“Um soco no rosto de uma mulher com um bebê no colo. Até quando?”, questiona Emidio de Souza após ação de PM em Sorocaba
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Deputado estadual Emidio de Souza (PT) cobrou um posicionamento do Governo de São Paulo após a divulgação de imagens que mostram uma mulher sendo agredida por um policial militar enquanto segurava uma criança no colo.

O deputado estadual Emidio de Souza (PT) utilizou suas redes sociais para cobrar providências e um posicionamento oficial do Governo do Estado de São Paulo após a divulgação de um vídeo que registra a agressão de uma mulher por um policial militar durante uma ocorrência em Sorocaba, no interior paulista. As imagens, registradas por uma câmera de segurança, repercutiram nas redes sociais e provocaram forte indignação.

No vídeo, é possível ver o momento em que uma abordagem policial termina em confusão. Durante a ocorrência, uma mulher atinge um dos agentes com um tapa nas costas. Em seguida, o policial reage com um soco no rosto da mulher, que segurava uma criança no colo. Com o impacto da agressão, ela cai no chão junto com o bebê.

Ao comentar o caso, Emidio classificou o episódio como inaceitável e questionou a atuação da Polícia Militar diante da ocorrência.

“Um soco no rosto de uma mulher com um bebê no colo. O agressor? Um policial militar do Tarcísio. Até quando?”, escreveu o parlamentar.

Na publicação, o deputado também compartilhou um vídeo com narração crítica sobre o episódio, cobrando providências do governador Tarcísio de Freitas e defendendo que casos como esse não podem ser tratados como situações isoladas.

“Esse é o retrato do que está virando a PM de São Paulo com Tarcísio. E ele chama isso de ‘uso diferenciado da força’. Tarcísio, quantas mulheres mais vão cair no chão até você fazer alguma coisa?”, diz um trecho da narração.

Após a ampla repercussão do caso, a Polícia Militar do Estado de São Paulo informou a abertura de um procedimento para apurar a conduta dos policiais envolvidos, além da dinâmica da ocorrência e da proporcionalidade do uso da força durante a abordagem.

Para o gestor de saúde pública Humberto Tobé, episódios de violência também precisam ser analisados sob a perspectiva da saúde pública, pelos impactos físicos e emocionais causados às vítimas. “Toda situação de violência gera consequências que vão além do momento da agressão. Ela pode deixar sequelas físicas, traumas psicológicos e afetar famílias inteiras, especialmente quando envolve crianças. Proteger a população também significa investir em prevenção, qualificação das abordagens e respeito aos direitos das pessoas, porque segurança e saúde caminham juntas”, afirmou Tobé.

Para Emidio de Souza, a investigação deve ser conduzida com rigor e transparência, garantindo a devida apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades

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