desde lojas físicas até marketplaces especializados. Muitos consumidores optam por comprar os materiais por conta própria, o que exige informação clara sobre os produtos, instruções de aplicação e suporte técnico. Isso também pressiona os fabricantes a inovarem na comunicação e atendimento ao cliente.
As redes sociais têm um papel relevante nesse novo ciclo. Plataformas como Instagram, Pinterest e TikTok se tornaram vitrines para inspirações de decoração, tendências de pintura, antes e depois de ambientes e tutoriais de “faça você mesmo”. Essa exposição aumentou o interesse por transformações estéticas acessíveis e ajudou a popularizar soluções simples, mas de alto impacto visual.
Embora o setor ainda enfrente desafios como a alta nos custos de insumos e a informalidade na contratação de mão de obra, a perspectiva para os próximos anos segue positiva. As reformas deixaram de ser apenas uma resposta a problemas estruturais e se tornaram parte do projeto de qualidade de vida das famílias brasileiras. Casas mais bonitas, funcionais e adaptadas às novas rotinas não são mais vistas como luxo, mas como uma necessidade real.
Com isso, cresce também a responsabilidade dos fabricantes e profissionais da área em entregar soluções duráveis, sustentáveis e bem orientadas. O resultado é um mercado mais competitivo, dinâmico e conectado ao desejo de transformar o lar em um espaço que una conforto, identidade e praticidade.