Tratamento da obesidade exige acompanhamento especializado
Crédito: Halfpoint/istock

O cuidado individualizado ajuda a identificar fatores associados, definir condutas adequadas e reduzir os riscos durante a perda de peso

A busca pelo tratamento da obesidade parece uma solução individual. Começar uma dieta, praticar exercícios e iniciar o processo pode funcionar para algumas pessoas que sofrem com sobrepeso, mas esse não é o único e, muitas vezes, nem o caminho mais fácil para reduzir o número na balança.

Um levantamento feito em 2025 pelo Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) e divulgado pelo Ministério da Saúde destacou que o excesso de peso acomete 47% da população adulta do país. O número é preocupante, principalmente por conta da velocidade de seu aumento. Entre 2006 e 2024, o crescimento da obesidade foi de 118%.

Por ser uma doença crônica e multifatorial, a obesidade nem sempre tem um tratamento único. É preciso fazer um acompanhamento médico e contar com tratamentos que sejam individualizados. Só assim é possível garantir sucesso na redução de peso e diminuir os riscos de reganho.

Tratamento da obesidade e o papel da supervisão profissional

O tratamento contra a obesidade começa quando o profissional inicia o cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) e tira as medidas de cada paciente, além de solicitar exames laboratoriais. Ao fazer isso, ele identifica as doenças e os riscos associados que a obesidade pode causar ao longo dos anos e, quando necessário, já inicia um protocolo de tratamento para além da redução de peso.

Além disso, existe ainda o acompanhamento nutricional, considerando o estilo de vida, os gostos pessoais e até a classe financeira de cada pessoa. Cada um possui um organismo, uma realidade e uma rotina, tudo isso é levado em conta no combate ao sobrepeso.

Essa etapa envolve ainda a ideia de fazer uma reeducação alimentar, já que, independentemente do tratamento para a obesidade indicado, é preciso que o paciente reaprenda a comer melhor e a ter uma rotina mais saudável como um todo. Só assim é possível manter o peso ideal e evitar o reganho ao longo do processo.

Muitas vezes, a obesidade não é causada por uma condição física, mas sim psicológica. Seja por ansiedade, depressão ou outras questões mentais, o paciente passa a comer de forma impulsiva, seja por meio de gatilhos ou da rotina. Nesses casos, o médico é capaz de indicar suporte emocional, com acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Riscos da automedicação e de soluções sem comprovação científica

A reeducação alimentar, quando associada à prática de exercícios físicos, tende a gerar resultados positivos para quem precisa perder peso. Entretanto, em alguns casos, é necessário entrar com medicações que facilitarão ou darão o suporte necessário para o processo.

Existem diversos tipos de medicamentos eficazes que podem auxiliar na perda e na manutenção do peso. O risco está quando eles são tomados por conta própria, sem nenhum tipo de acompanhamento ou indicação especializada.

Fora o contexto do mercado clandestino, onde há riscos de compra de remédios falsificados, sem comprovação de ingredientes, eficácia ou origem, existem ainda riscos para quem toma medicamentos originais, mas sem nenhum tipo de indicação médica.

Diabéticos, hipertensos e pessoas que possuem qualquer outra comorbidade são ainda mais vulneráveis aos efeitos adversos de medicamentos sem orientação profissional. Por isso, exames prévios e orientação individualizada são fundamentais.

Durante as consultas, quando bem orientado, o paciente conhece os caminhos que pode seguir e entende qual tipo de suporte é o melhor para seu caso. Isso ajuda a avaliar opções terapêuticas modernas.

Além disso, questões como o custo do tratamento e a pesquisa sobre tirzepatida e valor devem ser discutidas abertamente no consultório, garantindo previsibilidade e adesão ao protocolo prescrito, evitando o abandono do tratamento.

Encontrou algum erro? Entre em contato