Sucesso internacional, “Pulmões” reestreia no Rio e discute amor, clima e escolhas da vida moderna

Sucesso internacional, “Pulmões” reestreia no Rio e discute amor, clima e escolhas da vida moderna

Redação ImprensaBR
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Divulgação

Sucesso de crítica nacional e internacional, a tragicomédia “Pulmões”, do premiado dramaturgo inglês Duncan Macmillan, retorna aos palcos cariocas em curta temporada no Teatro Fashion Mall, em São Conrado. As apresentações começam dia 14 de março, com sessões aos sábados, às 19h, e domingos, às 17h.

A montagem brasileira é dirigida pela premiada Miwa Yanagizawa e estrelada pelos atores Giulia Grandis e Thiago Mello, casal na vida real, juntos há 14 anos e casados desde 2019. No palco, eles dão vida a personagens que vivem um relacionamento duradouro e se veem diante de um questionamento simples, mas profundo: devem ou não ter filhos?

A partir dessa pergunta, levantada durante uma ida ao supermercado, o espetáculo conduz o público por uma conversa que se expande para temas urgentes da contemporaneidade, como crise ambiental, responsabilidade social, pressões familiares e o medo de repetir padrões dos próprios pais.

Enquanto o planeta enfrenta o aquecimento global e mudanças ambientais cada vez mais evidentes, o casal analisa se são pessoas boas o suficiente para colocar uma criança no mundo. Entre reflexões sobre consumo consciente, estilo de vida e expectativas sociais, a peça constrói uma narrativa inteligente, sensível e bem-humorada sobre as escolhas que moldam uma vida.

Estreada originalmente em 2011, a obra se tornou um dos textos contemporâneos mais montados no teatro internacional. O autor Duncan Macmillan recebeu o prêmio Off West End 2013 de Melhor Nova Peça, consolidando o sucesso da dramaturgia.

A montagem carioca foi idealizada pelos atores Giulia Grandis e Thiago Mello, integrantes da companhia Dois Sem Cia. Giulia conta que conheceu o texto em 2019, logo após se casar, quando começou a ouvir com frequência perguntas sobre maternidade.

“Comecei a me perguntar mais seriamente se queria ou não ter filhos, se tinha esse instinto ou o desejo de deixar um pedaço meu no mundo. A peça começa exatamente com esse questionamento”, lembra a atriz.

Alguns anos depois, após enfrentar um problema de saúde que exigiu exames e uma cirurgia, o tema voltou com ainda mais força, motivando o casal a buscar os direitos da obra e finalmente levá-la ao palco.

Para a diretora Miwa Yanagizawa, o texto de Macmillan lança um olhar crítico e bem-humorado sobre as relações humanas contemporâneas e sobre os modelos de família que ainda predominam na sociedade.

“Estamos representando uma relação ansiosa por corresponder ou escapar da ideia de família ideal. Aos poucos estamos quebrando padrões, mas a imagem da família perfeita ainda é muito presente”, explica.

A encenação aposta em uma linguagem não realista, conduzida pela interpretação dos atores e por uma dinâmica que atravessa diferentes momentos do relacionamento do casal. O cenário, assinado pela diretora de arte Teresa Abreu, conta com projeções de slides com imagens de festividades familiares dos anos 1970, enquanto a trilha sonora original composta por Azullllllll amplia a atmosfera emocional do espetáculo.

Após conquistar público e crítica em temporadas anteriores, “Pulmões” retorna ao Rio reforçando seu caráter especial: um encontro entre dramaturgia premiada, direção consagrada e a química genuína de um casal que divide a vida e o palco.

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