Segundo estudo, perguntas sobre o que é, como funciona e onde fazer a residência médica lideram as buscas
A formação em Medicina representa apenas o primeiro passo de uma trajetória profissional marcada por atualização constante, alta competitividade e necessidade de diferenciação. Por isso, após a graduação e o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), muitos profissionais optam por ingressar em programas de residência.
Assim, aprofundam conhecimentos práticos, atuam diretamente com pacientes e desenvolvem competências específicas.
Nesse contexto, um estudo analisou quais são as principais dúvidas relacionadas à residência médica. O levantamento foi realizado pela MedCof, preparatório para residência médica que mais aprova, com base no comportamento de busca dos brasileiros ao longo de 2025.
Quais as principais dúvidas dos brasileiros sobre residência médica?
Segundo a pesquisa da MedCof, as dúvidas se concentram, sobretudo, em aspectos como o que é a modalidade de residência médica, seu funcionamento e onde realizar o programa.

O que é residência médica
A residência médica é uma modalidade de pós-graduação para médicos formados com registro ativo no CRM. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), trata-se de um curso de especialização caracterizado pelo treinamento em serviço, com atuação prática supervisionada em instituições de saúde públicas ou privadas.
A Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) regula, supervisiona e credencia os programas, e apenas residências reconhecidas pela CNRM podem utilizar oficialmente essa denominação. Desse modo, asseguram padrões mínimos de qualidade, carga horária definida e reconhecimento profissional ao final do programa.
A residência médica não é obrigatória, já que médicos podem atuar como generalistas após a graduação e o registro no CRM. No entanto, para aqueles que optam pela especialização, o programa oferece uma bolsa mensal, paga pelo governo federal, estadual ou pela própria instituição formadora.
Quanto tempo dura a residência médica
A duração varia conforme a especialidade escolhida. Os programas têm tempo mínimo de dois anos, como ocorre em Clínica Médica e Medicina de Família e Comunidade. Porém especialidades mais complexas exigem períodos mais longos, que podem chegar a cinco anos, caso da Neurocirurgia e da Cirurgia Cardiovascular.
Residência médica: como funciona
A residência médica funciona como uma pós-graduação essencialmente prática, em regime de dedicação exclusiva. Para ingressar, o candidato precisa concluir a graduação em Medicina e ser aprovado em um processo seletivo posteriormente.
As seleções costumam incluir prova teórica e, em alguns casos, etapas práticas, entrevistas ou análise curricular. Após o ingresso, durante o programa, o médico residente atua sob supervisão constante de profissionais experientes, principalmente em hospitais e unidades de saúde.
Entre as atividades, estão atendimentos ambulatoriais, acompanhamento de pacientes internados, participação em plantões, casos de urgência e realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos.
O que significa residência médica
O modelo surgiu nos Estados Unidos, em 1889, com o cirurgião William Halsted. Inspirado por experiências europeias, ele criou um sistema de treinamento prático intensivo, no qual jovens médicos permaneciam praticamente em tempo integral nos hospitais, acompanhando procedimentos e cirurgias.
Como esses profissionais ficavam longos períodos à disposição da instituição, muitas vezes vivendo no próprio hospital, consolidou-se o conceito de “residir” no local de formação, dando origem ao nome residência médica.
Onde fazer residência médica
A escolha depende dos objetivos do candidato. Isso porque instituições diferentes se destacam em áreas específicas, além de apresentarem níveis variados de concorrência, infraestrutura e localização.
Por exemplo, ao pesquisar pelo termo “USP residência médica”, o candidato se depara com uma das instituições mais tradicionais do país, ao lado da Universidade Estadual de Campinas, dos programas vinculados ao SUS-SP, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE).
Qual a residência médica mais concorrida
Embora a concorrência varie de acordo com a instituição e o ano, algumas especialidades tradicionalmente figuram entre as mais disputadas. Dermatologia, Neurocirurgia, Cirurgia Plástica, Oftalmologia, Cirurgia Geral, Ginecologia e Psiquiatria costumam atrair grande número de candidatos, elevando a relação candidato-vaga.
Para que serve a residência médica
A residência médica confere ao profissional o cargo de especialista na área escolhida. Com isso, o médico pode atuar de forma específica em campos como Pediatria, Cardiologia ou Ortopedia.
Sem a residência, o profissional permanece habilitado como médico generalista, atuando em atenção básica, prontos-socorros e clínicas, realizando atendimentos iniciais, prevenção, manejo de doenças comuns e encaminhamento para especialistas, quando necessário.
De modo geral, em um mercado cada vez mais competitivo, o programa oferece prática supervisionada, aprofundamento técnico e especialização profissional.