A eleição presidencial americana de hoje coloca frente a frente Donald Trump e Kamala Harris em uma disputa acirrada, sem um claro favorito, segundo as últimas pesquisas. A contagem de votos terá início às 19h, no horário de Brasília, enquanto o país e o mundo aguardam para saber se Trump garantirá um segundo mandato ou se Harris será eleita a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.
Entre os temas mais debatidos, a imigração ocupa lugar de destaque. Trump mantém seu discurso de endurecimento das políticas migratórias, propondo uma operação histórica de deportações em nome da segurança nacional. Em contraste, Kamala Harris adota uma posição moderada: defende um controle rigoroso nas fronteiras, incluindo barreiras físicas, mas evita a retórica inflamada de seu adversário.
Para o Dr. Vinicius Bicalho, professor de imigração e membro da American Immigration Lawyers Association (AILA), uma vitória de Trump ou Harris não deve provocar grandes mudanças nas políticas voltadas à imigração legal. “Os imigrantes legais contribuem essencialmente para a economia dos EUA,” afirma. Ele aponta, no entanto, uma divisão entre os próprios imigrantes: enquanto alguns brasileiros apoiam a política mais rígida de Trump, outros veem na abordagem de Harris um caminho mais equilibrado.
Com a expectativa de uma corrida decidida nos estados-pêndulo — onde os dois candidatos têm chances reais de vitória —, a eleição deste ano é, em muitos aspectos, um teste para o futuro da política migratória americana e suas implicações para aqueles que buscam realizar o sonho de viver nos EUA.