Resistência e estratégia marcam estreia do Onda Phytoervas na Santos-Rio
Flávio Perez / On Board 360

Vento de até 35 nós, contravento, mudanças nas condições do mar e calmaria nos últimos trechos transformaram a 76ª Regata Santos-Rio em um teste de resistência para o Onda Phytoervas. Depois de administrar os desafios da travessia e tomar decisões para proteger o equipamento e a tripulação, a equipe cruzou a linha de chegada às 11h45min26s deste sábado (24), na região da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro.

O barco terminou em terceiro na ordem de chegada, pouco mais de cinco minutos atrás do Bravo Soto40. O Crioula 52 foi o primeiro a completar o percurso e garantiu a Fita Azul. Os resultados definitivos de cada classe, porém, são estabelecidos pelos tempos corrigidos segundo as regras de rating, e não apenas pela sequência em que os barcos chegam.

Representante do projeto Phytoervas 4Z, com copatrocínio da Galápagos Capital, o Onda Phytoervas iniciou a disputa em Santos na quinta-feira (22). A prova abriu o Brasileiro de Oceano 2026 e exigiu das equipes capacidade de adaptação às condições enfrentadas desde a saída da Baía de Santos.

No caso do Onda Phytoervas, a passagem pelo Canal de São Sebastião, entre Ilhabela e o continente, foi uma das principais decisões da equipe. A rota foi escolhida para preservar o equipamento e permitir que os velejadores descansassem antes de seguir pelo trecho marítimo até o Rio de Janeiro.

Marcelo Bellotti avaliou que a combinação entre planejamento, resistência e paciência teve papel importante para completar o percurso.

“Foi uma regata dura, com vento forte desde a largada e decisões difíceis. Escolhemos passar por dentro do canal de Ilhabela para preservar o equipamento e permitir que a tripulação descansasse um pouco, considerando o mar que sabíamos que encontraríamos lá fora. Fizemos uma passagem muito boa pelo canal e velejamos bem. Foi uma disputa de resistência e paciência, e estamos muito satisfeitos por ter completado”, afirmou Marcelo Bellotti.

A chegada ao Rio também concluiu a primeira participação do Onda Phytoervas na Santos-Rio dentro do projeto. O time segue se familiarizando com o novo barco, que agora faz parte de uma estrutura que inclui o Phytoervas 4Z, vencedor da mesma travessia e do Circuito Rio em 2025.

Sem muito tempo para prolongar a recuperação, a equipe já se prepara para voltar à água entre 30 de outubro e 2 de novembro, quando disputará o Circuito Rio. A competição dá continuidade ao Brasileiro de Oceano, e os próximos dias serão dedicados ao descanso dos velejadores e à preparação do veleiro.

Bellotti afirmou que a experiência acumulada na travessia aumenta a confiança para a próxima etapa, embora a adaptação ao novo equipamento ainda esteja em andamento.

“A Santos-Rio exige muito. O clima no nosso litoral muda bastante, e viver essas mudanças no mar torna tudo mais desafiador. Saímos dessa experiência com uma expectativa alta para o Circuito Rio. Temos um equipamento muito bom, ainda estamos nos acostumando ao barco novo e seguimos confiantes para as próximas regatas”, disse Bellotti.

O Brasileiro de Oceano 2026 é promovido pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), em parceria com o Iate Clube de Santos e o Iate Clube do Rio de Janeiro. O calendário combina a tradicional travessia Santos-Rio com as regatas do Circuito Rio. A prova entre as duas cidades tem peso 1 na pontuação do campeonato e é obrigatória para efeito de classificação, pois não pode ser descartada.

Resultados: Sail Race

O maior projeto da vela brasileira

Nove barcos, três classes e presença em diferentes frentes da modalidade compõem a estrutura do Phytoervas, projeto de longa duração na vela brasileira. A iniciativa atua nas classes Star, Snipe e ORC e mantém velejadores em atividade em competições olímpicas, sul-americanas e de oceano.

Entre os principais resultados de 2025 estão o vice-campeonato geral da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, o tricampeonato no Soto40 e as vitórias na Regata Santos-Rio e no Circuito Rio. O histórico do time inclui ainda títulos individuais em campeonatos nacionais e sul-americanos nas classes Star e Snipe.

Sobre a Phytoervas

A história da Phytoervas começou em 1986, com a proposta de desenvolver produtos voltados à beleza natural dos cabelos. A marca adota o conceito de Cosmética Integral, que envolve o uso responsável de ativos naturais em sua forma mais pura e o respeito ao meio ambiente.

Pioneira no desenvolvimento do shampoo sem sal, a empresa ampliou sua atuação e consolidou uma linha totalmente vegana e cruelty-free. Os produtos são livres de parabenos, sulfatos e corantes. Atualmente, o portfólio inclui soluções para cabelos, cuidados com o corpo e produtos para a casa, disponíveis em www.phytoervas.com.br.

Sobre a Galapagos Capital

A Galapagos Capital oferece soluções financeiras interconectadas para indivíduos, famílias e empresas, com atuação global no mercado de investimentos. A companhia foi criada em 2019 por executivos seniores com vasta experiência no setor.

O grupo econômico conta com mais de 400 profissionais, distribuídos em onze escritórios no Brasil e unidades em Miami, Genebra e Abu Dhabi. A empresa possui mais de 50 mil investidores e aproximadamente R$ 40 bilhões sob gestão.

Sobre a Raff Infra

Brasileira e atuante no setor de infraestrutura, a RAFF Infra concentra suas atividades em energia limpa e soluções sustentáveis. A empresa investe estrategicamente no desenvolvimento e na operação de ativos que ajudam a diversificar a matriz energética e impulsionar o crescimento socioeconômico do país.

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