Economia
Wealth Money estreia no mercado de recebíveis de cartões de crédito
Startup controlada pelo grupo Entre Investimentos está lançando dois novos produtos de empréstimos P2P
A Wealth Money, plataforma de empréstimos P2P, que permite a negociação direta entre vendedor e investidor sem a intermediação de bancos, controlada pela EntrePay, empresa de adquirência da Entre Investimentos, fez sua estreia no mercado de recebíveis de cartões de crédito. A empresa está lançando dois novos produtos, o Crédito para PJ e Antecipação de Recebíveis de Cartões de Crédito, que ofertará valores de até R$ 250 mil. Desde a integração ao grupo Entre, no início do ano, a startup vem alcançando resultados positivos: mais que dobrou o número de investidores ativos, de 1,2 mil para 2,5 mil e aumentou as intermediações em mais de 50%, saltando de R$ 10 milhões para R$ 17 milhões.
“Continuamos a demonstrar um crescimento impressionante e uma dedicação contínua em atender às necessidades de investidores e empreendedores. Nossa entrada no mercado de recebíveis de cartões de crédito e os lançamentos de novos produtos são evidências sólidas do nosso compromisso em trazer inovação e eficiência para o cenário financeiro”, afirma o CEO, Diego Camacho, sócio-fundador e idealizador da Wealth Money.
A Wealth Money foi recentemente certificada e homologada pela Central de Recebíveis S.A. (CERC), que permite à empresa a emissão de certificados de recebíveis. “Essa aprovação representa um marco importante na jornada da W.Money, reconhecendo o nosso compromisso com práticas financeiras seguras e eficientes”, diz Antonio Freixo, o Mineiro, sócio da Entre Investimentos, dona da EntrePay.
A startup também lançou uma nova versão de seu aplicativo, projetada para melhorar a usabilidade e fornecer informações mais detalhadas aos investidores, trazendo mais transparência e uma melhor experiência para os usuários da plataforma. A Wealth Money pretende acelerar os planos de expansão em 2023, multiplicando por dez o volume transacionado em sua plataforma. Do início da operação, em dezembro de 2020, até 2022, a empresa intermediou R$ 10 milhões em empréstimos.
O mercado brasileiro de empréstimos P2P é recente e foi regulamentado a partir de 2018. Apesar deste cenário, a expectativa é que o mercado deslanche nos próximos anos. A Wealth Money conta com cerca de 50 mil clientes cadastrados, entre tomadores de crédito e investidores.
Sobre a Entre Investimentos
A Entre Investimentos é especialista em estruturação de fundos e operações financeiras personalizadas. Fundada em 2016, por profissionais com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro, surgiu com o propósito de ser uma facilitadora de negócios. Atua diretamente na comercialização de dívidas privadas, direitos creditórios, crédito não performado, precatórios e cotas de fundos no mercado balcão, além de desenvolver negócios próprios, comprando ou estruturando novas empresas. Em paralelo, atua também como investidora no mercado de meios de pagamento, através de um ecossistema de empresas, encabeçado pela EntrePay. A empresa oferece um mundo de soluções em serviços para subadquirentes parceiros, através de empresas controladas, como Leads Securitizadora, Pmovil e Portal Editora Três.
Economia
Banco Central lança portabilidade de crédito no open finance
A partir do início do próximo ano, os clientes poderão transferir empréstimos de uma instituição financeira para outra de forma mais rápida e digital, em busca de juros mais baixos ou prestações menores. O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (28) a inclusão do serviço de portabilidade de operações de crédito no open finance, sistema financeiro aberto.

A novidade estará disponível ao público em geral a partir de fevereiro de 2026, começando pela modalidade de crédito pessoal. Nos meses seguintes, a portabilidade pelo open finance será estendida às demais modalidades de crédito.
Atualmente, consumidores podem pedir a portabilidade de empréstimos, mas o processo é considerado burocrático e pouco eficaz. Segundo o BC, o novo modelo não substitui as regras em vigor, mas acrescenta uma alternativa mais ágil, apoiada no compartilhamento padronizado de dados entre bancos e fintechs.
Em nota, o BC afirmou que a mudança deve “eliminar assimetrias de informação e barreiras operacionais”, além de tornar o processo mais eficiente. Com o open finance, o prazo máximo para conclusão das operações passará de cinco para três dias úteis — redução válida apenas para solicitações feitas dentro do ambiente digital do sistema.
Processo digital e maior concorrência
A operação será totalmente digital, realizada pelos aplicativos das instituições financeiras. O BC avalia que a automatização deve reduzir erros, custos e ampliar o acesso dos consumidores a ofertas de crédito mais vantajosas.
De acordo com o diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, a proposta aproveita a infraestrutura do open finance para ampliar a concorrência no crédito.
“O que estamos fazendo é levar os benefícios do sistema para a portabilidade, com facilitação da troca de informações e melhor experiência para o cliente”, disse.
Implementação gradual
A Resolução Conjunta nº 15/2025, que formaliza a mudança, foi aprovada na quinta-feira (27) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas só foi explicada nesta sexta-feira pelo BC. A resolução permitirá a realização de testes restritos com a portabilidade do open finance, antes de fevereiro de 2026.
Após a liberação da portabilidade para crédito pessoal, o cronograma prevê testes para crédito consignado do setor público federal em agosto de 2026, com lançamento ao público em novembro. Outras modalidades de empréstimo serão incorporadas posteriormente.
O BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) afirmam que a nova portabilidade digital deve ampliar o alcance do open finance e aprofundar a integração entre instituições financeiras, com foco na melhoria da experiência do usuário.
O que é o open finance
Também chamado de sistema financeiro aberto, o open finance permite que clientes autorizem o compartilhamento de seus dados financeiros entre diferentes instituições. Na prática, o consumidor pode levar seu histórico bancário para outros bancos, movimentar contas em plataformas distintas e acessar serviços personalizados, com mais segurança, padronização e conveniência. O objetivo é aumentar a competição no mercado e facilitar o acesso a produtos financeiros mais vantajosos.
Economia
Brasil faz acordo de exportações com Filipinas, Guatemala e Nicarágua
O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com Filipinas, Guatemala e Nicarágua para aumentar exportações de produtos agropecuários para esses países.

Nas Filipinas, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de gordura bovina, insumo utilizado na indústria de alimentos e na produção de energia de baixo carbono, especialmente o diesel verde e o sustainable aviation fuel (SAF).
Entre janeiro e outubro de 2025, o país do sudeste asiático importou quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários do Brasil.
Na Nicarágua, as autoridades fitossanitárias autorizaram o Brasil a exportar sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos para a agricultura tropical, que contribuem para o aumento da produtividade e a redução da dependência de fertilizantes minerais. Entre janeiro e outubro de 2025, a Nicarágua importou cerca de US$ 55 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
Já na Guatemala, o governo brasileiro obteve autorização fitossanitária para exportar arroz beneficiado. Em 2025, até outubro, o país importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
“Os resultados reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, incluindo itens de maior valor agregado”, disse em nota o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Economia
Projeto contra devedor contumaz separa joio do trigo, diz secretário
No dia seguinte à operação “Poço de Lobato”, que mirou sonegação fiscal de R$ 26 bilhões do Grupo Refit, do setor de combustíveis, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que o projeto que tramita no Congresso contra devedores contumazes pode combater esse tipo de crime.

“Para a gente melhorar o tratamento para os bons contribuintes, é preciso separar o joio do trigo”, disse o secretário.
No caso do grupo que foi alvo da investigação da Receita, o crime envolvia um esquema para sonegação de tributos, evasão de divisas e ocultação de patrimônio.
Ele concedeu, nesta sexta (28), entrevista à Voz do Brasil, produzida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O secretário da Receita salientou que são devedoras contumazes as pessoas que se utilizam da atividade empresarial ou da estrutura para não pagar tributo e com isso ter uma vantagem competitiva.
“No meio desse esquema todo, está um dos maiores devedores contumazes do Brasil, um grupo econômico cujo negócio principal é não pagar tributo”, explicou Robinson Barreirinhas.
“Pequena minoria”
Estariam no rol dos devedores contumazes aproximadamente mil contribuintes, dentre mais de 20 milhões de empresas brasileiras.
“É uma pequena minoria, mas que causa um estrago enorme em determinados setores”, afirma.
Barreirinhas esclarece que um empresário pode ficar eventualmente inadimplente ao ter dificuldade e não conseguir pagar tributos.
“Pode acontecer com qualquer um. Ele não é um devedor contumaz. Nós estamos falando daquele empresário que abre a empresa com a intenção de não pagar tributo”.
Por isso, o governo defende uma legislação mais dura contra esse tipo de crime.
“A dívida tem que ser superior a R$ 15 milhões e esse valor tem que ser superior ao patrimônio da empresa”, ponderou. Outra intenção do projeto, segundo o secretário, seria que a concorrência entre as empresas ficasse mais saudável. “Estamos falando dos devedores contumazes que devem mais de R$ 200 bilhões”.
O governo não tem expectativa de receber o dinheiro sonegado para os cofres públicos em função de que são empresas abertas sem patrimônio nenhum. “O que nós queremos é tirar elas do mercado e abrir espaço para que o bom empresário possa atuar”, ressaltou.



