Economia
Tudo em um só lugar: a nova era da organização financeira
Descubra como o open finance contribui para a gestão financeira ao possibilitar o compartilhamento seguro de dados entre diferentes instituições, promovendo maior controle
Gerenciar finanças pessoais pode ser uma tarefa complexa, mas as tecnologias atuais estão simplificando esse processo. A possibilidade de centralizar informações financeiras em uma única plataforma ou aplicativo, por exemplo, vem facilitando a organização de contas, investimentos, metas e orçamentos de maneira prática.
Essa tendência destaca a importância do open finance, que permite que diferentes instituições financeiras compartilhem dados de forma segura, proporcionando uma visão mais clara e integrada das finanças. A seguir, descubra como adotar essa prática e os benefícios que ela pode trazer continuando a leitura.
Por que centralizar as finanças?
Centralizar todas as informações financeiras em um único aplicativo traz praticidade e controle. Com isso, fica mais fácil monitorar gastos, identificar padrões de consumo e encontrar oportunidades de economia.
Além disso, essa centralização facilita o acompanhamento de metas financeiras, como poupar para uma viagem ou quitar dívidas. Ao reunir tudo em um só lugar, a gestão se torna mais eficiente, permitindo decisões mais rápidas e assertivas.
Open finance e a gestão financeira
Open Finance é um sistema que permite o compartilhamento de dados financeiros entre instituições financeiras. Ele está diretamente relacionado à centralização financeira, pois facilita a integração de informações de várias fontes em uma única plataforma.
Funciona da seguinte maneira: ao autorizar o compartilhamento de dados, você permite que a plataforma acesse informações de contas bancárias, investimentos e outros serviços financeiros. Isso resulta em uma visão holística das suas finanças, facilitando a gestão e o planejamento.
Entre os benefícios para a gestão pessoal, destaca-se a capacidade de realizar uma análise mais precisa das finanças, identificando oportunidades de economia e investimento. Também contribui para a maior competitividade entre as instituições financeiras, o que pode gerar melhores serviços e taxas para os consumidores.
Tipos de plataformas para centralizar finanças
Existem vários tipos de plataformas voltadas para a centralização financeira, cada uma com suas características específicas. Os aplicativos de controle de gastos, por sua vez, são focados em monitorar despesas diárias e categorizar gastos, ajudando a manter um orçamento equilibrado.
Já as plataformas de gerenciamento completo oferecem uma visão mais ampla das finanças, incluindo contas, investimentos e metas. Elas geralmente permitem a integração com várias instituições financeiras, proporcionando uma gestão mais integrada.
Como decidir qual é a melhor plataforma para gerenciar suas finanças em um só lugar?
Para escolher uma plataforma de centralização de finanças, é fundamental considerar aspectos como a segurança, já que o usuário estará compartilhando dados sensíveis. A recomendação é verificar se a plataforma utiliza criptografia e outras medidas de proteção para garantir a confidencialidade das informações.
Além disso, é indicado avaliar as funcionalidades oferecidas. Plataformas eficientes costumam oferecer o acompanhamento detalhado de gastos, definição de metas financeiras e integração com diferentes instituições financeiras, garantindo uma gestão centralizada e simplificada das finanças.
Dicas para incorporar a centralização financeira na rotina
Centralizar as finanças no dia a dia é um processo simples, que começa com a revisão regular dos gastos. Estabelecer uma frequência para monitorar esse histórico ajuda a identificar áreas de economia e ajustar o orçamento conforme necessário.
Definir metas financeiras claras, tanto para o curto quanto para o longo prazo, também é um passo importante. Objetivos como poupar para emergências ou investir para a aposentadoria tornam a plataforma ainda mais útil para acompanhar o progresso e fazer ajustes conforme necessário.
A consistência no uso da plataforma pode ser o caminho para uma gestão financeira eficiente. Com o tempo, essa prática se tornará parte da rotina, tornando mais fácil manter o foco e melhorar a saúde financeira.
Cuidados ao usar plataformas de centralização financeira
Independentemente do objetivo financeiro, é importante tomar alguns cuidados ao escolher uma plataforma para centralizar finanças. Verifique se ela adota as melhores práticas de segurança e tem a devida autorização no open finance, o que é fundamental para assegurar a proteção dos seus dados e o controle sobre as informações compartilhadas.
Além disso, é importante usar as funcionalidades da plataforma com consciência. Estar atento às movimentações financeiras e à forma como seus dados são utilizados ajuda a manter o controle e a evitar riscos desnecessários.
Economia
Banco Central lança portabilidade de crédito no open finance
A partir do início do próximo ano, os clientes poderão transferir empréstimos de uma instituição financeira para outra de forma mais rápida e digital, em busca de juros mais baixos ou prestações menores. O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (28) a inclusão do serviço de portabilidade de operações de crédito no open finance, sistema financeiro aberto.

A novidade estará disponível ao público em geral a partir de fevereiro de 2026, começando pela modalidade de crédito pessoal. Nos meses seguintes, a portabilidade pelo open finance será estendida às demais modalidades de crédito.
Atualmente, consumidores podem pedir a portabilidade de empréstimos, mas o processo é considerado burocrático e pouco eficaz. Segundo o BC, o novo modelo não substitui as regras em vigor, mas acrescenta uma alternativa mais ágil, apoiada no compartilhamento padronizado de dados entre bancos e fintechs.
Em nota, o BC afirmou que a mudança deve “eliminar assimetrias de informação e barreiras operacionais”, além de tornar o processo mais eficiente. Com o open finance, o prazo máximo para conclusão das operações passará de cinco para três dias úteis — redução válida apenas para solicitações feitas dentro do ambiente digital do sistema.
Processo digital e maior concorrência
A operação será totalmente digital, realizada pelos aplicativos das instituições financeiras. O BC avalia que a automatização deve reduzir erros, custos e ampliar o acesso dos consumidores a ofertas de crédito mais vantajosas.
De acordo com o diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, a proposta aproveita a infraestrutura do open finance para ampliar a concorrência no crédito.
“O que estamos fazendo é levar os benefícios do sistema para a portabilidade, com facilitação da troca de informações e melhor experiência para o cliente”, disse.
Implementação gradual
A Resolução Conjunta nº 15/2025, que formaliza a mudança, foi aprovada na quinta-feira (27) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas só foi explicada nesta sexta-feira pelo BC. A resolução permitirá a realização de testes restritos com a portabilidade do open finance, antes de fevereiro de 2026.
Após a liberação da portabilidade para crédito pessoal, o cronograma prevê testes para crédito consignado do setor público federal em agosto de 2026, com lançamento ao público em novembro. Outras modalidades de empréstimo serão incorporadas posteriormente.
O BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) afirmam que a nova portabilidade digital deve ampliar o alcance do open finance e aprofundar a integração entre instituições financeiras, com foco na melhoria da experiência do usuário.
O que é o open finance
Também chamado de sistema financeiro aberto, o open finance permite que clientes autorizem o compartilhamento de seus dados financeiros entre diferentes instituições. Na prática, o consumidor pode levar seu histórico bancário para outros bancos, movimentar contas em plataformas distintas e acessar serviços personalizados, com mais segurança, padronização e conveniência. O objetivo é aumentar a competição no mercado e facilitar o acesso a produtos financeiros mais vantajosos.
Economia
Brasil faz acordo de exportações com Filipinas, Guatemala e Nicarágua
O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com Filipinas, Guatemala e Nicarágua para aumentar exportações de produtos agropecuários para esses países.

Nas Filipinas, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de gordura bovina, insumo utilizado na indústria de alimentos e na produção de energia de baixo carbono, especialmente o diesel verde e o sustainable aviation fuel (SAF).
Entre janeiro e outubro de 2025, o país do sudeste asiático importou quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários do Brasil.
Na Nicarágua, as autoridades fitossanitárias autorizaram o Brasil a exportar sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos para a agricultura tropical, que contribuem para o aumento da produtividade e a redução da dependência de fertilizantes minerais. Entre janeiro e outubro de 2025, a Nicarágua importou cerca de US$ 55 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
Já na Guatemala, o governo brasileiro obteve autorização fitossanitária para exportar arroz beneficiado. Em 2025, até outubro, o país importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
“Os resultados reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, incluindo itens de maior valor agregado”, disse em nota o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Economia
Projeto contra devedor contumaz separa joio do trigo, diz secretário
No dia seguinte à operação “Poço de Lobato”, que mirou sonegação fiscal de R$ 26 bilhões do Grupo Refit, do setor de combustíveis, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que o projeto que tramita no Congresso contra devedores contumazes pode combater esse tipo de crime.

“Para a gente melhorar o tratamento para os bons contribuintes, é preciso separar o joio do trigo”, disse o secretário.
No caso do grupo que foi alvo da investigação da Receita, o crime envolvia um esquema para sonegação de tributos, evasão de divisas e ocultação de patrimônio.
Ele concedeu, nesta sexta (28), entrevista à Voz do Brasil, produzida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O secretário da Receita salientou que são devedoras contumazes as pessoas que se utilizam da atividade empresarial ou da estrutura para não pagar tributo e com isso ter uma vantagem competitiva.
“No meio desse esquema todo, está um dos maiores devedores contumazes do Brasil, um grupo econômico cujo negócio principal é não pagar tributo”, explicou Robinson Barreirinhas.
“Pequena minoria”
Estariam no rol dos devedores contumazes aproximadamente mil contribuintes, dentre mais de 20 milhões de empresas brasileiras.
“É uma pequena minoria, mas que causa um estrago enorme em determinados setores”, afirma.
Barreirinhas esclarece que um empresário pode ficar eventualmente inadimplente ao ter dificuldade e não conseguir pagar tributos.
“Pode acontecer com qualquer um. Ele não é um devedor contumaz. Nós estamos falando daquele empresário que abre a empresa com a intenção de não pagar tributo”.
Por isso, o governo defende uma legislação mais dura contra esse tipo de crime.
“A dívida tem que ser superior a R$ 15 milhões e esse valor tem que ser superior ao patrimônio da empresa”, ponderou. Outra intenção do projeto, segundo o secretário, seria que a concorrência entre as empresas ficasse mais saudável. “Estamos falando dos devedores contumazes que devem mais de R$ 200 bilhões”.
O governo não tem expectativa de receber o dinheiro sonegado para os cofres públicos em função de que são empresas abertas sem patrimônio nenhum. “O que nós queremos é tirar elas do mercado e abrir espaço para que o bom empresário possa atuar”, ressaltou.


