Economia
SIMEC celebra excelência industrial com a entrega da Comenda “Mérito SIMEC” e a Empresa Destaque do Setor Eletrometalmecânico do Ceará em 2024
Evento homenageará personalidades e empresas que contribuíram para o desenvolvimento do setor industrial cearense.
No próximo dia 5 de dezembro, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará (SIMEC) realizará a tradicional entrega da Comenda “Mérito SIMEC – Sebastião de Arruda Gomes” e a Empresa Destaque do Setor Eletrometalmecânico do Ceará. A solenidade acontecerá às 19h, no salão aberto da cobertura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), reunindo lideranças do setor industrial, autoridades políticas, empresários e representantes da sociedade civil.
Criada em 2012, a Comenda presta homenagem a personalidades e empresas que se destacaram ao longo do ano por suas contribuições à educação profissional, inovação tecnológica e desenvolvimento socioeconômico no estado. Instituída para reconhecer e incentivar iniciativas de impacto no setor eletrometalmecânico, a honraria se consolida como um símbolo de valorização e estímulo à excelência industrial no Ceará.
Nesta edição, três grandes nomes serão agraciados: Aline Ferreira, Vice-Presidente Comercial e Financeira do Grupo Aço Cearense, reconhecida como a melhor executiva do Ceará em 2024 e por sua trajetória de destaque no setor industrial; Ranieri Leitão, Presidente do Sincopeças, pela sua atuação estratégica no fortalecimento da cadeia de suprimentos automotivos e na promoção de avanços no setor automotivo nacional e do associativismo; Para além destes, este ano, o Simec presta homenagem à “Empresa Destaque do Setor Eletrometalmecânico do Ceará” em 2024 para a empresa Brinel Comércio & Serviços, na pessoa do seu presidente, Márcio Carvalho Juaçaba, premiado na nova categoria pela relevância de sua atuação no segmento, inovação e gestão empresarial.
“A Comenda ‘Mérito SIMEC – Sebastião de Arruda Gomes’ é mais do que um reconhecimento, é uma celebração das contribuições de pessoas e empresas que impulsionam o setor industrial do Ceará com inovação, dedicação e compromisso. Essa honraria reforça o papel do SIMEC como incentivador do progresso e do desenvolvimento sustentável em nossa região,” destaca César Barros, presidente do SIMEC.
A escolha dos homenageados é realizada por meio de votação envolvendo membros do SIMEC e representantes do setor industrial, que avaliam o impacto de suas contribuições para o desenvolvimento sustentável, a inovação e o crescimento do setor.
O evento reflete a importância da parceria entre iniciativa privada, entidades de classe e sociedade civil na construção de um setor industrial mais competitivo e inovador. A entrega da comenda também reforça o compromisso do SIMEC, presidido por César Barros, com o fortalecimento das empresas associadas, que somam atualmente 180 filiados. A entidade promove ações de capacitação, suporte jurídico e projetos voltados para a eficiência operacional, consolidando-se como um pilar estratégico para o desenvolvimento industrial do Estado.
Ao longo dos anos, a Comenda “Mérito SIMEC – Sebastião de Arruda Gomes” tornou-se um marco no calendário do setor industrial cearense, destacando e reconhecendo publicamente aqueles que, por meio de suas ações e trajetórias, contribuíram para a evolução da indústria local. Mais do que homenagens, a iniciativa promove um ciclo virtuoso de inovação, sustentabilidade e excelência, alinhando-se aos valores que impulsionam o desenvolvimento econômico e social do Ceará.
A solenidade é aberta à imprensa e oferece uma oportunidade única para destacar as conquistas e contribuições de personalidades que ajudam a moldar o futuro do setor industrial no estado.
Serviço
O quê: Solenidade de entrega da Comenda “Mérito SIMEC – Sebastião de Arruda Gomes” e homenagem à Empresa Destaque do Setor Eletrometalmecânico do Ceará.
Quando: 5 de dezembro de 2024, às 19h
Onde: Salão aberto da Cobertura da FIEC – Fortaleza, CE
Mais informações: @simec.sindicato
Economia
Banco Central lança portabilidade de crédito no open finance
A partir do início do próximo ano, os clientes poderão transferir empréstimos de uma instituição financeira para outra de forma mais rápida e digital, em busca de juros mais baixos ou prestações menores. O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (28) a inclusão do serviço de portabilidade de operações de crédito no open finance, sistema financeiro aberto.

A novidade estará disponível ao público em geral a partir de fevereiro de 2026, começando pela modalidade de crédito pessoal. Nos meses seguintes, a portabilidade pelo open finance será estendida às demais modalidades de crédito.
Atualmente, consumidores podem pedir a portabilidade de empréstimos, mas o processo é considerado burocrático e pouco eficaz. Segundo o BC, o novo modelo não substitui as regras em vigor, mas acrescenta uma alternativa mais ágil, apoiada no compartilhamento padronizado de dados entre bancos e fintechs.
Em nota, o BC afirmou que a mudança deve “eliminar assimetrias de informação e barreiras operacionais”, além de tornar o processo mais eficiente. Com o open finance, o prazo máximo para conclusão das operações passará de cinco para três dias úteis — redução válida apenas para solicitações feitas dentro do ambiente digital do sistema.
Processo digital e maior concorrência
A operação será totalmente digital, realizada pelos aplicativos das instituições financeiras. O BC avalia que a automatização deve reduzir erros, custos e ampliar o acesso dos consumidores a ofertas de crédito mais vantajosas.
De acordo com o diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, a proposta aproveita a infraestrutura do open finance para ampliar a concorrência no crédito.
“O que estamos fazendo é levar os benefícios do sistema para a portabilidade, com facilitação da troca de informações e melhor experiência para o cliente”, disse.
Implementação gradual
A Resolução Conjunta nº 15/2025, que formaliza a mudança, foi aprovada na quinta-feira (27) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas só foi explicada nesta sexta-feira pelo BC. A resolução permitirá a realização de testes restritos com a portabilidade do open finance, antes de fevereiro de 2026.
Após a liberação da portabilidade para crédito pessoal, o cronograma prevê testes para crédito consignado do setor público federal em agosto de 2026, com lançamento ao público em novembro. Outras modalidades de empréstimo serão incorporadas posteriormente.
O BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) afirmam que a nova portabilidade digital deve ampliar o alcance do open finance e aprofundar a integração entre instituições financeiras, com foco na melhoria da experiência do usuário.
O que é o open finance
Também chamado de sistema financeiro aberto, o open finance permite que clientes autorizem o compartilhamento de seus dados financeiros entre diferentes instituições. Na prática, o consumidor pode levar seu histórico bancário para outros bancos, movimentar contas em plataformas distintas e acessar serviços personalizados, com mais segurança, padronização e conveniência. O objetivo é aumentar a competição no mercado e facilitar o acesso a produtos financeiros mais vantajosos.
Economia
Brasil faz acordo de exportações com Filipinas, Guatemala e Nicarágua
O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com Filipinas, Guatemala e Nicarágua para aumentar exportações de produtos agropecuários para esses países.

Nas Filipinas, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de gordura bovina, insumo utilizado na indústria de alimentos e na produção de energia de baixo carbono, especialmente o diesel verde e o sustainable aviation fuel (SAF).
Entre janeiro e outubro de 2025, o país do sudeste asiático importou quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários do Brasil.
Na Nicarágua, as autoridades fitossanitárias autorizaram o Brasil a exportar sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos para a agricultura tropical, que contribuem para o aumento da produtividade e a redução da dependência de fertilizantes minerais. Entre janeiro e outubro de 2025, a Nicarágua importou cerca de US$ 55 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
Já na Guatemala, o governo brasileiro obteve autorização fitossanitária para exportar arroz beneficiado. Em 2025, até outubro, o país importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
“Os resultados reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, incluindo itens de maior valor agregado”, disse em nota o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Economia
Projeto contra devedor contumaz separa joio do trigo, diz secretário
No dia seguinte à operação “Poço de Lobato”, que mirou sonegação fiscal de R$ 26 bilhões do Grupo Refit, do setor de combustíveis, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que o projeto que tramita no Congresso contra devedores contumazes pode combater esse tipo de crime.

“Para a gente melhorar o tratamento para os bons contribuintes, é preciso separar o joio do trigo”, disse o secretário.
No caso do grupo que foi alvo da investigação da Receita, o crime envolvia um esquema para sonegação de tributos, evasão de divisas e ocultação de patrimônio.
Ele concedeu, nesta sexta (28), entrevista à Voz do Brasil, produzida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O secretário da Receita salientou que são devedoras contumazes as pessoas que se utilizam da atividade empresarial ou da estrutura para não pagar tributo e com isso ter uma vantagem competitiva.
“No meio desse esquema todo, está um dos maiores devedores contumazes do Brasil, um grupo econômico cujo negócio principal é não pagar tributo”, explicou Robinson Barreirinhas.
“Pequena minoria”
Estariam no rol dos devedores contumazes aproximadamente mil contribuintes, dentre mais de 20 milhões de empresas brasileiras.
“É uma pequena minoria, mas que causa um estrago enorme em determinados setores”, afirma.
Barreirinhas esclarece que um empresário pode ficar eventualmente inadimplente ao ter dificuldade e não conseguir pagar tributos.
“Pode acontecer com qualquer um. Ele não é um devedor contumaz. Nós estamos falando daquele empresário que abre a empresa com a intenção de não pagar tributo”.
Por isso, o governo defende uma legislação mais dura contra esse tipo de crime.
“A dívida tem que ser superior a R$ 15 milhões e esse valor tem que ser superior ao patrimônio da empresa”, ponderou. Outra intenção do projeto, segundo o secretário, seria que a concorrência entre as empresas ficasse mais saudável. “Estamos falando dos devedores contumazes que devem mais de R$ 200 bilhões”.
O governo não tem expectativa de receber o dinheiro sonegado para os cofres públicos em função de que são empresas abertas sem patrimônio nenhum. “O que nós queremos é tirar elas do mercado e abrir espaço para que o bom empresário possa atuar”, ressaltou.


