Tem dinheiro no pé da carteira?

Tem dinheiro no pé da carteira?

Redação ImprensaBR
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* Ellyot Mackenzie

 

As tecnologias atuais calcadas na ANÁLISE DE CRÉDITO DOS DEVEDORES e na verificação de INFORMAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS dos elementos que compõem a carteira de crédito são suficientes para suportar as modificações, quase que genéticas, no comportamento sócio financeiro dos devedores no momento atual do mercado mundial?

Essa pergunta deveria ser feita dezenas de vezes a cada moeda investida na aquisição de carteiras de crédito para recuperação financeira, ou nas operações de fornecimento de crédito.

Tem se a visão, aliás visão caoticamente míope, que o MERCADO DE RECUPERAÇÃO FINANCEIRA e fornecimento de créditos através de EMPRÉSTIMOS PESSOAIS, são procedimentos diametralmente opostos. Estas relações são opostas em matéria de tempo e funcionalmente equivalentes no processo de COMPROMETIMENTO FIDUCIÁRIO.

Vamos acompanhar o caso da Sra. Maria Gastância que não tem nenhum débito para pagar em 12 parcelas de R$ 1.000,00 até as 12hs de um dia qualquer, as doze horas e hum segundo uma linha de crédito é liberada para ela comprar um bem qualquer no valor de 12 parcelas de R$ 1.000,00. Sabe o que isso significa?

Que um segundo foi suficiente para a Sra. Maria Gastância passar a ter um débito de R$ 12.000,00 que deve ser recuperado em um ano.  Exatamente como se ela tivesse um débito no passado e ela negociasse para pagar em 12 parcelas de R$ 1.000,00.

Ou seja, o que separa a CONCESSÃO DE CRÉDITO da RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO neste caso foi um lapso temporal de UM SEGUNDO.

Agora vem a grande pergunta Sua Empresa consegue detectar que a Sra. Maria Gastância comprometeu todo seu saldo financeiro em um segundo e que ela não tem a mais nenhum recurso para assumir novos compromissos?

Esta pergunta é a máxima da psique da empresa de crédito. Pois em um segundo todo o escopo financeiro de nossa personagem inverteu-se. Com as ferramentas de mercado não existe visibilidade em nada, pois as empresas estão olhando os dados individuais como fotografias analógicas que nunca se atualizam.

As empresas estão dirigindo em alta velocidade numa pista que se estreita continuamente e com o agravante que o piloto toma suas decisões olhando pelo espelho retrovisor.

Nada disso importa pois podemos realizar empréstimos com uma com taxa de inadimplência superior a 30% AO MÊS, bastando distribuir aos pagadores uma taxa básica e amigável superior a 12% AO MÊS DE JUROS. Genial solução derivada da síndrome de Lex Luthor que tem feito inúmeras empresas basearem suas PROJEÇÕES FINANCEIRAS NA LUCRATIVIDADE CANIBAL destinada aos que pagam.

Esse processo que em plena época da inteligência artificial, da digitalização fonética, do autoatendimento e em mais uma coleção de modismos não compreendidos faz com que os resultados sejam obtidos na distribuição do prejuízo para os adimplentes.

A única coisa que surge desse ciclo é a infindável quantidade de empresas fornecendo crédito para negativados e consolidando nova INOVADORA MODALIDADE DE CRÉDITO ”Crédito para o negativado do negativado” que em pouco tempo pelo plagio da mediocridade diante da tabela periódica da desgraça financeira mais uma  INOVADORA MODALIDADE DE CRÉDITO ”Crédito para o negativado do negativado super negativizado das galáxias” Um ciclo contínuo do aumento do juro pela concessão de crédito como a última salvação para os afogados no oceano das dívidas inconcebíveis.

O fato invisível aos geniais do Rolex falso é que “UM INDIVÍDUO TER CRÉDITO” não significa que ele irá honrar qualquer compromisso, pois mesmo um relógio parado acerta as horas duas vezes ao dia. Lembre-se o CRÉDITO é baseado no comportamento histórico, que se transforma a cada segundo.

O importante é tratamos os indivíduos pela sua ADIMPLÊNCIA em relação aos compromissos assumidos no presente, projetando seu comportamento em relação ao cumprimento do contrato, atualizando os dados individuais pelo menos duas vezes antes do vencimento de suas parcelas e interagindo com este devedor a cada momento que se faça necessário.

Uma operação financeira independente de seu direcionamento, recuperação ou concessão, os pragmáticos modelos cognitivos são os únicos capazes de transpor conceitos como intenção, desejo, priorização, comportamento social, engajamento financeiro e tantos outros atributos que constituem a personalidade e os hábitos financeiros de um indivíduo através de formulações matemáticas, no contexto intrínseco de uma operação fiduciária.

Tentar quantificar o valor real de uma carteira de crédito para securitização, valores a serem disponibilizados para crédito e/ou executar operações de recuperação de crédito sem a utilização da MÉTRICA DE ADIMPLÊNCIA, dos fatores intangíveis, dados não estruturados ou da métrica do comportamento social é inadmissível, mas o praticado por todo um segmento.

Esse comportamento não absorvente as tecnologias cognitivas e a métrica de adimplência se aproxima do processo de plantar uma CARTEIRA VAZIA e esperar que a árvore FRUTIFIQUE LUCROS. Quando na realidade teremos uma maravilhosa colheita de notas promissórias sem valor algum e mais empresas falidas no SISTEMA HORTIFRUTI FINANCEIRO.

 

* Ellyot Mackenzie, Chief of Digital Information Cognitive Financial Systems na 4Mooney.

www.4mooney.com

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