Educação
Termina nesta sexta-feira prazo de inscrição para o Encceja 2025
Termina nesta sexta-feira (2) o prazo de inscrição para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2025.
As provas destinadas a quem busca certificação do ensino fundamental e médio serão aplicadas em 3 de agosto, em todos os estados e no Distrito Federal.
Para participar, é necessário ter 15 anos completos no dia de realização das provas e não ter concluído o ensino fundamental.
Para a certificação do ensino médio, é necessário ter 18 anos completos e não ter concluído a última etapa da Educação Básica.
As inscrições devem ser realizadas online na Página do Participante após informar CPF e data de nascimento. Também é necessário cadastrar endereço de e-mail único e válido e um número de telefone fixo ou celular válido, além de indicar a Unidade da Federação e o município onde deseja realizar a prova.
No processo de inscrição é preciso ainda indicar a instituição certificadora, secretaria estadual de educação ou o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia para o qual deseja solicitar o certificado de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio.
Para finalizar, o participante deverá preencher corretamente o questionário socioeconômico.
As solicitações de atendimento especializado também encerram hoje, e as de tratamento pelo nome social estarão abertas até 5 de maio.
A partir deste ano, além dos atendimentos especializados disponibilizados nos anos anteriores, passou a ser possível a identificação de participantes com diabetes na inscrição.
As provas são aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no mesmo dia, com duração de quatro horas pela manhã e cinco horas à tarde. Os exames são divididos em quatro áreas do conhecimento:
Para o ensino fundamental:
- Ciências Naturais;
- matemática;
- língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação;
- história e geografia.
Para o ensino médio:
- Ciências da natureza e suas tecnologias;
- matemática e suas tecnologias; linguagens,
- códigos e suas tecnologias e redação;
- ciências humanas e suas tecnologias.
O exame também pode ser usado para certificação de níveis de ensino. A emissão dos certificados de ensino fundamental, médio ou declaração de proficiência é responsabilidade das secretarias estaduais e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia que aderiram ao processo do Encceja junto ao Ministério da Educação.
Educação
Escolas de SP usam quadrinhos, conversas para ensino da história afro
Redes de ensino de todo o país adaptaram os currículos e processos formativos para cumprir a legislação brasileira desde o ano de 2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da educação infantil ao ensino médio, mas questões religiosas e a falta de diálogo ainda representam um entrave, mesmo com mais de 20 anos. 

Em pleno mês da Consciência Negra, por exemplo, uma escola da rede pública paulista presenciou a entrada de policiais armados após um pai ter chamado os agentes pelo fato de a filha ter feito um desenho de orixá em uma atividade escolar. O caso foi criticado pelos pais, comunidade escolar e políticos.
Para atender à legislação, as escolas na capital paulista são abastecidas om obras com temática étnico-racial. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, foram adquiridos 700 mil exemplares em 2022, entre obras infantis, juvenis e adultas.
As unidades também passam por processos formativos e contam com documentos de referência, como o documento “Orientações Pedagógicas: Povos Afro-brasileiros”, que traz diretrizes para subsidiar práticas de valorização das histórias e culturas afro-brasileiras, indígenas e migrantes.
“As ações são acompanhadas pelo Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEER), responsável por apoiar as unidades educacionais na implementação de práticas antirracistas e na integração desse acervo ao Currículo da Cidade”, informou a secretaria à Agência Brasil, em nota.
No âmbito estadual, as orientações ao corpo docente ocorrem pelo Programa Multiplica Educação Antirracista, conduzido pela Coordenadoria de Educação Inclusiva (COEIN) e da EFAPE (Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação). Desde 2024, 6,8 mil professores passam pela formação sobre cultura e religiosidade africanas.
“Essa implementação assegura que os conteúdos sejam incorporados à rotina escolar como parte essencial da formação histórica e cultural dos estudantes”, explicou a Seduc-SP.
“Eu não trabalho religião, eu ensino cultura”
Há mais de duas décadas, a professora Núbia Esteves leciona geografia para estudantes dos ensinos fundamental e médio. Premiada por sua atuação na preservação da memória escolar e do bairro onde se localiza a EMEF Solano Trindade, no Jardim Boa Vista, periferia da zona oeste de São Paulo, ela aplica o ensino da cultura afrodescendente em sua disciplina e em projetos interdisciplinares.
“Eu não trabalho religião. Eu trabalho os orixás fora da questão religiosa, considerando a questão cultural. Abordo os arquétipos culturais, a mitologia, com uma mitologia comparada”, explica.
Nas aulas da docente, os alunos aprendem como os orixás expressam características humanas e comparados a símbolos de outras crenças, como a proximidade entre Iansã e a deusa grega Atena, entre Oxum e Afrodite, entre Xangô e Zeus.
“Acabo fazendo um debate, porque povos tão diferentes criam mitos tão parecidos. E incluo o tema na concepção que estes povos têm sobre, por exemplo, a importância da preservação do meio ambiente e da importância que ele tem para a humanidade. Mostro como orixás que protegem o mar (Iemanjá), as matas (Oxóssi) e outros elementos da natureza”.
Outra estratégia da docente é o uso de quadrinhos ou registros audiovisuais. “Dá para trabalhar com literatura, ler trechos de Pierre Verger ou Reginaldo Prandi, por exemplo, e aí criar quadrinhos e cordéis. Uma vez um aluno criou um quadrinho que era um orixá, conversando com um deus grego. É dessa maneira que eu começo a trabalhar, uso os quadros do Caribé, de mestre Didi e aí eu vou trazendo isso, sem trabalhar necessariamente a relação deles com as religiões”, conta a professora.
Rodas de conversa também fazem parte do currículo, momento de reflexão dos alunos sobre ética, convivência e valores individuais.
No entanto, a professora Núbia Esteves relata que já foi questionada por estudantes, por estaria tratando de religião em sala.
“Falo para eles que não é essa questão, que o trabalho com os orixás é uma forma cultural e não religiosa. Apresento eles como parte da história, da arte, da literatura, da formação do Brasil, e que é uma herança que veio do continente africano, junto com as pessoas. Do mesmo jeito que a escola estuda a mitologia grega, as lendas indígenas, os santos em festas populares, também a gente pode trabalhar com os símbolos africanos, e que isso (essa resistência) foi construído nas pessoas na questão racial, dentro do racismo, que foi um projeto para que a gente demonizasse tudo que é africano, o que a gente não pode fazer”, pondera.
A cultura de origem religiosa é central para construção de uma educação antirracista, destaca.
“Eu posso trabalhar São João nas festas juninas, dentro de uma cultura popular, Santo Antônio também, nas obras barroco, isso não significa que eu estou falando de religião. Posso falar de todos esses símbolos e não necessariamente falar de religião, e que é importante a gente conhecer, porque a gente vai conhecendo a cultura de um outro povo, a gente vai descolonizando e vai desmistificando e vai sendo menos racista”, conclui a docente.
Educação
Último dia para aproveitar a Afya Med Black
Afya anuncia grande campanha de BlackFriday, com foco em cursos de especialização para médicos
Em um cenário cada vez mais exigente, cresce entre os profissionais de saúde a busca por qualificação contínua e atualização capaz de acompanhar o ritmo acelerado das transformações do setor. Atenta a esse movimento, a Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, apresenta a iniciativa Afya Med Black como parte de seu compromisso em ampliar o acesso a formações médicas especializadas, reforçando seu protagonismo por meio de suas Unidades de Educação Médica, dedicadas exclusivamente à oferta de pós-graduações lato sensu. Distribuídas por todas as regiões do Brasil, essas unidades reúnem médicos de diferentes perfis e especialidades interessados em uma formação prática, atualizada e alinhada às demandas reais do mercado.
Com 38 unidades de graduação e mais de 70 cursos de pós em áreas como Cardiologia, Psiquiatria, Dermatologia e Endocrinologia, a Afya consolidou-se como referência em formação continuada. Os programas têm formato flexível, com metodologias híbridas que permitem ao médico aprofundar conhecimentos e avançar na carreira sem comprometer a rotina de trabalho.
Entre os diferenciais da instituição, destacam-se a oferta de cursos com atendimentos reais em ambulatórios próprios, infraestrutura moderna e um corpo docente formado por especialistas reconhecidos nacionalmente. Essa vivência direta com pacientes, um dos pilares da metodologia da Afya, fortalece a formação clínica e potencializa o impacto social, resultando em mais de 50 mil atendimentos gratuitos realizados anualmente em parceria com o SUS, apenas com a pós.
Afya Med Black
Durante o mês de novembro, a Afya lançou o Afya Med Black, uma ação especial que reúne ofertas exclusivas e por tempo limitado para médicos que desejam impulsionar a carreira por meio de uma pós-graduação. A iniciativa, que apresenta descontos e condições diferenciadas em diversas áreas, consolida o compromisso da instituição com a democratização do ensino médico e com a ampliação do acesso à formação de excelência Para profissionais que planejam avançar na trajetória acadêmica e profissional, este se torna um momento especialmente estratégico.
Entre os destaques do Afya Med Black estão as “ofertas do dia” e as “Terças Relâmpago”, quando cursos selecionados recebem promoções válidas por apenas 24 horas. Todas as condições especiais estão disponíveis exclusivamente na plataforma Afya Educação Médica e contam com vagas limitadas, incentivando que os interessados se planejem e aproveitem as oportunidades dentro do período promocional.
Com a campanha, a Afya evidencia o papel da instituição como parceira do médico ao longo de toda a jornada profissional, oferecendo caminhos acessíveis para uma formação qualificada, atualizada e alinhada às demandas contemporâneas da saúde no Brasil. No Noroeste fluminense a instituição está presente no município de Itaperuna, oferecendo cursos de pós-graduação em áreas como pediatria, psiquiatria, dermatologia, entre outras especialidades.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.
Educação
Belém, Ananindeua e Marituba terão aplicação do Enem 2025 no domingo
Os 95.784 inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 que vivem em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, farão o primeiro dia de provas no próximo domingo (30). O adiamento em relação ao restante do país foi devido à realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém.

Do total de inscritos, 21.775 são concluintes do ensino médio.
Belém concentra o maior número de participantes, com 69.647. Em seguida, está Ananindeua, com 22.183. E Marituba registra 3.954. Os dados são do Painel do Enem, disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do exame.
Cartão de Confirmação
Os inscritos dos três municípios devem verificar o local de prova acessando o Cartão de Confirmação de Inscrição, disponível na Página do Participante, do Inep.
O documento ainda informa o número de inscrição, as datas e os horários das provas, além de indicar se o participante tem direito a atendimento especializado ou ao uso do nome social, quando for o caso.
Procedimentos
O Inep ressalta que todos os procedimentos, orientações e regras permanecem os mesmos adotados na aplicação regular.
Neste primeiro dia, os portões são abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília.
As provas terão duração de 5 horas e 30 minutos: começam às 13h30 e se encerram às 19h.
O fuso horário de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, é o mesmo do de Brasília.
O que levar
Para fazer a prova Enem 2025, o participante deve apresentar um documento de identificação original com foto, emitido por órgãos oficiais, nas versões física ou digital, conforme especificado no edital público.
Apesar de não ser obrigatório, o Inep recomenda levar impresso, também, o Cartão de Confirmação de Inscrição, nos dois dias de exame para facilitar as consultas às informações.
A prova deve ser respondida apenas com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, que deverá ser levada pelo candidato.
1º dia
No domingo, os estudantes da aplicação excepcional do Enem 2025 resolverão 90 questões de múltipla escolha, sendo 45 de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira – inglês ou espanhol, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação) e ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia), além de redação dissertativa-argumentativa.
Isonomia
O Inep garante que as provas das três cidades paraenses terão conteúdos distintos daqueles da aplicação regular, porém com o mesmo nível de dificuldade das demais. O objetivo é garantir equidade e isonomia entre todos participantes do exame.
A equivalência entre as questões, de acordo com o Inep, é possível graças à adoção da metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que permite a comparação entre os resultados de provas diferentes.
A TRI considera para o cálculo da nota do participante a coerência das respostas corretas dele. Este modelo matemático identifica o grau de dificuldade de cada questão.
Notas
As notas finais do exame podem ser usadas para acesso a universidades públicas, em diversas modalidades; para concorrer a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas; para pleitear o crédito estudantil para o pagamento das mensalidades de faculdades privadas; para ingresso sem vestibular em faculdades; para estudar em Portugal; para autoavaliação pelos treineiros; e para certificação de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência nessa etapa do ensino básico.
Os concluintes do ensino médio em 2025 que fazem parte do programa Pé-de-Meia e participarem dos dois dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem receber um incentivo adicional de R$ 200, em parcela única depositada na conta da Caixa Econômica Federal aberta em nome do estudante.

